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Correio da Manhã

Boa Vida

Macedo de Cavaleiros, uma terra de história

Uma Rota Museológica dá a conhecer as tradições.
Tânia Rei 4 de Julho de 2018 às 00:00
O território de Macedo de Cavaleiros é, pelo vasto legado geológico, Geopark Terras de Cavaleiros
A albufeira do Azibo tem duas praias fluviais, Ribeira e Fraga da Pegada, onde ondeia a Bandeira Azul
Interior do museu Martim Gonçalves de Macedo, em Macedo de Cavaleiros
Beleza da igreja de Nossa Senhora da Purificação, datada do início do século XVIII
O território de Macedo de Cavaleiros é, pelo vasto legado geológico, Geopark Terras de Cavaleiros
A albufeira do Azibo tem duas praias fluviais, Ribeira e Fraga da Pegada, onde ondeia a Bandeira Azul
Interior do museu Martim Gonçalves de Macedo, em Macedo de Cavaleiros
Beleza da igreja de Nossa Senhora da Purificação, datada do início do século XVIII
O território de Macedo de Cavaleiros é, pelo vasto legado geológico, Geopark Terras de Cavaleiros
A albufeira do Azibo tem duas praias fluviais, Ribeira e Fraga da Pegada, onde ondeia a Bandeira Azul
Interior do museu Martim Gonçalves de Macedo, em Macedo de Cavaleiros
Beleza da igreja de Nossa Senhora da Purificação, datada do início do século XVIII
Não fosse Martim Gonçalves de Macedo, que salvou o rei D. João I da morte pela lâmina do espanhol Álvaro Sandoval, a 14 de agosto de 1385, na Batalha de Aljubarrota, e hoje poderíamos ser espanhóis. O ilustre macedense dá nome ao museu, onde estão expostos artefactos únicos no País, originais daquele campo de guerra, que podem ser vistos na exposição permanente ‘Assim se fez Portugal’.

Aqui começa a viagem a Macedo de Cavaleiros, onde se respira História. No Museu de Arqueologia Coronel Albino Pereira Lopo retratam-se as vivências desde a Pré-História até à Idade Média, com espólio recolhido em escavações feitas no concelho. Há mais espaços museológicos espalhados pelo concelho, dedicados a temas ligados à região, como o azeite, a etnografia ou a arte sacra.

Mal se chega a Macedo de Cavaleiros e parece que se ouvem os frenéticos chocalhos dos Caretos, a chamar de Podence, a pouco mais de 10 quilómetros da cidade. As máscaras de nariz pontiagudo e os fatos enfrajados com lã colorida estão expostos na Casa do Careto desde 2004.

No Carnaval (por lá é Entrudo Chocalheiro) é uma enchente de visitantes que querem participar nas enérgicas danças, que terminam com as mulheres a serem chocalhadas. Em novembro do próximo ano vem o parecer da UNESCO que pode elevar as enigmáticas figuras e a sua festa a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Não se vá desta aldeia sem visitar a Igreja de Nossa Senhora da Purificação, datada do início do século XVIII e classificada como Monumento de Interesse Público. Como esta há mais duas - em Lamalonga e Vilarinho de Agrochão. O património religioso espalha-se, de resto, um pouco por todas as freguesias.

Para refrescar, e emoldurada em paisagens protegidas, surge a albufeira do Azibo. São duas praias fluviais, Ribeira e Fraga da Pegada, onde ondeia a Bandeira Azul.

O território de Macedo de Cavaleiros é, por todos estes motivos e pelo vasto legado geológico, Geopark Terras de Cavaleiros, o que acontece desde 2014. São 42 os geossítios assinalados.

Para forrar o estômago não falta boa gastronomia transmontana, como o javali no pote. Para a sobremesa pode experimentar o típico calço - uma bola doce em forma de ferradura. 

Feira de São Pedro comemora 35 anos
O São Pedro é o padroeiro de macedo de cavaleiros. Hoje celebra-se o feriado municipal, que coincide anualmente com a Feira de São Pedro. Ao certame empresarial junta-se a animação musical durante cinco dias. Esta é a 35.ª edição.
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