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Correio da Manhã

Boa Vida
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Os jardins botânicos das grandes cidades

Na primavera apetece mesmo deambular por estes espaços de coleção, cultivo e exposição de uma ampla diversidade de plantas. Venha daí.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 30 de Março de 2017 às 09:00
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jardins botânicos, cidades, portugal, natureza FOTO: Mariline Alves
Os jardins botânicos são santuários do mundo natural onde se observam espécies de uma beleza invulgar, de norte a sul de Portugal, na Madeira e nos Açores, descubra verdadeiros oásis nos grandes centros urbanos.

Forte vocação didática



















Situado junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, o Jardim Botânico Tropical, classificado como Monumento Nacional e com forte vocação didática, ocupa uma área com cerca de sete hectares, cinco deles ‘abrigam’ um parque botânico aberto ao público. Foi criado em janeiro de 1906 por Decreto Régio, tendo-se denominado então Jardim Colonial.

A designação evoluiu, em 1983 o jardim adotou a designação de Jardim-Museu Agrícola Tropical. Os objetivos do Jardim Botânico Tropical, nome agora atribuído, passam pela montra das atividades do Instituto de Investigação Científica Tropical, palco de exposições e polo científico. O parque e as estufas reúnem um conjunto de 600 espécies originárias de vários continentes.

Encerra no Natal e dia 1 de janeiro, adultos pagam dois euros, dos 12 aos 18 anos e maiores de 65 anos pagam um.

Une natureza e artes plásticas



















Resultado de uma iniciativa pioneira que articula as artes plásticas e a natureza, o Jardim Botânico O Chão das Artes concretiza um projeto inspirado no modelo de jardim tradicional português de quinta de recreio. Inaugurado em 2001 e integrado no espaço envolvente da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, em Almada, tem cerca de 1,4 ha e, explica a instituição, é único na Península Ibérica devido à sua coleção de plantas cujas componentes são utilizadas nas artes plásticas.

Encontra-se organizado em cinco áreas estruturantes, onde se encontram plantas cujos componentes originam materiais que dão corpo à realização artística – Jardim dos Pigmentos, Pomar das Gomas, Jardim dos Óleos, Jardim das Telas e Mata –, além do Jardim dos Pintores, charca, estufa e anfiteatro ao ar livre.

O Jardim dos Pintores é efémero, cada projeto dura apenas um ano, em 2017 é pensado a partir do tema Cinco Sentidos, um convite às sensações. Encerra às segundas e feriados, a entrada é gratuita.

Espécies, aromas e paisagens



















À descoberta de "espécies do mundo, paisagens, sons e aromas". Assim promove o seu espaço a direção do Jardim Botânico da Madeira, perto do Funchal, um sonho que remonta ao  século XVII e concretizado em 1960. Com uma área de 8 ha, tem mais de 2500 plantas,   árvores exóticas e diversas espécies, como o gerânio da Madeira. Abre todos os dias, os adultos pagam 5,50 €. 

Património da UNESCO



















O jardim botânico da Universidade de Coimbra é a ligação verde entre a Alta e a Baixa da cidade. Criado em 1772, tem elevado valor científico, arquitetónico e paisagístico. Encontra-se inscrito na lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Os 13 hectares albergam mais de 1500 espécies.

A entrada é gratuita e está aberto todos os dias.

Do século XVIII 



















É reconhecido como o primeiro jardim botânico de Portugal, desenhado com o fim de estudar e colecionar o máximo de espécies do mundo vegetal. Aberto em 1768, o Jardim Botânico da Ajuda foi projetado pelo italiano Domingos Vandelli. Tem uma área de 3,5 ha, a arquitetura segue os modelos renascentistas em terraços na encosta, com três elementos fundamentais – pedra esculpida, plantas e água em fontes e lagos. Atenção à vista, deslumbrante para o Tejo e a outra margem, e às esculturas. Encerra no Dia de Natal e 1 de janeiro. Adultos pagam 2 €. 

Disposto em três patamares 



















Entre versos e estrofes, numa quinta de poetas nasceu em 1951 o Jardim Botânico do Porto. Afirma-se como uma representação das quintas de recreio oitocentistas e um espaço literário. Assume importância pela sua vertente botânica e exotismo.

Atualmente com quatro hectares, o Jardim Botânico está organizado em três patamares. No primeiro, as altas sebes e coleções de camélias centenárias emolduram a Casa Andresen. No segundo, encontra-se a estufa tropical e a estufa de orquídeas. No patamar mais baixo localiza-se o arboreto, onde está o maior lago do jardim. Os visitantes podem fazer visitas guiadas, assistir a exposições ou participar em oficinas. Quem se render ao jardim, poderá realizar voluntariado. Abre todos os dias e a entrada é livre.

Um dos maiores espaços da Europa na Universidade de Trás-os-Montes



















No meio da correria de um campus universitário, o Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, destaca-se por ser um dos maiores da Europa. Inaugurado em 1988, reúne cerca de mil espécies vegetais, distribuídas ao longo de quase 120 hectares e divididas em 14 coleções temáticas. Em 2012 inaugurou o Centro Interpretativo. Aberto durante a semana, das 08h00 às 18h00, encerra aos domingos. A entrada é gratuita. 

Reserva natural  



















A norte situa-se o primeiro centro permanente de Educação Ambiental do País, o Parque Biológico de Vila Nova de Gaia, em Avintes. Do contraste entre a paisagem agroflorestal de 35 hectares e a envolvente urbana, surge como um memorial paisagístico. Mas é, também, uma reserva natural de fauna e flora; mais de 40 espécies de aves selvagens nidificam no parque e outras tantas visitam-no durante as migrações. Existe ainda um viveiro que produz anualmente milhares de plantas, de mais de 300 espécies. Abre todos os dias, adultos pagam 3 €. 

Para divulgara flora dos Açores



















As pastagens que irrompiam de uma antiga quinta de laranjeiras deram lugar ao Jardim Botânico do Faial, em 1986. Pretende divulgar a flora dos Açores e mostra rica biodiversidade e esforço pela conservação da natureza. Espaço moderno dedicado à flora nativa local, dispõe de um banco de sementes que já conservou oito milhões de sementes de plantas nativas e endémicas. O jardim tem 15 mil m2, fica na Horta, ilha do Faial, encerra aos domingos e segundas e o bilhete completo custa 3,50 €. 


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