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Correio da Manhã

Boa Vida
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Viajar pelo mundo sem sair da mesa do restaurante

Do Brasil à Rússia, do México ao Irão, de Itália ao Líbano, os sabores da gastronomia internacional estão hoje mais perto do que imagina.
Miguel Azevedo 21 de Julho de 2020 às 19:13
Restaurante libanês Fenícios Castilho, em Lisboa
Restaurante libanês Fenícios Castilho, em Lisboa
Kaffeehaus, no Chiado, em Lisboa
Restaurante My’o Meu, em Faro
Restaurante My’o Meu, em Faro
Restaurante My’o Meu, em Faro
Kaffeehaus, em Lisboa
SushiD’Art, em Tavira
Restaurante Il Trio, em Vilamoura
Boteco Mexicano, no Porto
Boteco Mexicano, no Porto
Boteco Mexicano, no Porto
A Cevicheria do chef Kiko Martins, em Lisboa
Restaurante Bao’s, no Porto
Restaurante Mendi, no Porto
Restaurante Ajitama, em Lisboa
Restaurante libanês Fenícios Castilho, em Lisboa
Restaurante libanês Fenícios Castilho, em Lisboa
Kaffeehaus, no Chiado, em Lisboa
Restaurante My’o Meu, em Faro
Restaurante My’o Meu, em Faro
Restaurante My’o Meu, em Faro
Kaffeehaus, em Lisboa
SushiD’Art, em Tavira
Restaurante Il Trio, em Vilamoura
Boteco Mexicano, no Porto
Boteco Mexicano, no Porto
Boteco Mexicano, no Porto
A Cevicheria do chef Kiko Martins, em Lisboa
Restaurante Bao’s, no Porto
Restaurante Mendi, no Porto
Restaurante Ajitama, em Lisboa
Restaurante libanês Fenícios Castilho, em Lisboa
Restaurante libanês Fenícios Castilho, em Lisboa
Kaffeehaus, no Chiado, em Lisboa
Restaurante My’o Meu, em Faro
Restaurante My’o Meu, em Faro
Restaurante My’o Meu, em Faro
Kaffeehaus, em Lisboa
SushiD’Art, em Tavira
Restaurante Il Trio, em Vilamoura
Boteco Mexicano, no Porto
Boteco Mexicano, no Porto
Boteco Mexicano, no Porto
A Cevicheria do chef Kiko Martins, em Lisboa
Restaurante Bao’s, no Porto
Restaurante Mendi, no Porto
Restaurante Ajitama, em Lisboa
Sabe o que são moules, ramens ou tagines? Já provou uma pho japonês ou um borscht russo? Já ouviu falar no sarapatel goês ou no poké bowls havaiano mas nunca provou? Pois fique sabendo que estas iguarias da cozinha internacional estão mais perto de si do que imagina. Numa altura em que viajar ainda merece cuidados, afinal pode andar pelos sabores do mundo sem sair de Portugal. Da cozinha argentina à chinesa, da australiana à belga, de Cabo Verde à Tailândia, da gastronomia filipina à indiana, dos pratos iranianos aos marroquinos, de tudo é já possível encontrar no nosso país.

Lisboa, por exemplo, é já hoje um verdadeiro caldeirão de sabores. Se os restaurantes japoneses, chineses, indianos, brasileiros ou mesmo argentinos estão já bastante divulgados, há outros mais exóticos e menos conhecidos, que podem proporcionar experiências gastronómicas únicas. É o caso do Ararate, na Conde Valbom, o primeiro restaurante de cozinha arménia a abrir na capital, ou o Cafeh Tehran, na Praça da Flores, virado para as especialidades do Médio Oriente, com destaque para o Irão em que abundam os estufados, os vegetais, frutos secos e ervas aromáticas.

Na rua da Moeda, merece uma espreitadela o original restaurante libanês Muito BEY, assim como a casa Nepalesa na Avenida Elias Garcia com pratos orientais feitos à base de frango, vegetais, gambas, cabrito e as ancestrais especiarias moídas in loco. Em Lisboa, destaque ainda para a Tapadinha em Alcântara (comida russa), o Estrela Morena no Chiado (gastronomia cabo-verdiana) ou a Flor da Laranja no Bairro Alto (marroquino).

O Líbano no meio de Lisboa
Para quem gosta de desafiar o paladar, é quase obrigatório fazer uma visita ao restaurante libanês Fenícios Castilho, no nº14 da Rua Castilho, em Lisboa. Ali, aconselha-se a pedir o Mezza Fenícia (um combinado de tapas) com húmus, moutabal, warak enab, tabbouleh, falafel, lahm bil ajin ou labneh.


























As salsichas de Viena
O ambiente único dos cafés vienenses é recriado no Chiado, em Lisboa, pelo Kaffeehaus. Ali, pode escolher entre as famosas salsichas artesanais ou o clássico wiener schnitzel (costeleta frita). O apfelstrudel (tarte) ou o sachertorte (bolo de chocolate) são obrigatórios. Experimente também um Einspänner ou um Pharisäer, os tradicionais cafés.

No algarve, as bolas de berlim também podem ser polacas
Os pierogi (os ravioli polacos), os bolinhos de massa ou a doçaria são algumas das especialidades do restaurante My’o Meu, em Faro (Rua Conselheiro Sebastião Teles). Ali reina a cozinha polaca. As massas caseiras dominam a ementa, mas como Tomasz Szczepanski, responsável pelo espaço, é formado em pastelaria, também os doces estão em destaque, especialmente os pczki, uma espécie de bolas de berlim com vários recheios. O My’o Meu tem a particularidade de garantir uma confeção vegetariana e vegana dos pratos, bem como sabores isentos de glúten. A pavlova de Maracujá e groselha preta são obrigatórios.


























As salsichas de Viena
O ambiente único dos cafés vienenses é recriado no Chiado, em Lisboa, pelo Kaffeehaus. Ali, pode escolher entre as famosas salsichas artesanais ou o clássico wiener schnitzel (costeleta frita). O apfelstrudel (tarte) ou o sachertorte (bolo de chocolate) são obrigatórios. Experimente também um Einspänner ou um Pharisäer, os tradicionais cafés.

A arte japonesa de comer peixe 
Numa cozinha japonesa de fusão, os destaque do SushiD’Art, provavelmente o melhor restaurante de sushi do Algarve, vão para o gunkan de vieira, o uramaki tuga (com bacalhau panado) e o ussuzukuri trufado (sashimi marinado com azeite de trufa branca). Situado em Tavira (rua da Liberdade), alia qualidade, criatividade e preço.


























De Itália não vêm só pizzas
Porque a cozinha italiana não é só massas e pizzas, o restaurante Il Trio (a apenas a alguns metros da Marina de Vilamoura, no Algarve) oferece uma variedade diferente de peixe, carne e risotto. Destaque para a Sinfonia di pesce con Gamberoni ou para o Tornedó Rossini. Da ementa vale a pena provar as sopas e as antipastas.

O México e o Brasil na cidade do Porto
Caldo de feijão ou sopa de tomate; farofa de ovo ou totopos com guacamole. No Boteco Mexicano, no Campo dos Mártires da Pátria, no Porto, a cozinha brasileira e mexicana coabitam no mesmo menu. Em regra, vão para a mesa vários petiscos dos dois países, mas são as coxinhas de frango ou o bobó de camarão (do Brasil), ou as quesadillas e os burritos (do lado do México) que dominam as escolhas. Ali, caipirinhas e margueritas até são servidas em jarros de litro.


























Um saltinho ao Peru numa rua alfacinha
Inspirado nos magníficos sabores peruanos, A Cevicheria do chef Kiko Martins junta à tradição sul-americana do ceviche (peixe cru marinado em sumo de limão, lima ou outro cítrico), sabores portugueses, asiáticos e tropicais. Ingredientes tão familiares como o bacalhau são chamados à mesa, entre muitos pratos inspirados em novas formas de cozinhar e saborear o peixe. Vale a pena também provar as sobremesas. O restaurante situa-se no nº 129 da rua D. Pedro V, no Príncipe Real.

Taiwan ao virar da esquina
Os famosos burguers taiwneses do restaurante Bao’s, no Porto, dão ao já desgastado conceito de fast food uma nova expressão do que pode ser comida rápida. Os preparados incluem, por exemplo, barriga de porco, pernil desfiado, tofu ou frango crocante ou tempura de caranguejo. Mesmo ao virar da esquina na rua de Cedofeita.


























Cheira à Índia na Boavista
O mais antigo restaurante indiano do Porto, o Mendi, situa-se na avenida da Boavista. Ali apresenta-se uma seleção especializada de pratos indianos, preparados de modo tradicional com receitas baseadas numa vasta variedade de ervas aromáticas e especiarias. E não necessariamente picantes. Destaque para o caril, borrego e peixe.

Um caldo que vem de longe
O ramen, caldo acompanhada de fatias de carne (porco ou galinha) e noodles, é um dos pratos mais famosos do Japão. Ora, o Ajitama, na Duque de Loulé, em Lisboa, dedica-se quase exclusivamente a esta especialidade. O restaurante foi criado por dois amigos portugueses que viveram na Ásia e se apaixonaram pelo prato.
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