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Correio da Manhã

Boa Vida
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Comer o Mundo em Portugal

Uma viagem por restaurantes que servem sabores típicos de países distantes de culturas bem diferentes. Saiba o que provar num russo ou tailandês.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt), Pedro Galego e Nelson Rodrigues 17 de Março de 2017 às 15:00
Restaurante Frida
O 'Chile en Nogada' é uma das principais especialidades servidas no Frida
O tártaro de salmão é o prato estrela de uma carta que trouxe o melhor do Japão até ao coração do Alentejo
Associação Caboverdiana
Mendi
 O Lamego
O Stanislav
O Stanislav
Supatra
Rose Iranian
Restaurante Frida
O 'Chile en Nogada' é uma das principais especialidades servidas no Frida
O tártaro de salmão é o prato estrela de uma carta que trouxe o melhor do Japão até ao coração do Alentejo
Associação Caboverdiana
Mendi
 O Lamego
O Stanislav
O Stanislav
Supatra
Rose Iranian
Restaurante Frida
O 'Chile en Nogada' é uma das principais especialidades servidas no Frida
O tártaro de salmão é o prato estrela de uma carta que trouxe o melhor do Japão até ao coração do Alentejo
Associação Caboverdiana
Mendi
 O Lamego
O Stanislav
O Stanislav
Supatra
Rose Iranian
A proposta é a de uma viagem pelos sabores do mundo sem transpormos os limites territoriais de Portugal.

De norte a sul do País há sempre um restaurante com comida tradicional de outro país à espera de ser descoberto, pronto a divulgar uma cozinha feita de paladares que surpreendem pela novidade e exotismo.

De um russo a um tailandês, com passagem por um iraniano e por aqueles que, culturalmente, nos estão mais próximos, como são os casos de Cabo Verde e de Moçambique, entre nesta viagem, aceite as nossas sugestões e delicie-se – pelo menos com os olhos – com os pratos que cada espaço elegeu como representativo da sua cultura. Há um mundo novo para provar e conhecer.

Prato com 200 anos celebra independência do México
O 'Chile en Nogada' é uma das principais especialidades servidas no Frida, restaurante mexicano, aberto há quase três anos no número 132 da rua Adolfo Casais Monteiro, no Porto.

O prato tem mais de 200 anos de história e foi criado num mosteiro de freiras, em Puebla, para celebrar a independência do México.

Diz o dono, João Marques, que foi elaborado para receber um dos heróis da independência e, por isso, tem as cores principais da bandeira mexicana – verde e vermelho. Com um custo de 13,50 euros, o prato mistura carne picada com frutos secos, alcaparras, azeitonas e ananás. Em cima leva um molho de nozes.

O restaurante, que foi o "realizar de um sonho antigo", está aberto todos os dias das 20h00 às 24h00. Não tem zona de fumadores e aceita cartões.

Japonêsa sério no Alentejo
O Chef Kenzo Shigueno estabeleceu-se por conta própria na rua do Muro, em Évora. O tártaro de salmão é o prato estrela de uma carta que trouxe o melhor do Japão até ao coração do Alentejo. O Friends Sushi Bar By Kenzo é já uma referência deste género que aumenta cada vez mais em número de seguidores. Encerra domingo ao jantar e segunda-feira. O espaço é para não fumadores e aceita cartões. Preço médio: 20 a 25 euros.

Moçambique às portas de Lisboa
Desde sempre ligado à restauração em Moçambique e em Portugal, para onde se mudou em 1976, Fernando Weng não baixou os braços quando, ao fim de vinte anos de trabalho num restaurante da Feira Popular de Lisboa, o espaço encerrou. Fecha-se uma porta, abre-se uma janela e, assim, foi parar a Casal de Cambra, no concelho de Sintra, onde há 12 anos mantém O Lamego, nome que herdou do antigo proprietário, natural daquela cidade do distrito de Viseu.

Neste caso o nome engana e quem se desloca à avenida de Lisboa já sabe que vai deliciar se com sabores moçambicanos que atraem clientes de todo o País e, conta o proprietário, estrangeiros até dos Estados Unidos, através do sempre eficaz método publicitário do passa a palavra entre a comunidade.

O prato escolhido por Fernando Weng e que se vê na foto é uma Matapa de caranguejo com camarões, acompanhada de xima – farinha de milho com a consistência de um puré. Uma proposta com um toque ligeiro de picante para realçar o sabor. O restaurante fecha à quarta-feira, não aceita cartões e não há lugar para fumadores. O preço médio de uma refeição varia entre os 16 e os 20 euros.

Quentes paladares do arquipélago com morna a acompanhar
Sabores e ritmos quentes marcam o ambiente da Associação Caboverdeana, instalada na rua Duque de Palmela, em Lisboa. Os cozinheiros escolheram três pratos que ilustram o país; cachupa, frango guisado com molho de amêndoa e bife de atum no forno.

Mário de Carvalho, o presidente da associação, elogia a gastronomia e promove os dias de dança, à terça e quinta-feira, entre as 12h30 e as 14h30."Morna ao sol", como define, o restaurante fecha ao sábado e domingo e não serve jantares, embora tudo pode mudar se estão em causa grupos. Não são aceites cartões, não há espaço para fumadores. Refeições entre os 10 e os 15 euros.

Restaurante com 20 anos é o mais antigo indiano da cidade do Porto
Aberto há 20 anos na avenida da Boavista, no Porto, o Mendi é o indiano mais antigo da Invicta. Por 25 euros pode-se desfrutar de vá- rias especialidades e bebida. O Palk Paneer – cubos de queijo caseiro cozinhados em espinafres, condimentos e natas. Um arroz Pulao ou um frango marinado Murgh Tandoory, com ervas aromáticas e iogurte.Tudo isto acompanhado por um batido Mango Lassy e um pão típico Naan. O restaurante, sem zona de fumadores, aceita cartões e encerra ao domingo.

Um russo na Avenida
O Stanislav, restaurante de sabores russos, abriu portas na rua de São José, em Lisboa, perto da avenida da Liberdade, em janeiro de 2014, depois de ter passado pelo Monte Estoril e pelo centro de Cascais.

Está agora localizado num espaço com arcadas em pedra num edifício pombalino, com boa iluminação e uma decoração sofisticada. Ali são servidos sabores da cozinha russa e do leste da Europa, onde se destacam a salada schuba, com arenque e legumes cozidos e o frango à Kiev. Os cozinheiros escolheram apresentar um prato típico chamado golubsi, nada mais do que couve-lombarda com carne picada e arroz.

O restaurante fecha ao almoço de sábado e ao domingo, aceita cartões, não tem área de fumadores e o preço médio de uma refeição varia entre os 20 e os 25 euros.

Tailândia servida à mesa na Aldeia do Carvalhal
Foi em Inglaterra que Humbero Silva conheceu Supatra, a jovem tailandesa que viria a ser sua mulher e que daria nome ao restaurante que é uma instituição da gastronomia deste país em Portugal.

Aberto desde 1991, primeiro nas Caldas, desde 2008 na aldeia do Carvalhal, fica perto do Budha Eden e de Óbidos.

Para a o CM, o casal preparou um Khao ób sap-parod,ou seja,um ananás recheado com galinha e camarão, acompanhado com arroz frito e caju. "Um prato muito consumido na Europa", explica Humberto Silva.

O restaurante fecha ao domingo ao jantar e à segunda-feira. Nesta época baixa convém ligar para marcar mesa e dar dois dedos de conversa – 262842920. É proibido fumar, aceita cartões. Preço médio ronda os 18 euros.

Surpresa que vem do Irão
De portas abertas na Avenida Duque de Loulé em Lisboa, há pouco mais de um ano, o Rose Iranian espalha sabores do país do Médio Oriente. Habituados a receber em casa, a tendência do povo iraniano é aprender a cozinhar muito.

E bem. O prato que se vê na foto é um Jujeh Kabab, uma espetada de peitos de frango marinados em iogurte, açafrão aromático e arroz basmati. Restaurante fecha ao domingo, aceita cartões e não tem espaço para fumadores. Refeição para dois ronda os 30 euros.



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