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Cinco formas de tratar e evitar as hemorróidas

HE-muh-rroids. Assim se lê a palavra que ninguém quer pronunciar. Aliás, ninguém quer ouvir falar delas, mas são tão comuns que o melhor é mesmo saber o que fazer para tratar e, sobretudo, prevenir!
30 de Novembro de 2020 às 10:34

São veias que se situam no canal anal – uma zona de elevada vascularização – e cuja função é ajudar na continência. São, portanto, estruturas normais e importantes no corpo humano. Quando há um esforço contínuo, o que acontece é que estas veias podem ficar inflamadas e dilatadas. É nestas ocasiões que surge a doença hemorroidária. Pode raramente ouvir falar dela, mas estima-se que 50% da população apresenta sintomas associados a esta doença, pelo menos uma vez na vida.




Sintomas

• Dor;

• Ardor;

• Prurido;

• Corrimento anal;

• Aparecimento de pequenos nódulos na região externa;

• Sangramento ("vermelho-vivo", não misturado com as fezes);


É comum tanto em mulheres como homens, sobretudo entre os 45 e os 65 anos. Há dois tipos de hemorroidas: internas e externas, podendo ocorrer situações em que se verificam os dois tipos em simultâneo.


Hemorroidas internas

Desenvolvem-se dentro do ânus, não são visíveis e manifestam-se, sobretudo, por perda de sangue vermelho-vivo, sem dor, no final da evacuação. Dividem-se em quatro graus:

Grau I: sem prolapso

Grau II: prolapso com o esforço mas reversível de forma espontânea

Grau III: prolapso com o esforço e reversível por manipulação

Grau IV: prolapso permanente e não reversível sem cirurgia


Hemorroidas externas

Desenvolvem-se na parte exterior e são, por norma, bastante dolorosas, especialmente quando aumentam de tamanho. Por vezes, formam-se coágulos, o que intensifica a dor. O prurido é habitual.



Quais são as causas?

• Paredes das veias mais finas

• Inflamação crónica dos intestinos;

• Condições médicas que aumentam a pressão abdominal, como a obstipação ou o excesso de peso, ou que aumentem o tamanho do músculo responsável pela continência anal;

• Perda de tonicidade dos tecidos que suportam as veias ano-retais;

• Envelhecimento e predisposição hereditária;

• Gravidez (gestação e parto)

• Alimentação excessiva, álcool, picantes


Como tratar


1. Alterar os hábitos alimentares

A alimentação deve ser rica em fibras (hortofrutícolas, pão e cereais integrais) e deve evitar-se o consumo de alimentos picantes, já que podem agravar as queixas. Deve ingerir líquidos sem álcool ou cafeína – de preferência água, entre 6 e 8 copos diariamente. Tratar a obstipação é fundamental. Se não for possível apenas com o aumento dos alimentos ricos em fibra na dieta, recomendam-se os suplementos para o efeito. É essencial controlar o peso! Para tal, deve praticar exercício físico, não só como uma forma de controlar o peso mas também para melhorar a circulação venosa.


2. Mudar o estilo de vida

Diminuir os esforços excessivos, evitar estar muito tempo sentado na sanita, colocar a zona afetada "de molho" em água tépida ou fria e melhorar a higiene anal com estes "banhos de assento" após as idas à casa de banho é fundamental.


3. Adotar o tratamento com medicamentos

Sempre sob indicação médica ou farmacêutica, podem ser aconselhados os medicamentos venotrópicos orais no tratamento dos sintomas funcionais relacionados com a crise hemorroidária aguda – dor, hemorragia, inchaço da região anal – ou em manutenção da patologia. Aconselhe-se com o médico ou farmacêutico sobre a toma do Zeflavon como tratamento oral, indicado no tratamento da Doença Venosa Crónica e no tratamento da crise hemorroidária aguda.

Pode ser também aconselhada a aplicação de cremes tópicos, com ação analgésica, anti-inflamatória, emoliente e cicatrizante.


4. Procedimentos simples

Quando a toma de medicamentos e as alterações dos hábitos de alimentação e de estilo de vida não são suficientes, pode ser necessária a intervenção de procedimentos simples e bastante toleráveis, como a colocação de um anel elástico na base da hemorroida ou a injeção de produtos esclerosantes.


5. Cirurgia

Em último caso, reservado apenas para os mais graves (cerca de 10% do total), o tratamento cirúrgico – a hemorroidectomia, ou remoção cirúrgica das hemorroidas – pode ser a solução.




Como prevenir


1. Adotar uma dieta saudável, equilibrada e rica em fibra. Os cereais e derivados – como pão, massa e arroz integrais/escuros –, os vegetais e a fruta fresca (de preferência com a casca) são fontes de fibra que deve incluir na alimentação diária. As fibras são essenciais para manter um bom funcionamento do intestino e para prevenir a obstipação, pois ajudam a amolecer as fezes e a evitar o esforço a defecar, que pode causar hemorroidas ou piorar os sintomas de hemorroidas já existentes.

2. Aumentar a ingestão de líquidos diária. É recomendável beber entre 8 e 10 copos de água por dia. Bebidas com cafeína e álcool, como mencionado em cima, podem desidratar o organismo e, por isso, devem ser evitadas.

3. Praticar exercício físico.

4. Evitar estar muito tempo de pé ou sentado. Incluindo na sanita, pois faz com que aumente a pressão sobre as veias do ânus, originando ou agravando as hemorroidas.

5. Ir à casa de banho assim que sentir vontade. Um dos fatores associados às hemorroidas é a pressão aumentada no abdómen que, por sua vez, tem consequências na região anal. Ao contrariar a vontade de ir à casa de banho, faz com que todo este processo se torne mais doloroso.



Também deve evitar fazer esforço durante as evacuações, pois está a aumentar a pressão sobre as veias do reto. Com tempo, essa pressão sobre os tecidos que suportam os vasos sanguíneos pode levar à dilatação e ao surgimento de sintomas. As grávidas devem ter especial cuidado para evitar o esforço e a obstipação!


A doença hemorroidária não é uma patologia grave! No entanto, tem um elevado impacto na qualidade de vida. A farmácia é uma das primeiras respostas às necessidades e assume nesta patologia um papel importante. Aconselhe-se com o farmacêutico, esclareça todas as dúvidas e conheça quais as formas mais adequadas para tratar e prevenir as hemorroidas. Não faça um voto de silêncio prolongado até pedir ajuda! Quanto mais cedo tratar, mais facilmente consegue acabar com as hemorroidas.




Texto publicado originalmente no blog Z•Life, o espaço digital da Zentiva que o ajuda a cuidar melhor de si!

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