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Correio da Manhã

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São Bento abre as portas ao design

Exibição com 85 peças de diferentes naturezas resulta e uma iniciativa do primeiro-ministro, em parceria com o Mude.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 6 de Fevereiro de 2020 às 16:00
São Bento abre as portas ao design
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São Bento abre as portas ao design
A residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, Lisboa, abre as portas ao design português com uma exposição em que estão patentes 85 obras. ‘Design em São Bento - Traços da Cultura Portuguesa’, uma iniciativa que partiu de António Costa, disponibiliza acesso ao público no primeiro domingo de cada mês.

O primeiro-ministro teve a ideia em 2019 e foi contactado o Museu do Design e da Moda (MUDE) para ser firmada uma parceria. A mostra integra peças do século XII ao XXI, que vão do mobiliário à luminária, dos objetos decorativos aos científicos.

Explica a curadora, Bárbara Coutinho, diretora do MUDE, que "espelham um entendimento de design muito abrangente". Estão patentes trabalhos de Almada Negreiros, Álvaro Siza, Vhils, Daciano da Costa e Maria Keil, entre outros. No total são 41 artistas, numa iniciativa que também envolve a Câmara de Lisboa e que conta com a colaboração de empresas, designers, museus e coleções privadas.

Permanente diálogo
Ao ser estabelecida esta parceria, a mostra passou a integrar-se na estratégia do "MUDE fora de portas". Na origem está um conceito que é a "capacidade inata de o homem transformar a realidade à sua volta", sendo disso exemplo um trilho de debulhar cereais, pertencente ao Museu Nacional de Etnologia, colocado na parede da sala de jantar.

Outro conceito é o diálogo entre a seleção de peças e outras já existentes, "que fazendo uso de materiais como o vidro, a pedra, a tapeçaria ou a cortiça dão uma visão de portugalidade num sentido mais amplo", acrescenta Bárbara Coutinho.

Numa visita guiada iniciada pela sala de jantar, a diretora do MUDE destaca o trilho de alfaia agrícola colocado na parede, que representa a referência a uma cultura rural, ao campo e à funcionalidade, uma peça que é anterior à romanização. Por baixo do trilho foi colocado um contador da autoria de Filipe Alarcão, um objeto recente lembrando as dos séculos XVI e XVII. Noutra parede está presente uma tapeçaria representativa de corais vivos, da autoria de Vanessa Barragão, que usa desperdícios de fábricas de tapeçaria.

Já a Sala de Espera, ou dos Embaixadores, conta com um tapete de Beiriz, com o seu ponto tradicional, e duas cadeiras de madeira estilizadas, um trabalho com a assinatura de Around the Tree.

A exposição está patente durante 18 meses. Visitas são guiadas e gratuitas.
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