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Correio da Manhã

Boa Vida
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Paisagem e história no Seixal

Um passeio à descoberta de uma terra ligada ao Tejo.
Sofia Garcia 7 de Novembro de 2018 às 20:11
A Quinta da Fidalga é exemplo bem preservado de um espaço agrícola
Núcleo naval do Ecomuseu, na Arrentela
Ecomuseu fica num antigo estaleiro naval
Restaurante Mundet Factory. Fica nas instalações da antiga corticeira
Tipografia popular do Seixal, no Ecomuseu
A Quinta da Fidalga é exemplo bem preservado de um espaço agrícola
Núcleo naval do Ecomuseu, na Arrentela
Ecomuseu fica num antigo estaleiro naval
Restaurante Mundet Factory. Fica nas instalações da antiga corticeira
Tipografia popular do Seixal, no Ecomuseu
A Quinta da Fidalga é exemplo bem preservado de um espaço agrícola
Núcleo naval do Ecomuseu, na Arrentela
Ecomuseu fica num antigo estaleiro naval
Restaurante Mundet Factory. Fica nas instalações da antiga corticeira
Tipografia popular do Seixal, no Ecomuseu
O outono solarengo convida a começar o dia junto à baía natural do Seixal. Aquela que é conhecida como a porta de entrada do município é escolhida por dezenas de amantes do fitness e por famílias que procuram o descanso junto da natureza.

Com o rio à frente, uns passos ao lado e estamos no Núcleo Naval da Arrentela. O espaço está integrado no Ecomuseu. A entrada é gratuita, aí encontra a arte de Fernando Dâmaso e dos seus antecessores, os responsáveis pelas dezenas de embarcações tradicionais do município feitas à mão, à escala.

Quase em frente encontrará a Quinta da Fidalga, do séc. XV, onde vai poder ver o único lago de Maré em funcionamento no País. O lago, que enche e vaza conforme a maré do rio Tejo, era o local onde as fidalgas se banhavam, evitando assim misturar-se com a plebe. Na Quinta é obrigatório visitar a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, edifício com a assinatura Álvaro Siza Vieira.

Algumas ruas acima vai querer reservar algumas horas na antiga Tipografia Popular. Igualmente parte do Ecomuseu municipal é dirigida por Augusto Palaio, que conta com paixão a história da tipografia, auxiliado por um espólio técnico-industrial, de composição e impressão, doado à autarquia.

Por esta hora, e se a fome já apertar, a antiga fábrica da cortiça Mundet é o destino. No espaço pode visitar parte das instalações daquela que foi uma das maiores corticeiras do Mundo e, ainda, saborear uma refeição no restaurante Mundet Factory, na antiga cantina da própria corticeira.

Depois de almoço, porque não voltar a estar junto ao rio e a uma das atrações do Ecomuseu municipal? Falamos do moinho de maré de Corroios, que ao longo dos anos foi dividindo atenções com quem o apresenta ao público e que já se mistura com o local. José Meias conhece a história daquele moinho como poucos e recebe por ano centenas de visitantes.

O moinho mantém o aspeto e interiores originais, que apenas são polidos e tratados. Ao lado encontra-se o único monumento nacional classificado do Seixal, a olaria romana. Aquele sítio arqueológico detém uma das mais importantes coleções de cerâmica romana do País. É possível ver dois fornos e vestígios de um eventual terceiro, usados para a produção de loiça doméstica, materiais de construção e ânforas destinadas ao envase e transporte de peixe e vinho. 

Cacilheiro é um restaurante
No Seixal é possível desfrutar de uma refeição a bordo de um cacilheiro. O restaurante Lisboa à Vista serve desde petiscos a pratos mais elaborados, tudo com um toque de luxo e requinte. A vista a partir do barco, em especial à noite, torna qualquer refeição especial. O cacilheiro chegou a fazer travessias de passageiros no Tejo.
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