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Correio da Manhã

Boa Vida
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Tavira, terra de história e mar

A cidade algarvia tem influências de vários povos e os vestígios estão bem patentes nos monumentos históricos.
Tiago Griff 21 de Setembro de 2016 às 19:18
A riqueza da Ria Formosa
A estrutura de apoio à armação de pesca de atuns, o Arraial Ferreira Neto, foi recuperado
A tão procurada flor de sal vem das salinas
A ponte romana é um dos vestígios históricos
A igreja de Santa Maria do Castelo
A riqueza da Ria Formosa
A estrutura de apoio à armação de pesca de atuns, o Arraial Ferreira Neto, foi recuperado
A tão procurada flor de sal vem das salinas
A ponte romana é um dos vestígios históricos
A igreja de Santa Maria do Castelo
A riqueza da Ria Formosa
A estrutura de apoio à armação de pesca de atuns, o Arraial Ferreira Neto, foi recuperado
A tão procurada flor de sal vem das salinas
A ponte romana é um dos vestígios históricos
A igreja de Santa Maria do Castelo
A rica história da cidade de Tavira junta vários povos que se estendem durante séculos, e onde ainda hoje em dia existem vestígios das suas influências. Desde a colina de Santa Maria, com origens fenícias, à ponte romana construída na época medieval, passando pela colonização muçulmana e, finalmente, ao domínio cristão, dá para perceber que Tavira tem muitas histórias para contar.

E uma delas explica o porquê de um rio de apenas 56 quilómetros, que nasce na serra e desagua na Ria Formosa, ter dois nomes: Séqua e Gilão.

Conta a lenda que a princesa muçulmana Séqua e o cavaleiro cristão Gilão viviam um amor proibido e encontravam-–se regularmente na ponte que liga as duas margens do rio. Com receio de serem acusados de traição depois de terem sido descobertos por ambas as fações, o casal atirou-se para cada lado da ponte, dividindo assim o nome do rio.

E é nas margens deste rio – já na zona onde se chama Gilão, que banha a baixa da cidade – que se pode começar a desfrutar da cidade.

Depois de uma visita à Ponte Romana, pode dirigir-se em direção ao Castelo de Tavira (palco de ainda outra lenda romântica, a da Moura Encantada, que pode ser descoberta no local), onde tem uma vista que se estende da serra até à ilha. Pelo caminho pode ainda visitar as várias igrejas que estão espalhadas pela cidade, incluindo a de Santa Maria, que foi afetada pelo grande terramoto de 1755, a Paroquial de Santiago e Santo António dos Capuchos, entre outras, sem esquecer o Museu Municipal.

Depois de uma passagem pelos restaurantes locais, como o Avenida ou o Migu’s, com comida típica mediterrânica, é hora de sair da cidade e dirigir-se para a costa.

A caminho do cais das Quatro Águas, onde se apanham os barcos para a ilha, pode passar pelas salinas que estão no coração da Ria Formosa. É aqui que nasce a tão procurada flor de sal, usada pelos chefs de todo o Mundo na cozinha gourmet. O Arraial Ferreira Neto também é uma paragem obrigatória. O espaço, que era usado pelos pescadores para as armações do atum, foi totalmente renovado e é agora um hotel, mas também guardou as características que lhe deu origem e no local há uma igreja e ainda um núcleo museológico.

Como no Algarve as boas temperaturas mantêm-se até outubro, depois de um dia recheado de história pode aproveitar a ilha de Tavira para uns mergulhos ao final da tarde, quer no mar Atlântico, quer na Ria Formosa.
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