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Correio da Manhã

Boa Vida
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Pés ao caminho em passeios perfeitos

Se gosta de caminhar e de contacto com a natureza, aceite as sugestões e divirta-se.
João Mira Godinho, Luís Oliveira, Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) e Secundino Cunha 9 de Outubro de 2018 às 19:17
Pés ao caminho em passeios perfeitos
Ecovia do Vez
Ecopista de Porto de Mós
Rota Vicentina
Passeio pedonal de Vila Franca de Xira
Via algarviana
Ciclovia do Guincho
Pés ao caminho em passeios perfeitos
Ecovia do Vez
Ecopista de Porto de Mós
Rota Vicentina
Passeio pedonal de Vila Franca de Xira
Via algarviana
Ciclovia do Guincho
Pés ao caminho em passeios perfeitos
Ecovia do Vez
Ecopista de Porto de Mós
Rota Vicentina
Passeio pedonal de Vila Franca de Xira
Via algarviana
Ciclovia do Guincho
Quando o exercício é conciliado com uma paisagem aprazível, tudo se torna mais fácil e motivador. As caminhadas representam uma atividade física perfeita - fácil, proporciona saúde e boa forma.

Dos caminhos que passam por praias ou florestas, dos mais curtos e radicais aos mais longos e repousantes, são diversas as sugestões com cenários distintos um pouco por todo o País para explorar a pé.

Apetreche-se e faça-se ao caminho. Use roupa confortável, calçado que não lhe provoque irritantes danos nos pés, leve água e um reconfortante lanche. Não se esqueça da máquina fotográfica e divirta-se. 

Ecopista do Dão
Antiga linha ferroviária dá lugar à maior ecopista do País  
Ninguém fica indiferente à beleza paisagística que se aprecia durante os 49 quilómetros da Ecopista do Dão. Entre Santa Comba Dão e Viseu os utilizadores atravessam rios (Dão e Pavia), campos agrícolas e poderão descansar nas sombras de sobreiros, castanheiros e carvalhos. Ver as serras da Estrela e do Caramulo. É fácil percorrer a pé ou de bicicleta, não tem subidas significativas e o pavimento é firme. 

Ecovia do Vez 
Dois rios por entre campos e florestas 
Começa na vila de Arcos de Valdevez, mas cedo avança, rios acima, para as paisagens dos campos e das florestas. São 32 quilómetros de puro prazer ao longo dos rios Lima e Vez, que terminam na deslumbrante aldeia de Sistelo, conhecida por ‘Pequeno Tibete português’.

Para além das deslumbrantes paisagens rurais de um concelho que integra a reserva mundial da biosfera, há muito para ver neste percurso em termos de património edificado, como lavadouros, moinhos abandonados, antigos abrigos naturais ou velhas casas de guardas-florestais.

Este trilho cruza-se  com a religiosidade do povo minhoto, com destaque para a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos, as Capelas de Santo António, São João Evangelista, Senhora dos Remédios e Senhora do Carmo. O percurso todo demora mais de seis horas, mas pode optar pelo último troço: Vilela-Sistelo.

Ecopista de Porto de Mós 
Trajeto que rasga as rochas de minas
A ecopista de Porto de Mós é diferente de todas as outras. Também nasceu após o desaparecimento de uma linha férrea - era o principal meio de transporte do carvão das minas da Bezerra para a central termoelétrica de Porto de Mós, no distrito de Leiria.

Há mais de dez anos que se transformou num espaço de lazer procurado pelos habitantes da zona. Esta ecopista rasga literalmente as rochas, ao ponto de, em muitos locais, fazer lembrar que se está a atravessar um aglomerado de minas. De bicicleta ou a pé, a caminhar ou a correr, os utilizadores podem apreciar a beleza paisagística por uma estrada que por vezes é de terra batida e alcatroada, alternadamente.

Sensivelmente a meio dos 12 quilómetros de extensão, junto aos moinhos, os frequentadores podem descansar no parque de merendas e aproveitar para se alimentarem e reporem energias para o que falta. 

Rota vicentina 
Um longo percurso 
Esta é uma grande rota com um total de cerca de 400 quilómetros ao longo de uma das mais belas e bem cuidadas zonas costeiras da Europa. Engloba o Caminho Histórico, Trilho dos Pescadores e Percursos Circulares. O tradicional, que apresenta qualquer coisa como 230 km, é o percurso mais extenso e parte de Santiago do Cacém até ao Cabo de São Vicente.

Trata-se de um itinerário rural com 12 etapas por caminhos florestais, vilas e aldeias pejadas de diversas camadas de história. A rota foi inaugurada em 2012 e desenvolvida em parceria entre entidades públicas e empresários que apostam no turismo de natureza como via para desenvolver a região.

O itinerário pode ser cumprido através de revigorantes caminhadas ou de bicicleta - depende do gosto de como se pretende desfrutar da magnífica paisagem.  

Passeio pedonal de Vila Franca de Xira
Com o Tejo ao lado 
Com o rio Tejo por companhia, este é um percurso incontornável para quem pretende reunir o melhor de dois mundos no mesmo espaço; enquanto pratica exercício desfruta de uma bela e reconfortante paisagem. A pé ou de bicicleta, o trajeto também permite um momento de repouso para um piquenique; tudo é possível num percurso que se prolonga durante quatro quilómetros entre Vila Franca de Xira e Alhandra. 

Aconselha-se um passeio entre a Casa Museu Dr. Sousa Martins, em Alhandra, até perto da antiga fábrica de descasque de arroz, em Vila Franca de Xira. Um trajeto onde é comum cruzar-se com praticantes de canoagem, de vela ou, ainda, amantes da pesca desportiva. A frente ribeirinha de Vila Franca é um espaço privilegiado para famílias, com os mouchões da Reserva Natural do rio Tejo como imagem de fundo. 

Via algarviana 
Interior do Algarve 
Atravessar o Algarve, de Alcoutim ao cabo de S. Vicente, em Sagres, ao longo de cerca de 300 km, a pé ou de bicicleta. Esta é a proposta da Via Algarviana que, quase sempre pelo interior (entre Lagos e Sagres está colocada próxima da costa), percorre toda a região Sul. O trajeto está dividido em 14 percursos, passando por localidades como Vaqueiros (concelho Castro Marim), Barranco do Velho e Salir (Loulé), Alte (Albufeira), Messines (Silves) ou Marmelete (Monchique).

A via permite conhecer algumas das tradições do barrocal algarvio, ao mesmo tempo que oferece diferentes paisagens para quem a percorre. Projeto da associação ambientalista Almargem, a Via Algarviana começou a surgir em 2001 - quando foi feito a inauguração simbólica do troço Alte-Messines. Anualmente há uma prova (Algarviana Ultra Trail) que atravessa toda a via. 

Ciclovia do Guincho 
A olhar o Atlântico 
Eis um passeio com cerca de 18 quilómetros – ida e volta – sempre paralelo ao mar. Com início em Cascais, perto do Farol de Santa Marta, termina no Guincho, concluindo um estimulante percurso integrado no Parque Natural Sintra-Cascais. Um trajeto feito de muito sol - quando é tempo dele -, um extenso mar azul, praias e arribas procuradas por pescadores e fotógrafos desejosos de captar momentos únicos.

Uma zona que também é conhecida pelo vento e dunas marcadas pela vegetação rasteira, como os catos de flor amarela ou lilás. Para lá da sempre muito procurada Boca do Inferno, podem ser visitados ao longo da costa os faróis de Santa Marta, Guia e Cabo Raso. Para completar a festa, ao correr do percurso são diversos os restaurantes de peixe e marisco, sempre com uma vista soberba para o oceano Atlântico. 
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