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O futuro é hoje: através de headsets de realidade aumentada, a KIT-AR oferece ferramentas inovadoras que reduzem o risco de erro e perdas no chão de fábrica e exponenciam a produtividade. Foi a vencedora do Acelerador 5G da NOS.
28 de Outubro de 2021 às 13:03

Não será propriamente o Tony Stark da Marvel, poderá não ter uma armadura à prova de (quase) tudo, até nem levantará voo ou lançará rockets, mas qualquer técnico, funcionário ou operário equipado com a tecnologia desenvolvida pela KIT-AR será pouco menos que um super-herói.

Isto porque terá otimizadas as capacidades de organização, sistematização, verificação e produção. Tudo devido aos headsets de realidade aumentada que, bem ao jeito do Homem de Ferro do cinema, permitem aceder no campo de visão aos mais variados dados e informações adicionais, por forma a melhorar exponencialmente o rendimento numa linha de montagem, por exemplo.

Para dissipar quaisquer eventuais dúvidas sobre os proveitos de recorrer à tecnologia providenciada pela KIT-AR, pode-se tomar como exemplo o episódio ocorrido numa visita recente de Manuel Fradinho Oliveira a uma empresa cliente. Enquanto Manuel Fradinho Oliveira, o CEO da KIT-AR, orientava testes para a implementação do sistema, um operário, ao testar o equipamento que detalha e valida todos os passos a cumprir, reparou que se tinha esquecido de uma tarefa quando ainda nem estava a usar os óculos. Corrigiu de imediato esse erro, que teria consequências na produção.




Tecnologia: do digital para a realidade


A KIT-AR, criada em 2018, tem como propósito fornecer "tecnologia para ajudar o operário no chão de fábrica a ter a informação necessária para realizar o seu trabalho", explica Manuel Fradinho Oliveira, CEO da empresa especializada em realidade aumentada. E mais do que simplesmente listar as tarefas no visor dos óculos de realidade mista ou de as detalhar, a solução da KIT-AR passa por "verificar se o que eles fizeram estava bem feito, sempre numa ótica de ajudar o operário a não cometer erros".

Os óculos de realidade mista ou tablets são a face mais visível da KIT-AR, mas as ferramentas estendem-se a quatro patamares que se articulam entre si. "O primeiro ajuda uma pessoa a criar instruções de forma fácil", começa por explicar Manuel Fradinho Oliveira, "depois temos o device de realidade aumentada, que é a projeção de informação digital sobre a realidade. E depois, usamos também nos óculos a verificação da qualidade. Finalmente, recolhemos a informação da utilização, para aprendizagem e melhoria do processo", concretiza.



Menos erros = menos perdas financeiras e menor desperdício


Esta solução inovadora visa reduzir os erros em fábricas que não só se traduzem em perdas financeiras e paragens de produção, como aumentam o desperdício e podem levar à recolha posterior de produtos com defeito - ou até pôr a saúde de pessoas em risco. Questões fulcrais nas áreas de manufacturing da aeronáutica ou do setor automóvel, precisamente aquelas em que a KIT-AR já está mais presente, em função do background profissional de vários dos seus fundadores.

"No manufacturing, a nível mundial, o revenue é à volta de 35 triliões de dólares. Os estudos mostram que o custo da má qualidade representa 5% a 40% desse valor", avança Manuel Fradinho Oliveira.




"Cada minuto de paragem numa linha de fábrica pode representar perdas na ordem dos 10 mil dólares", Manuel Fradinho Oliveira, CEO da KIT-AR





Grande vencedora do Programa Acelerador 5G da NOS


Otimizar o rendimento dos operários, reduzindo custos operacionais, desperdícios, consumo de energia e, acima de tudo, riscos de erros, assim como melhorar a produção em termos de tempo e qualidade – e mesmo em termos de segurança e saúde –, é o grande foco da KIT-AR.

A empresa, já com a tecnologia implementada no mercado e clientes em Portugal, Inglaterra, Alemanha e Noruega, foi a grande vencedora do Programa Acelerador 5G, promovido pela NOS e pela Amazon Web Services, em parceria com a Startup Lisboa. A KIT-AR destacou-se entre os 13 finalistas da iniciativa, um orgulho que Manuel Fradinho Oliveira não esconde, mas prefere acima de tudo destacar a possibilidade de fazer testes 5G ao produto da KIT-AR. De acordo com o fundador da KIT-AR, o programa de inovação colaborativa permitiu "começar a fazer as modificações e a melhoria da tecnologia de base no produto, para ser 5G ready".




"O 5G esteve sempre [pensado] no início da empresa, mas era só daqui a um ano, um ano e meio, porque a tecnologia ainda não está madura, daí o nosso interesse no Acelerador 5G, da NOS", explica o CEO.




5G traz novas oportunidades e melhorias incríveis


Com implementação europeia, a KIT-AR mantém uma relação de proximidade com os clientes, sobretudo na fase de implementação da tecnologia. "Nós queremos que os nossos clientes sejam autónomos, queremos focar no desenvolvimento da tecnologia e do produto", explica Manuel Fradinho Oliveira, concretizando: "Não vamos ensinar aos nossos clientes como devem fazer os seus produtos, eles é que sabem. Temos é de dar as ferramentas necessárias para conseguirem usar a tecnologia."

"Com o 5G nós vamos conseguir expandir ainda mais e abrir ainda mais oportunidades de negócio", acredita o fundador da KIT-AR. Manuel Fradinho Oliveira destaca o aumento das capacidades computacionais do device em 5G, que pode suportar mais instruções para o operário, e a própria autonomia da bateria, devido a todo o processamento de dados que neste momento ainda é feito no próprio equipamento.

"O facto de ter 5G permite capturar imagem e vídeo, e depois passar para o edge, em que pode haver algoritmos mais sofisticados". Em Portugal, a empresa está já a colaborar com a NOS numa parceria "em que a NOS vem com a tecnologia 5G, a parte das comunicações, e a KIT-AR vem para o mercado com uma aplicação que faz uso do 5G", conclui.