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Correio da Manhã

Boa Vida
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Lisboa dá as boas vindas ao novo ano chinês

O Ano do Rato tem início este sábado. As celebrações decorrem ao longo de 15 dias, marcados por rituais e tradições.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 24 de Janeiro de 2020 às 17:00
Novo ano chinês
Museu do Oriente
Novo ano chinês
Museu do Oriente
Novo ano chinês
Museu do Oriente
Símbolo de boa sorte e de riqueza, o Rato é um animal reverenciado pelo seu raciocínio rápido e pela capacidade de acumular e manter objetos de valor. Este é o seu ano para a cultura chinesa, que celebra a sua chegada, este sábado, com celebrações globais carregadas de simbolismo. Termina no dia 11 de fevereiro de 2021. Depois do Porco, o Rato é bem-vindo.

O Ano Novo Chinês é uma data móvel determinado pelo calendário lunar e não pelo gregoriano. Também é conhecido pelo Ano Novo Lunar Chinês e, de uma forma geral, é celebrado no final dos meses de janeiro ou de fevereiro.

As celebrações prolongam-se ao longo de 15 dias, período no qual são cumpridas determinadas tradições e rituais. A cor vermelha, por ser yang, predomina. Significa a transformação, o movimento e a vida, por isso as mulheres usam um vestido novo desta cor para atrair a sorte e o amor.

As celebrações começam na véspera: limpar e arrumar a casa, cortar o cabelo, organizar os negócios e fechar as contas são rituais indispensáveis antes do último jantar do ano. As famílias decoram as salas com vasos com flores vermelhas e com frutas, como laranjas e tangerinas.

Ao jantar são preparados pratos especiais para trazerem sorte, riqueza e felicidade. Não falta o peixe inteiro (símbolo de Abundância), brócolos ou couve-flor (riqueza), noodles (longevidade), camarão (felicidade) ou jiaozi (prosperidade). Mas também bolinhos em forma de lingotes de ouro. Os pratos são servidos em bandejas ou pratos vermelhos.

Drones inundam os céus
Desde 2018 foi proibida em muitas cidades chinesas a celebração com fogo de artifício e em alternativa têm sido utilizados drones que permitem um espetáculo de luzes. Xangai vai utilizar este meio, Macau e Zhuai não dispensam a pirotecnia.

As celebrações terminam no 15.º dia com o Festival das Lanternas. Assinala ainda a primeira noite de lua cheia do calendário chinês. As pessoas saem à rua com as suas lanternas coloridas e comem bolos de arroz.

No primeiro dia do ano é comum os mais pequenos ou os solteiros da casa serem presenteados pela avó ou bisavó com um envelope vermelho com dinheiro, Hong Bao, uma tradição que tem como objetivo promover um ano auspicioso. O ato de entregar o envelope representa a generosidade e o desejo de boa sorte.

Outra tradição prende-se com escrever os desejos com tinta preta em tiras de papel vermelho e pendurá-las na porta de entrada: o preto significa água e sabedoria, o vermelho o fogo e o sucesso.

Experiências à mesa para celebrar o novo ano
O restaurante The Old House apresenta um menu especial para este sábado e domingo, para além de demonstrações da cerimónia do chá com base na cultura da província de Sichuan, aquela que o espaço do Parque das Nações, em Lisboa, representa.

Como entrada, o chef Xie-Zhi-Gang propõe mariscos e camarão salteados, para trazer fortuna, e gyozas, um recheio de carne moída ou legumes dentro de um fino invólucro de massa. O prato principal consiste num peixe servido inteiro com muito molho picante. Para sobremesa, um União Perfeita, um bolo frito com calda de chocolate.

Também os restaurantes Boa-Bao, localizados em Lisboa e no Porto, celebram a data com uma ementa especial. As propostas passam por dumplings cozidos ao vapor recheados com carne de porco e cebolinho ou rolinhos de primavera de lagosta, caril e molho picante de manga.

Quanto a pratos principais, são servidos três versões do Buddha’s Delight, uma massa com vegetais salteados. É servido com tofu, pargo ou pato.

Atividades para todos no Museu do Oriente
O Museu do Oriente dá as boas-vindas ao novo ano lunar chinês com entrada gratuita este sábado e atividades para toda a família.

As celebrações têm início esta sexta-feira, às 19h00, com a visita performativa ‘Do camarim ao palco!’. Uma viagem ao mundo do espetáculo. Amanhã, a partir das 10h00, os visitantes aprendem a arte chinesa do Jianzhi, ou recorte de papel, numa oficina que ensina a criar ilustrações decorativas.

A partir das 15h00, o museu desafia os mais novos a construírem a sua própria versão de lanterna chinesa. Domingo, dia 26, ‘Um Mistério de Ano Novo!’ é o que terão de resolver os participantes da visita ‘No Museu me oriento com quase todos os sentidos…’.

Curiosidades de um país gigantesco
- A China tem um território de 9 597 000 quilómetros.

-País tem 14 vizinhos, com uma fronteira terrestre de 22 117 km.

- É o país mais populoso do Mundo, com 1,4 mil milhões de habitantes.

- Se fosse levada em conta apenas a área do território, a China deveria ter cinco fusos horários. No entanto, o governo obriga que todos os relógios devem ser ajustados num único horário – o da capital, Pequim

- Linhas de comboios em funcionamento ultrapassam os 90 mil quilómetros.

- A população chinesa é considerada muito calma em relação aos outros grandes países.

- Entre as 20 cidades mais poluídas no Mundo, 16 estão localizadas em território chinês.

- São usados, em média, 45 mil milhões de hashis – pauzinhos – por ano.

- O Ano Novo chinês traz a maior migração humana do Planeta - são três mil milhões de viagens.

- Mais de 1 milhão de chineses morrem todos os anos devido ao tabaco.

- Chineses fogem do número 4, pela semelhança fonética com a palavra morte. Adoram o 8, um símbolo de prosperidade.

- A culinária chinesa é, para os ocidentais, muito estranha. É apreciada carne de cobra e de cão. Espetadas de escorpião, grilo ou cigarra são encontradas facilmente nas ruas.

- Os idosos são valorizados em função das experiências de vida e da cultura.

- Quatro megacidades com mais de 10 milhões de pessoas - Xangai, Pequim, Shenzhen e Guangzhou.
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