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Correio da Manhã

Boa Vida
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Rota de Cister: o Romântico entre belas paisagens

No século XII, os monges brancos edificaram quatro igrejas e outros tantos mosteiros em Amares, Melgaço, Montalegre e Arcos de Valdevez.
Secundino Cunha 19 de Setembro de 2018 às 15:27
Melgaço
Arcos de Valdevez
Restaurante em Amares
Igreja em Melgaço
Mosteiro de Santa Maria das Júnias
Castro Laboreiro junto a Fiães
Mosteiro em Amares
Melgaço
Arcos de Valdevez
Restaurante em Amares
Igreja em Melgaço
Mosteiro de Santa Maria das Júnias
Castro Laboreiro junto a Fiães
Mosteiro em Amares
Melgaço
Arcos de Valdevez
Restaurante em Amares
Igreja em Melgaço
Mosteiro de Santa Maria das Júnias
Castro Laboreiro junto a Fiães
Mosteiro em Amares
Andamos ali à volta do Parque Nacional da Peneda-Gerês, terras fecundas, abrigadas dos ventos de norte e por isso escolhidas pelos Monges de Cister para edificarem as suas casas e igrejas. Como viviam segundo o essencial da regra de S. Bento (’ora et labora’ – quer dizer, reza e trabalha), escolhiam lugares longínquos dos maiores centros, quase sempre junto a rios e bons para a agricultura.

Esta rota pelos mosteiros de Cister do Norte é, para além de uma extraordinária aula de História, um passeio pelas mais extraordinárias paisagens da região que dobra do Minho para Trás-os-Montes.
Começamos em Pitões das Júnias, aldeia fronteiriça do concelho de Montalegre, em pleno Parque Nacional. As primeiras pedras foram erguidas pelos beneditinos, mas, logo no início do séc. XIII, deram lugar aos cistercienses, que chegavam da grande abadia de Oseira, na Galiza. Para se visitar as ruínas é necessária uma razoável caminhada.

Mais simples é a visita em Amares, já que o Mosteiro de Santa Maria de Bouro (hoje pousada de Portugal) se situa à face da estrada que segue para o Gerês. É o mais antigo dos quatro e foi, a seu tempo, o maior e o mais importante. Foi o abade de Bouro que defendeu, em 1385, a fronteira da Portela do Homem. Diz-se que se deve aos monges brancos a célebre laranja de Amares.

Mais a norte e um século mais tarde, os cistercienses instalaram-se em Ermelo, na margem direita do rio Lima, concelho de Arcos de Valdevez. Apesar de terem saído no século XVI, deixaram marcas profundas. Os frades de Ermelo, obedeciam aos de Fiães, em Melgaço. Aqui, na prática, resta a Igreja que, como as de Ermelo e de Pitões, é um notável exemplar da arquitetura Românica, como o vizinho castelo de Castro Laboreiro.

E se em Amares e em Ermelo, perdura a laranja sumarenta e de casca fina, em Fiães, dizem os especialistas, os monges lançaram à terra as sementes da casta Alvarinho.

Numa pausa da viagem com pratos típicos minhotos
Tendo descido de Pitões e visitado o Mosteiro de Bouro, entramos, ao lado, no Restaurante Cruzeiro, onde as sobremesas de ovos e laranja colocam um doce ponto final em pratos tipicamente minhotos como as Papas de Sarrabulho ou o Bacalhau à Braga. E estamos prontos para seguir: Ermelo e Fiães.
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