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Correio da Manhã

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E vão quatro Vintage em dez anos

Quinta da Pacheca segue a tendência do Douro e lança um Porto Vintage em dois anos seguidos.
Edgardo Pacheco 24 de Agosto de 2019 às 17:00
Porto Vintage da Quinta da Pacheca
Porto Vintage da Quinta da Pacheca FOTO: Direitos Reservados
Em todas as vindimas, um produtor de vinho do Porto tem o mesmo sonho: fazer um Porto Vintage, que é, digamos assim de forma grosseira, o rei do vinho do Porto.

Para que tal seja possível, o ano climático tem de ser perfeito. Mas um produtor nunca tem a certeza do que vai acontecer. Ou seja, não é apenas pelo facto do tempo ser perfeito que as uvas vão dar Vintage. Para adensar o mistério, há variáveis que o homem não controla. E ainda bem.

Ora, a colheita de Porto Vintage 2017 é capaz de ficar na história, não apenas pela sua qualidade, mas pelo facto de ter sido declarada a seguir a uma outra colheita clássica – a de 2016. No caso da Quinta da Pacheca, a colheita de 2017 é a quarta numa só década, que ainda tem mais duas colheitas para terminar.

Por tradição, em cada década só se faziam três ou quatro Vintage, mas, com a evolução da viticultura, a hipótese de produzir Porto Vintage com regularidade poderá levantar problemas às empresas, visto que o mercado global não tem capacidade para comprar assiduamente vinhos que têm preços entre os 60 e os 100 € por garrafa.

De maneira que o universo do vinho do Porto tem este belo dilema: produz cada vez melhor vinho e com maior regularidade, mas para um mercado com pouca elasticidade.
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