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O Algarve a seus pés

Percursos pedestres permitem conhecer melhor a região, seja no litoral ou no interior
22 de Julho de 2019 às 12:26

O contacto com a natureza do Algarve pode ser uma experiência memorável. Calcorrear trilhos e caminhos é, sem dúvida, uma forma diferente de visitar a região, que tem muito mais do que praias. É a pé que se descobre a fauna e a flora algarvias, bem como as suas aldeias típicas, as suas gentes, cultura, artesanato e gastronomia. Indo aos locais certos há muito para ver e… para andar. A fama dos trilhos da região é tal que passam as fronteiras portuguesas. Em Lagoa, os percursos litorâneos são um êxito. O Percurso dos Sete Vales Suspensos, entre Vale Centeanes e Marinha, foi eleito este ano O Melhor Destino para Caminhadas da Europa pela European Best Destinations. No mesmo concelho há mais dois percursos pedestres costeiros instituídos com grande qualidade. São eles o "Caminho dos Promontórios" (Ferragudo – Carvoeiro). E o "Caminho do Algar Seco" (Forte de N. S. da Encarnação e Algar Seco, a nascente da Praia do Carvoeiro), um passadiço de madeira com 600 metros, acessível a pessoas com mobilidade condicionada.

Para quem gosta de percorrer trilhos, há bastantes e com paisagens de cortar a respiração na região algarvia. Equipe-se, use calçado apropriado e parta à aventura. Comece pela Costa Vicentina, a faixa costeira ocidental do Algarve com as suas altas escarpas e arribas de xisto com vista para o oceano.  Aqui, sugere-se que se faça o Trilho dos Aromas, o Trilho das Marés ou o Trilho Ambiental do Castelejo. Já que está na região, não se esqueça de visitar o promontório de Sagres.

Se preferir o Litoral Sul, também tem vários percursos: Ao Sabor da Maré, a Rocha Delicada, Percurso da Ilha da Culatra ou o supracitado Percurso dos Sete Vales suspensos são alguns deles. De Lagos a Tavira, há muitos percursos e trilhos para fazer. Registe-se que o Trilho de São Lourenço, o Trilho da Praia do Barril, e o Trilho de Descoberta da Natureza do Centro de Educação Ambiental de Marim e Ilha da Culatra estão integrados na Rede Natura 2000 e no Parque Natural da Ria Formosa, a mais importante zona húmida do Sul de Portugal, que inclui uma grande variedade de habitats: ilhas-barreira, sapais, bancos de areia, dunas, salinas, lagoas de água doce e salobra, cursos de água, matas, áreas agrícolas, permitindo enorme diversidade de fauna e de flora.

O Barrocal

Pode também conhecer o Barrocal, de paisagem agrícola com os típicos pomares de sequeiro algarvios com amendoeiras, alfarrobeiras e figueiras. Esta área é a principal fornecedora de produtos agrícolas da região, destacando-se o medronho, o mel e a cortiça. O Parque Municipal do Sítio das Fontes, o Percurso do Castelo de Paderne ou os Caminhos e Encruzilhadas de ir à Fonte são algumas das áreas para calcorrear para quem tem espírito de caminhante.

A serra ocupa 50% do território algarvio. Os principais conjuntos montanhosos são a serra do Espinhaço de Cão, a serra de Monchique, que tem o ponto mais alto do Algarve - o cume da Fóia com os seus miradouros a 902 metros de altura - e a serra do Caldeirão ou de Mú. Há diversos percursos para conhecer a região. À Descoberta da Mata – Percurso Vermelho; À Descoberta da Mata – Percurso Lilás; o Trilho da Foia; ou o Percurso do Lagoão são alguns deles e que permitem conhecer melhor os concelhos de Lagos, Monchique, Silves, Tavira, entre outros.

A finalizar, os percursos do Guadiana. O Sapal de Venta Moinhos, por exemplo, é um percurso integrado na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António. Esta reserva, ao longo do rio entre Castro Marim e Vila Real de Santo António, estende-se por mais de 2.000 hectares, sendo uma zona húmida de sapal, salinas, esteiros e zonas rurais de xistos, que constitui a mais antiga reserva natural do país, assim classificada desde 1975.

Via Algarviana

Destaque ainda para a Via Algarviana, uma grande rota pedestre que atravessa o Algarve, pelo interior, desde Alcoutim até ao cabo de S. Vicente (300 quilómetros). Este percurso pode fazer-se nos dois sentidos e está dividido em vários setores, possuindo ainda caminhos adicionais que derivam do traçado principal e totalizam mais de 200 quilómetros. Esta rota pedestre pode também ser percorrida em BTT ou a cavalo e até com burros de carga.

Viagem ao mundo dos sabores

A gastronomia algarvia é rica e diversa. Seja em zona mais interior ou litoral, a qualidade marca as refeições e os produtos alimentares regionais. Sem surpresa, o peixe fresco e o marisco são os cartões de visita da comida algarvia. Os percebes, as ostras, as cataplanas algarvias, a caldeirada à algarvia, a açorda de marisco, o polvo, a feijoada de buzinas, ou as migas com conquilhas dão que falar. Há também o xerém, prato típico confecionado com uma papa feita à base de farinha de milho e com ingredientes característicos de cada uma das regiões onde é preparado, podendo ser amêijoas, conquilhas, presunto, chouriço…

Deixando o litoral e entrando no interior algarvio, a serra de Monchique é famosa pela sua carne de porco preto e enchidos. As sandes de presunto locais são deliciosas. O pão de alfarroba, o porco, o javali, a perdiz, a lebre, o gaspacho, o cozido de grão ou feijão ou as favas e as ervilhas são alguns dos pratos tradicionais da serra e do barrocal algarvio. E não deixe de provar a laranja de Silves.

Os Dom Rodrigo dispensam apresentações no que diz respeito à doçaria, na qual também se devem salientar os queijinhos, os bolos de figo e amêndoa, os morgadinhos de amêndoa, os bolos de mel e de chila ou os  figos.

Não se pode ter terminar sem falar das bebidas algarvias. No Algarve aposta-se no enoturismo e existem cada vez mais rotas de vinho, o qual, refira-se, é premiado. Naturalmente, há que fazer referência à tradicional e simbólica aguardente de medronho e existem vários licores de sabores diferentes para degustar.

Algarve 2019