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Correio da Manhã

Boa Vida
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Vem aí o Santa Casa Alfama, o festival mais bairrista do ano

Fado volta a estar em destaque, naquele que é um dos mais típicos bairros de Lisboa. Ana Moura é o nome maior.
Miguel Azevedo 27 de Setembro de 2019 às 17:00
Alfama
Alfama FOTO: IStockphoto
A Alfama é linda!.. e é do fado. Durante dois dias, sexta e sábado, igrejas, largos, ruas, becos, varandas, espaços improvisados e sociedades recreativas do bairro transformam-se em palcos para acolher mais uma edição do Santa Casa Alfama.

Esta sexta e sábado não haverá canto ou recanto, escada ou escadaria, não haverá porta nem janela que não se abra para deixar entrar aquele cantar que é tão lisboeta. Ana Moura, Marco Rodrigues, Lenita Gentil, Pedro Moutinho, Ricardo Ribeiro, Kátia Guerreiro ou Ana Sofia Varela são apenas alguns dos nomes em destaque.

Música em onze palcos
Nascido em 2013 com o desafio de criar o primeiro grande festival de música que transportasse a identidade e a alma lusa, o Santa Casa Alfama (que durante muito tempo teve o nome de Caixa Alfama) foi pensado com o objetivo de chegar a todos os públicos: dos profundos conhecedores de Fado aos simples curiosos. Por isso mesmo, a oferta é muito diversificada nos cerca de onze palcos que recebem os concertos.

O palco principal está localizado junto ao novíssimo Terminal de Cruzeiros em Alfama, mas a edição deste ano, que até oferece fado ao pôr do sol no rooftop do Terminal de Cruzeiros, oferece música em locais tão distintos quanto o Museu do Fado, o Grupo Sportivo Adicense, a Igreja de S. Miguel, a Sociedade Boa União ou o Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, entre outros.

Entre os espetáculos a ver, há alguns que merecem especial atenção. Destaque para ‘Até Deus Gosta de Fado’, de José Gonçalez, com os convidados José Cid e Maria da Nazaré; o Tributo a Amália Rodrigues com Tânia Oleiro, Diamantina e Gonçalo Salgueiro ou para o concerto surpresa de Gisela João (onde será?).
Santa Casa Alfama
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