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Menopausa e menstruação ainda são tabus

O dia 8 de março serve para lembrar as conquistas e as discriminações que ainda hoje imperam face ao sexo feminino. Para celebrar este dia, dedicamos-lhe um especial que a todos diz respeito.
7 de Março de 2020 às 09:17

A mudança não tem de ser feita apenas por grandes gestos. Pode partir da forma como agimos, como pensamos e como falamos diariamente. Por exemplo, há duas fases pelas quais a mulher passa na vida e que ainda hoje são vistas com algum desdém, de tal forma que são mantidas em secretismo. Falamos do tabu da menstruação e da menopausa.

Ao longo da vida, as mulheres estão habituadas a ouvir duas frases para "justificar" alguma reação mais agressiva ou mau humor. "Deve estar com o período" ou "deve ser por causa da menopausa". Talvez por isso haja uma certa vergonha em abordar estes processos naturais, transformando-os em depreciativos.

A verdade é que nem a menstruação nem a menopausa são doenças. São absolutamente naturais e estão presentes em grande parte da vida de uma mulher. Se a primeira menstruação surge, geralmente, por volta dos 12/13 anos, a menopausa ocorre, em média, aos 51 anos. É altura de falar destes momentos sem qualquer estigma e de ver estes dois processos como um lado positivo do amadurecimento que o corpo conquista.


Sintomas que afetam o bem-estar

Compreender melhor os sintomas relacionados com a menstruação e com a menopausa é essencial para passar por estes dois processos mais tranquilamente.

Segundo a Direção-Geral de Saúde, durante o período menstrual podem surgir dores menstruais. "Pensa-se que são contrações do útero, efeito de certas hormonas locais, que estão associadas à descamação do endométrio", lê-se no Programa Nacional de Saúde Reprodutiva. Estas dores menstruais devem ser motivo de preocupação se forem intensas e não passarem com medicamentos, se surgem na mulher que não tem dores menstruais habitualmente, ou quando associadas a uma menstruação mais abundante ou corrimento/hemorragia fora da altura normal da menstruação.

Muitas vezes menosprezadas, estas dores menstruais – que podem ser de grau variável de dor, desde um leve desconforto à dor incapacitante – podem estar associadas a algumas doenças dos órgãos reprodutores femininos, como a endometriose, fibromiomas do útero, doença inflamatória pélvica, entre outras. Antes de se automedicar, procure sempre a ajuda de um especialista de saúde para uma avaliação adequada das dores menstruais. Não desvalorize!

Na menopausa são comuns os calores e os afrontamentos, alterações no sono, dor nas relações sexuais (secura vaginal) e redução do desejo sexual. Há queixas de alterações de humor, dores osteoarticulares e sintomas génito-urinários (infeções vaginais e urinárias).









O que fazer para se sentir bem

Exercício físico e uma alimentação saudável são fundamentais para que o corpo se adapte naturalmente às transformações hormonais e proceda ao equilíbrio das taxas de hormonas. Trocar o elevador pelas escadas, andar de bicicleta, brincar com os amigos e os filhos, sair na paragem anterior do autocarro, são formas simples de se manter ativa. Na alimentação, procure acompanhar as refeições com as hortícolas necessárias. Não se esqueça de incluir peças de fruta e vegetais na alimentação diária. É ainda importante fazer um reforço de ferro na menstruação e de cálcio e vitamina D na menopausa.


Infertilidade feminina, outro tema tabu

Segundo um estudo recente da Universidade do Minho, o stress é uma "causa modificável dos ciclos menstruais, sendo que a disfunção ovulatória é culpada pela infertilidade feminina em 35% dos casos. Isto significa que mulheres com mais stress têm ciclos menstruais mais irregulares, o que tem implicações quando a mulher quer engravidar ou até mesmo durante a própria gravidez.

De acordo com os números da Associação para o Planeamento da Família, a prevalência da infertilidade conjugal é de 15 a 20% na população em idade reprodutiva. Há inúmeras causas para a infertilidade. Para a Associação Portuguesa de Fertilidade (APF), deve consultar-se um médico se não conseguir engravidar após um ano de relações desprotegidas, ou num período de seis meses caso tenha idade igual ou superior a 35 anos.

Não tenha medo de abordar estes assuntos com parceiros, amigos, familiares e, sobretudo, profissionais de saúde. Qualquer alteração ou dúvida deve ser esclarecida, de forma a poder resolver eventuais problemas de saúde associados tanto à menstruação e menopausa como à infertilidade. Falar abertamente destas temáticas pode não parecer uma mudança significativa, mas ao mostrar-se confiante está também a transmitir uma sensação de segurança para todas as mulheres – especialmente crianças e jovens – à sua volta.











Celebrar o Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher é o momento escolhido pelas Nações Unidas (ONU) para refletir sobre os progressos realizados até agora, exigir mudanças e celebrar todos os atos de coragem e de determinação que são levados a cabo por mulheres comuns e que desempenham um papel extraordinário na história de países e comunidades.

É verdade que o mundo fez avanços sem precedentes, mas a igualdade de género está ainda a anos-luz de ser alcançada. Segundo dados da ONU, menos de 25% dos assentos parlamentares são ocupados por mulheres; 2,7 mil milhões são impedidas de aceder às mesmas oportunidades de emprego quando comparado com o sexo masculino; uma em cada três mulheres ainda sofre de violência de género e 4,1 milhões de raparigas correm o risco de sofrer mutilação genital só durante o decorrer deste ano.


Para que este dia seja ainda mais especial, celebre com uma playlist de músicas poderosas que ao longo dos anos foram lançadas por mulheres. Vindas de artistas que comemoram a feminilidade e inspiram outros a fazer o mesmo, estas músicas são um impulso de confiança, desde a presença óbvia de Beyoncé aos clássicos de Aretha Franklin ou Diana Ross.