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Correio da Manhã

Boa Vida
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Klaipeda: História e modernidade de braço dado ao mar Báltico

O maior porto da Lituânia é uma cidade atrevida onde se vive dia e noite nas praias, bares e festivais.
Sérgio A. Vitorino 19 de Setembro de 2018 às 16:27
Klaipeda
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Klaipeda poderia ser mais um sujo e cinzento porto de uma antiga república soviética. mas não. A terceira maior cidade da Lituânia deixou para trás a história conturbada e vive numa vibrante modernidade abraçando o Báltico.

Tem uma concorrida vida noturna, um impressionante Festival do Mar e extensas zonas verdes onde dia e noite se passeia e faz desporto. Prova dessa mentalidade pós-soviética é também, colada à área urbana, a surpreendente arrumação de praias: famílias, animais e nudistas para homens, mulheres e a terceira para casais.

O verão de 2018 foi o melhor dos últimos 50 anos. Em Klaipeda não há memória de calor igual ao que há dois meses deu ainda mais vida à cidade lituana onde se encontra o Mundo.

Ficha de viagem
Como ir
Klaipeda é servida por vários ferries e pelo aeroporto de Palanga, onde chegam alguns voos internacionais. O mais comum é viajar por Vilnius (capital). De Lisboa há apenas voos com escala.

Onde ficar
A oferta é variada, tanto em Klaipeda como em Palanga, para bolsos mais recheados. O Amberton Hotel Klaipeda destaca-se pela arquitetura ousada do edifício e por ficar no centro.

Cidade com um passado complexo pela sua importância
Klaipeda é polo económico e dos poucos portos da região que não congela no Inverno. Memel, nome dado pelos alemães, foi ocupada pela Ordem Teutónica no séc. XIII. Seguiram-se ocupações da Prússia, Suécia e Polónia. No complexo passado há uma administração francesa (pós-I Guerra), quando naqueles 5% do território passavam um terço da economia lituana. Em 1939, Klaipeda foi o último território anexado por Hitler antes da II Guerra. Foi ocupada pelos soviéticos em 1945 e a eles pertenceu até à independência lituana de 1990.

Palanga para o rico
Klaipeda é uma estância balnear que alberga desde o lituano comum, ao turista da União Europeia e o magnata russo. Estes últimos viajam nos seus aviões privados até ao aeroporto de Palanga, a norte de Klaipeda, onde passam o verão entre os 18 km de praias de areia branca e os restaurantes e bares da principal rua pedonal – que vai dar ao pontão onde centenas se concentram no final do dia para observar o pôr do Sol. Klaipeda tem uma grande população de mulheres, fruto da emigração dos homens para fora do país. A cidade está protegida do gelo do inverno pela lagoa de Curlândia, dividida com a russa Calininegrado.
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