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Correio da Manhã

Boa Vida
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História à beira-mar em Caminha

A vila onde a costa portuguesa começa tem muito para contar. Há nesta terra uma vida a descobrir.
Secundino Cunha 20 de Dezembro de 2016 às 17:46
Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, foi edificado para defesa contra investidas espanholas na Guerra da Restauração
Vila de caminha, junto aos rios Minho e Coura, com as pontes rodoviária e dos caminhos de ferro
Dólmen da barrosa,  em Âncora, edificado  no período neolítico
Baía formada pelas águas calmas da foz do  rio Minho
Torre do relógio é dos monumentos mais visitados de caminha. É relógio público desde o século XVII
Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, foi edificado para defesa contra investidas espanholas na Guerra da Restauração
Vila de caminha, junto aos rios Minho e Coura, com as pontes rodoviária e dos caminhos de ferro
Dólmen da barrosa,  em Âncora, edificado  no período neolítico
Baía formada pelas águas calmas da foz do  rio Minho
Torre do relógio é dos monumentos mais visitados de caminha. É relógio público desde o século XVII
Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, foi edificado para defesa contra investidas espanholas na Guerra da Restauração
Vila de caminha, junto aos rios Minho e Coura, com as pontes rodoviária e dos caminhos de ferro
Dólmen da barrosa,  em Âncora, edificado  no período neolítico
Baía formada pelas águas calmas da foz do  rio Minho
Torre do relógio é dos monumentos mais visitados de caminha. É relógio público desde o século XVII
A presença humana em Caminha tem mais de cinco mil anos. É o que confirma o Dólmen da Barrosa (conhecido como Lapa dos Mouros), em Vila Praia de Âncora, erguido no Neolítico, ou seja, trinta séculos antes de Cristo, e classificado como Monumento Nacional desde 1910. A vila onde a costa portuguesa começa e que vê desaguar os rios Minho e Coura tem, além do mar, uma longa história para contar.

A paisagem, com o rio a beber o Coura e a espraiar-se no Atlântico, é absolutamente deslumbrante. E, vista da encosta da serra de Arga, é de cortar a respiração. Podemos mesmo começar pela Aldeia de Arga, onde se festeja o S. João em agosto, ao som das concertinas e das cantigas feitas de versos saídos da pena de Pedro Homem de Melo. Os romeiros rezam no velho mosteiro, divertem-se noite dentro e dormem nos quartéis de granito até à hora da missa da manhã.

Mas há, nesta terra de mar, festas menos religiosas. E, na descida para a vila, somos obrigados a parar na ponte medieval de Vilar de Mouros. A ponte, que supera o rio Coura desde o século XIV, merece uma passagem, mas o local justifica a visita sobretudo por causa do mítico festival, nascido em 1965 – mas considerado como tal apenas desde 1971 –, naquele que foi o primeiro grande festival de música rock em Portugal e que ficou para a história como o ‘Woodstock nacional’.

Em 45 anos, o Festival de Vilar de Mouros contou com 13 edições e deu palco a mais de 150 grupos e cantores, com destaque para Elton John, em 1971, U2 em 1982 e o agora Nobel da Literatura Bob Dylan em 2004. Ainda a digerir estrondosos acordes, chegamos a Vila Praia de Âncora para testemunhar no Dólmen da Barrosa a antiguidade destas terras e no Forte da Lagarteira a sua importância estratégica e militar.

O peixe grelhado tem, neste canto do Minho, outro sabor, porque vai para a brasa poucas horas depois de pescado no rio ou no mar, e o almoço abre o apetite para uma tarde passada no Centro Histórico da vila.

Sobe-se à Torre do Relógio – relógio público desde o século XVII – e observa-se, para um lado, a praça central com o seu monumental Chafariz do Terreiro, que tem quase 500 anos, e, para o outro, a Igreja Matriz, que começou a ser construída no século XV e é um dos grandes exemplos nacionais do estilo gótico manuelino.
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