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Correio da Manhã

Boa Vida
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A vibrante e moderna Gdansk

Multiplicação de voos de baixo custo está a atrair cada vez mais viajantes ao Norte da Polónia.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 17 de Fevereiro de 2018 às 10:00
Gdansk
No centro histórico, alguns edifícios resistiram aos bombardeamentos da Grande Guerra
Na elegante avenida Dugla ergue-se a estátua de Neptuno, símbolo de Gdansk
Novo museu da II Guerra Mundial
Gdansk
No centro histórico, alguns edifícios resistiram aos bombardeamentos da Grande Guerra
Na elegante avenida Dugla ergue-se a estátua de Neptuno, símbolo de Gdansk
Novo museu da II Guerra Mundial
Gdansk
No centro histórico, alguns edifícios resistiram aos bombardeamentos da Grande Guerra
Na elegante avenida Dugla ergue-se a estátua de Neptuno, símbolo de Gdansk
Novo museu da II Guerra Mundial
É provável que, na memória de muitos, Gdansk seja apenas o lugar onde nasceu o sindicato que derrubou o comunismo na Polónia, mas a cidade que se ergue junto ao Báltico tem bem mais para descobrir do que o regresso a esse passado.

Na cidade por onde entrou o nacional-socialismo, o comunismo e, depois, o sindicalismo de Lech Walesa passam agora visitantes à descoberta da vibrante Dluga, a rua pedonal que é o centro cívico da cidade onde a estátua de Neptuno resume a ligação de Gdansk ao mar.

Um fim de semana chegará para ver calmamente o que a cidade tem para oferecer: um completo Museu Marítimo, um dos maiores e mais antigos moinhos ou a Zuraw Gdanski, imponente grua da Idade Média que é também a mais antiga da Europa. 

Guerra Mundial tem museu tão imponente quanto polémico
Após um ano de construção, abriu em 2017 o imponente Museu da II Guerra Mundial, o único inteiramente dedicado ao conflito. O edifício, localizado num bairro totalmente bombardeado pelas forças alemãs, eleva-se num ângulo de 56 graus, mas é no subsolo do imóvel que se encontra o principal espólio do museu.

É ali que se encontra o essencial daquela que é considerada a maior catástrofe da humanidade, que causou a morte a 50 milhões de pessoas. O museu divide opiniões ao colocar vítimas e agressores num mesmo nível.

Na rota de Walesa 
Foi nos estaleiros de Gdansk  (apelidados de Lenine antes da derrocada do comunismo polaco) que o eletricista Lech Walesa fundou o ‘Solidarnosc’ (Solidariedade), tendo iniciado a partir de então a luta que acabaria por levar à queda do regime. Atualmente, os estaleiros continuam a dominar o horizonte de Gdansk e junto a eles nasceu o imponente Centro Europeu Solidariedade, que conta a história do trabalho na metalurgia pesada da Polónia e como o sindicalista Walesa chegou a presidente da Polónia e Nobel da Paz. O centro, inaugurado pelo próprio Lech Walesa, está alojado num edifício de arquitetura arrojada que tenta recriar um navio em construção numa doca seca. 
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