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Correio da Manhã

Boa Vida
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Está a Eurovisão demasiado gay?

Hungria abandona o festival por causa das manifestações homossexuais das últimas edições.
Miguel Azevedo 10 de Dezembro de 2019 às 16:00
Em 2014, Conchita Wurst  venceu com polémica
Em 2014, Conchita Wurst venceu com polémica FOTO: Direitos Reservados
Em 2014 Terry Wogan, o lendário comentador britânico e apresentador da Eurovisão, dizia que o festival não era mais um evento de música por estar demasiado politizado e acusava a "mulher barbuda" Conchita Wurst (que venceu nesse ano) de o ter transformado definitivamente num concurso de horrores.

A verdade é que as críticas ao festival já vinham de trás e continuariam depois da morte de Wogan, em 2016. Pela visibilidade que tem, a Eurovisão sempre foi palco para manifestações e protestos das mais variadas ordens.

Ainda na final deste ano Madonna levou o conflito israelo-palestiniano para o palco, o que até provocou a ira da ministra da Cultura israelita. Ora uma das bandeiras que mais têm estado presentes na Eurovisão é a da defesa da comunidade LGBTI, sendo também ela uma das que mais têm levantado críticas.

A Hungria, por exemplo, já anunciou que não vai comparecer na edição de 2020, segundo o ‘The Guardian’, porque o concurso estaria demasiado gay. Não sendo a questão uma novidade, o facto é que a causa da defesa homossexual ganhou terreno nos últimos anos, provocando o desconforto nos mais conservadores. Em 1998, por exemplo, já Dana International, uma mulher transexual Israelita, vencia o concurso e era vítima de ameaças de morte.

Em 2007 o comediante ucraniano Andriy Danylko representava a Ucrânia na pele de uma drag queen e era chamado de grotesco. Em 2013, a cantora Finlandesa Krista Siegfrids terminava a sua atuação em palco com um beijo lésbico à sua bailarina.

Da glória inédita de Salvador à extravagância de Conan Osiris
Salvador Sobral, Cláudia Pascoal e Isaura e Conan Osiris. As três últimas participações de Portugal no Festival da Eurovisão foram talvez das mais marcantes das últimas décadas, para nós claro!

A primeira porque nos deu a primeira vitória em mais de cinquenta anos e a pontuação mais alta de sempre (758 pontos, na votação combinada dos júris nacionais e do público), a segunda porque havia uma enorme expectativa ainda na ressaca da vitória de Salvador Sobral e a terceira porque Conan Osiris foi seguramente a figura mais extravagante que Portugal mostrou à Europa no evento.

A verdade é que Cláudia Pascoal e Isaura ficaram em último lugar na primeira vez que Portugal organizou a Eurovisão em Lisboa e Conan Osiris não chegou sequer à fase final. Isaura acaba de lançar o seu primeiro disco em português, Cláudia Pascoal tem novo single e Conan Osiris estreia dia 12 no Coliseu.
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