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Correio da Manhã

Boa Vida

A beleza de Baião que conquistou Eça

Concelho com maior percentagem de área verde no Porto tem dólmenes datados do período neolítico.
Nelson Rodrigues 21 de Abril de 2017 às 09:00
Magnífica vista para o vale do Rio Douro a partir da Vila de Baião
Algumas das ruínas do Mosteiro de Santo André de Ancede
Interior da fundação dedicada ao escritor Eça de Queiroz que fica em Baião
Vista geral da Serra do Marão mostra as colinas do Douro e as vinhas
As bengalas de gestaçô estão em exposição na Casa das Bengalas
Um dos dólmenes do campo arqueológico da Serra da Aboboreira
Magnífica vista para o vale do Rio Douro a partir da Vila de Baião
Algumas das ruínas do Mosteiro de Santo André de Ancede
Interior da fundação dedicada ao escritor Eça de Queiroz que fica em Baião
Vista geral da Serra do Marão mostra as colinas do Douro e as vinhas
As bengalas de gestaçô estão em exposição na Casa das Bengalas
Um dos dólmenes do campo arqueológico da Serra da Aboboreira
Magnífica vista para o vale do Rio Douro a partir da Vila de Baião
Algumas das ruínas do Mosteiro de Santo André de Ancede
Interior da fundação dedicada ao escritor Eça de Queiroz que fica em Baião
Vista geral da Serra do Marão mostra as colinas do Douro e as vinhas
As bengalas de gestaçô estão em exposição na Casa das Bengalas
Um dos dólmenes do campo arqueológico da Serra da Aboboreira
É um dos municípios portugueses com melhor qualidade ambiental, contando com a maior percentagem de área verde e florestal do distrito do Porto. Falamos de Baião, concelho conhecido pelos inúmeros recursos naturais e de rara beleza como a serra da Aboboreira, a serra do Marão ou os rios Douro, Teixeira e Ovil.

A serra da Aboboreira, de elevado valor natural no concelho, tem sido, desde 1978, palco de um estudo sistemático dos valores arqueológicos, dos quais se destacam os monumentos megalíticos, principalmente os dólmenes funerários, erguidos no Neolítico, entre o V e o IV milénio antes de Cristo.

Construídos em pedras de média e grande dimensão, sobrepostas e em posição vertical, estes monumentos têm no topo uma tampa, igualmente em pedra. Só no concelho de Baião há cinco dólmenes a visitar, como o de Chã de Parada (Monumento Nacional desde 1910), com gravuras nos esteiros e com um corredor de acesso. A destacar ainda o dólmen do Outeiro de Ante 1, construído numa elevação natural, sobressaindo fortemente na paisagem.

Além das paisagens de sonho, Baião é conhecido também pela sua gastronomia especial e, por isso, até há quem diga que Eça de Queiroz se apaixonou tanto pelas vistas desta terra como pelos sabores da sua cozinha tradicional quando escreveu ‘A Cidade e as Serras’. As especialidades são o cozido à portuguesa, o anho assado com arroz de forno e o biscoito da Teixeira.

Apaixonado por esta região, Eça de Queiroz está sepultado na freguesia de Santa Cruz do Douro. Em homenagem ao autor de ‘Os Maias’ existe em Baião uma fundação que lhe é dedicada e onde se encontram os seus objetos pessoais, mobília, quadros, presentes de amigos e fotografias antigas.

Da paisagem à gastronomia, Baião é ainda terra de imponentes monumentos. A capela do Senhor do Bom Despacho, integrada no Mosteiro de Santo André de Ancede, por exemplo, é uma joia do Barroco, datada de 1731. Construída de forma octogonal e respeitando o estilo joanino, o seu interior alberga uma riqueza de requinte de talha dourada, além de exemplares de arte sacra. Há ainda figuras que denotam o dramatismo e os contrastes exagerados típicos do rococó. Aqui são ainda apresentados os mistérios de Cristo de forma tridimensional e teatral.
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