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Correio da Manhã

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Viagem aos sabores e às tradições genuinamente portuguesas

Em 2021, a revista Sabe Bem do Pingo Doce comemorou o seu 10º aniversário. Ao longo do ano, viajou-se ao encontro dos sabores da cozinha portuguesa, de Norte a Sul do país, para descobrir os verdadeiros tesouros gastronómicos e os segredos por trás das receitas e dos ingredientes típicos de cada região.
17 de Dezembro de 2021 às 15:00

O roteiro de sabores guiou-nos pelas receitas de Norte a Sul de Portugal, bem como pelas ilhas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira,  e levou-nos a descobrir ingredientes e receitas típicas locais.

Percorremos as memórias de infância do gastrónomo Virgílio Gomes por terras de Trás-os-Montes e evidenciámos aquela que é conhecida como a "Diva da Gastronomia Portuguesa" Maria de Lourdes Modesto, que se revela rendida à generosa cozinha alentejana. No Algarve, encontrámos Paulo Amado e com ele conhecemos uma região que tem para oferecer praia, sol, mas também uma cozinha muito ligada à natureza fortemente aromatizada. Em Lisboa e Vale do Tejo, Duarte Calvão assumiu o papel de cicerone e revelou-se um apreciador do bom peixe da região e das caldeiradas à Vale do Tejo. À conversa com José Bento dos Santos, presidente da Associação Portuguesa de Gastronomia, revelou porque considera especial a riqueza gastronómica da região Centro e qual a receita que mais o entusiasma cozinhar. De Portugal Continental pra as ilhas, a Sabe Bem encontrou os Chefs Paulo Mota e João Espírito Santo, que abriram o apetite para uma gastronomia recheada de bons produtos e muitas memórias.

Aceite o convite e faça esta deliciosa viagem que aviva sabores de outros tempos e, simultaneamente, permite descobrir receitas, curiosidades e dicas que há muito fazem parte da história da gastronomia portuguesa e que pode verificar nesta edição Especial, digital e exclusiva da revista Sabe Bem Sabores de Portugal!

Entre no Universo dos sabores típicos portugueses no site pingodoce.pt

De norte a sul, há sabores que marcam

Convidamo-lo a percorrer as principais regiões gastronómicas e a descobrir os sabores das suas receitas mais típicas. Para isso, reunimos algumas sugestões Pingo Doce para que possa fazer esta viagem em casa, à mesa com a família e com os amigos.

Norte: heranças que perduram

A região Norte guarda receitas que fazem parte da História de Portugal. Uma gastronomia rica e que soube aproveitar as influências de povos que por cá passaram, como os árabes e os romanos.

Bola de Lamego - Pães e bolos recheados, salgados ou doces, têm tradição nesta região. Esta bola é perfeita para um lanche, ou como aperitivo para uma festa ou jantar.

Polvo guisado com arroz - Seja cozido, à lagareiro, em salada ou arroz, as opções são muitas quando se fala de polvo no prato por terras do Norte. Descubra como preparar esta receita de forma prática e deliciosa.

Formigos - Pão duro, mel, ovos e casca de limão. Foi com esta combinação de ingredientes que, os romanos e, séculos depois, as gentes de Trás-os-Montes e do Minho prepararam este doce que hoje é típico no Norte.

Alentejo: produtos da terra

Pão, azeite e porco são os ingredientes de base da gastronomia do Alentejo. Juntam-se-lhes as ervas aromáticas, como os coentros, a salsa, os orégãos, o poejo ou o rosmaninho, e o resultado é perfeito.

Açorda alentejana – É um prato simbólico do Alentejo, mas também a base do seu património gastronómico e um cartão de visita para quem quiser descobrir a culinária desta região. Junte a família à volta da mesa e deixe que se deliciem com esta receita.

Migas à alentejana com entrecosto – As migas são um prato consumido em todo o Alentejo, em especial durante os meses frios.  Aproveite o pão duro e dê um toque de originalidade a esta receita que vai, certamente, ser bem recebida à sua mesa.

Sericaia - Sabe qual é a origem desta delícia de ovos, farinha, leite, açúcar e muita canela? Reza a história que chegou primeiro a Vila Viçosa, mas foi em Elvas que ganhou fama. Talvez por ter sido enriquecida com as ameixas rainha-cláudia. Leve-a à mesa e verá que ninguém lhe resiste.

Lisboa e Vale do Tejo: terra de muitos sabores

Dona de uma riqueza gastronómica, social e cultural imensa, a região de Lisboa e Vale do Tejo é terra de pescadores e de sardinha assada, mas também dos sabores frescos da Lezíria e do Oeste, e dos doces que já conquistaram o mundo.

Choco frito – Começou por ser petisco dos marítimos nas tabernas dos bairros históricos de Setúbal e hoje a receita leva milhares de visitantes aos restaurantes à beira do Sado. Lá em casa também vai ser um sucesso, basta seguir a receita. 

Bife à Marrare – Nascido na Lisboa cosmopolita do século XIX, este prato é parecido com o bife à café, mas o seu molho é feito com leite (sem café) e leva um pouco de mostarda e limão, sendo servido com generosas batatas fritas. Experimente a versão que preparámos do mais tradicional bife à moda de Lisboa.

Pampilhos – Este doce típico de Santarém nasceu nos anos 70 numa pastelaria da cidade. Imitações há muitas, mas há quem percorra quilómetros para comer os originais. Faça os seus com carinho e certamente vão fazer justiça.

Algarve: mais do que praias maravilhosas

Entre a serra e o oceano, o Algarve tem muito para descobrir em matéria de gastronomia. O turismo terá mudado alguns dos hábitos alimentares do Algarve, em especial do litoral, mas parece não ter alterado a cozinha tradicional. Há produtos regionais, sabores e cheiros que permanecem autênticos.

Carapaus alimados - Receitas como a dos carapaus alimados ou das sardinhas albardadas têm uma origem simples: a utilização de um produto abundante na região combinado com a necessidade de o cozinhar de forma a não ser consumido de imediato, podendo ser reservado para zonas mais afastadas do mar. Experimente este petisco apurado em terras do Sul.

Couve à Monchique – Algarve também é terra de enchidos e carnes, de pratos como a assadura (carne assada no espeto, cortada e temperada com azeite, limão, alho e salsa), o caldo mouro e a couve à Monchique – a qual propomos que experimente fazer em casa.

Dom Rodrigo – Com inspiração eclesiástica, a receita deste doce consta do receituário do Convento das Bernardas ou Piedade, em Tavira, tendo sobrevivido a muitos séculos, mantendo-se nas preferências dos algarvios e de muitos dos que visitam o Sul do país.

Açores e Madeira: cozinha de memórias  

Duas ilhas unidas pela abundância do Atlântico e pela influência de Portugal continental, de onde chegaram ao longo dos tempos receitas e técnicas que foram sendo adaptadas aos produtos de cada uma das regiões.

 

Sopa do Espírito Santo (Açores) - Todos os anos, a partir do mês de maio, sete semanas depois do Domingo de Páscoa, as ilhas açorianas celebram as festas do Divino Espírito Santo. No último dia, é servida a sopa do Espírito Santo, com carnes e legumes e distribuída com pão.

Alcatra à moda da Terceira – Inspirada em receitas trazidas do continente, originalmente, esta alcatra seria feita com as partes menos nobres da carne, devido à sua escassez, o que significava que apenas os mais ricos teriam acesso à melhor carne. Cada família terá variantes da receita, mas para começar pode seguir a nossa sugestão.

Bolo de Mel da Madeira - A receita do bolo de mel evoluiu com os tempos. À versão inicial, mais simples, foram sendo introduzidos novos ingredientes, como o cravo-da-índia e o gengibre, que chegaram com a expansão marítima portuguesa. Siga esta receita e delicie-se com o resultado.

 

Centro: cheiros de terra e de mar

A última paragem desta viagem gastronómica é precisamente no coração de Portugal continental. Vamos do Atlântico à serra da Estrela, passando por rios, vales e montanhas, entre Viseu e Leiria. Sentimos, e provámos, a genuidade dos produtos, receitas e tradições e partilhamos tudo consigo.

Pastel de molho – Este pastel de massa folhada recheado de carne refogada, com semelhanças ao pastel de Chaves, regado com um caldo aromático vai transportá-lo para uma combinação de aromas de outros tempos. Maria de Lourdes Modesto diz que é "a mais espantosa das sopas portuguesas".

Rancho à moda de Viseu – Nascido nos quartéis militares no século XIX, em Viseu, para moralizar as tropas, esta receita reconfortante e nutritiva juntava numa mesma panela grão-de-bico, batatas, hortaliças, massa grossa e carnes de porco, vitela e galinha.

Castanhas de ovos - Reza a história que as freiras do Convento de Jesus em Aveiro terão criado esta receita, tendo por base a massa dos ovos-moles que tão bem confecionavam. Veja como é fácil preparar estas deliciosas castanhas, passo a passo.