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Qualidade dos vinhos da Casa Ermelinda Freitas premiada cá e lá fora

O reconhecimento alcançado atesta a qualidade dos produtos e a sustentabilidade do projeto criado e desenvolvido por Leonor Freitas.
28 de Setembro de 2020 às 08:38
Leonor e Joana Freitas
RockSand Shiraz 2018, vinho distinguido com uma Grande Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2020
Vista da Adega Casa Ermelinda Freitas
Leonor e Joana Freitas
RockSand Shiraz 2018, vinho distinguido com uma Grande Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2020
Vista da Adega Casa Ermelinda Freitas
Leonor e Joana Freitas
RockSand Shiraz 2018, vinho distinguido com uma Grande Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2020
Vista da Adega Casa Ermelinda Freitas

A Casa Ermelinda Freitas foi premiada com 15 Medalhas no Concurso Mundial de Bruxelas (CMB) 2020, que se realizou no início de setembro em Brno, na República Checa. Entre elas, destaque para a Grande Medalha de Ouro obtida pelo RockSand Shiraz 2018, distinção alcançada por menos de 1% dos vinhos a concurso. "É uma marca criada pela empresa apenas para ser comercializada no mercado externo, no qual se tem vindo a implementar com grande sucesso", diz Jaime Quendera, o enólogo da casa. "Proveniente de uvas muito maduras, é um vinho fino, muito maduro, cheio e elegante, com um estilo internacional como os grandes vinhos do chamado Novo Mundo", acrescenta.

O CMB é uma competição internacional que se realiza há mais de 20 anos, em que participaram vinhos de todo o mundo. Este ano, foram avaliados por um júri constituído por 320 especialistas de 50 países, que provou, durante três dias, 8500 amostras de 46 países produtores.

A Casa Ermelinda Freitas já obteve 187 medalhas em concursos nacionais e internacionais em 2020. Destaque para o prémio de Best Of Show Península de Setúbal, atribuído ao vinho Vinha do Fava Touriga Nacional 2018 no concurso Mundus Vini 2020 – Edição verão, no qual a empresa alcançou nove medalhas de ouro e duas de prata. Também para as três ProdExpo Star alcançadas pelas referências Vinha da Valentina Reserva Signature, Vinha do Fava Touriga Nacional 2018 e Valoroso Chardonnay 2018, na competição realizada durante a feira ProdExpo 2020, que decorre anualmente na Rússia.

No XX Concurso de Vinhos da Península de Setúbal, o Casa Ermelinda Freitas Moscatel Superior de Setúbal Roxo 2010 recebeu as distinções de O Melhor Vinho e de O Melhor Vinho Generoso. O Dona Ermelinda Branco Reserva 2018 foi considerado O Melhor Vinho Branco.

Melhor produtor europeu 2020

No início deste ano, a empresa já tinha sido eleita Produtor Europeu 2020 no Sommelier Wine Awards, em Inglaterra, pelo segundo ano consecutivo. "É a primeira vez que esta distinção é atribuída duas vezes consecutivas a um produtor de vinhos tranquilos português", revela, com orgulho, Leonor Freitas, presidente da empresa.

A competição premeia os melhores vinhos disponíveis nos restaurantes, bares e hotéis do Reino Unido, selecionados por um júri de 150 escanções. No evento, a Casa Ermelinda Freitas conquistou 12 medalhas, entre as quais quatro de ouro, seis de prata e duas de bronze. A grande novidade foi o ouro alcançado pelo vinho Campos do Minho, do mais recente projeto da empresa, a Quinta do Minho, na Região dos Vinhos Verdes. "Esta distinção recompensa o empenho de toda a equipa e mostra, mais uma vez, que estamos no caminho certo", diz Leonor Freitas.

A Casa Ermelinda Freitas faz 100 anos. Empresa familiar cujos destinos têm sido comandados essencialmente por mulheres, é gerida atualmente por Leonor Freitas, coadjuvada por Joana Freitas, a sua filha. Trata-se da quarta geração de mulheres à frente dos destinos da empresa agrícola fundada por Leonilde Assunção em 1920, na freguesia de Fernão Pó, concelho de Palmela. A gestão feminina manteve-se pelas mãos de Germana Freitas, a avó da presente proprietária, e depois pela mãe, Ermelinda, que deu o nome atual à empresa. E sente-se na forma afetiva como Leonor trata de tudo o que faz.

A proprietária e gestora da Casa Ermelinda Freitas é da terra. Nasceu e cresceu em Fernão Pó, onde fez a escola primária. Completou, o resto dos estudos em colégios internos, pois os pais queriam que ela tivesse uma vida melhor, fora do mundo rural. Só vinha a casa aos fins de semana e nas férias.

Tirou mais tarde o curso de Serviço Social no Instituto Superior de Serviço Social, no Largo do Mitelo, em Lisboa e trabalhou durante mais de 20 anos no Ministério da Saúde, onde se dedicou em particular a áreas como a da prevenção contra o alcoolismo e das toxicodependências, etc.

Não pensava voltar de novo ao mundo rural mas, no final da década de 90, o pai faleceu de repente e a mãe não tinha condições para levar o negócio para a frente sozinha. "É, por isso, que estou aqui e existe, hoje, a Casa Ermelinda Freitas", explica a empresária, contando que voltou há 22 anos.

Dos 60 aos 550 hectares de vinha

No início eram apenas três pessoas, incluindo Leonor Freitas, numa casa agrícola com 60 hectares de vinha. "A maior parte estava plantada com a casta tinta tradicional da região, a Castelão. Além disso havia um pouco de cepas brancas Fernão Pires, que apenas representavam 5% do total", recorda. Naquela altura a adega era, como muitas outras em Portugal, tradicional e estruturada essencialmente para a vinificação de tintos.

Apesar de não se sentir preparada para se envolver no projeto, abraçou-o "muito motivada". Acumulou prudentemente a gestão da empresa com o seu trabalho no Estado, e continuou a vender vinhos a granel, tal como o tinham feito os seus antecessores.

Estimulada pela sua capacidade inata de empreender, começou por alargar o seu património vitícola. As primeiras aquisições foram feitas por motivos afetivos, a parentes. "Assim fui juntando, de novo, a herança partilhada da minha avó", explica Leonor Freitas. Mas depois passou a adquirir mais vinhas porque precisava, para assegurar a produção e a resposta às solicitações do mercado, que foram crescendo.

A maior parte do património vitícola atual da Casa Ermelinda Freitas, de 550 hectares, fica próximo da adega de Fernando Pó. Nela são produzidos, hoje, mais de 21 milhões de litros de vinho. E as duas castas iniciais passaram a ser 31, apesar de o Castelão ainda se manter como principal variedade da empresa. "Gosto de ser a Senhora do Castelão", explica Leonor Freitas. A sua casa compra também uvas a mais de 150 viticultores da região de Palmela, na Península de Setúbal, muitos deles seus parceiros há mais de 50 anos. Todas são monitorizadas para assegurar a qualidade dos vinhos que a empresa põe no mercado, que tem sido atestada, ao longo dos anos, por mais de 1100 prémios conquistados em concursos nacionais e internacionais do setor.

A empresária que, aos 68 anos, diz ainda ter ideias por concretizar, foi fazendo crescer a sua casa, procurando novos clientes, mercados, ao mesmo tempo que ia investindo, de forma sustentada, em vinhas, instalações, equipamentos e colaboradores, para responder à procura sempre crescente pelos seus vinhos. Em pouco mais de duas décadas, transformou a empresa agrícola dos pais, pequeno negócio de vinhos a granel, numa das maiores vitivinícolas da Península de Setúbal, que exporta cerca de 35% da sua produção para mais de 30 mercados da América do Norte e do Sul, Europa, Ásia e África, em que se inclui, como é evidente, o Reino Unido. O seu volume de negócios em 2019 foi de 29 milhões de euros.

100 anos mais um

Investimentos recentes nas instalações destinaram-se principalmente a facilitar o processo logístico no seio da empresa, contribuindo para melhorar a sua resposta às solicitações do mercado. Problemas burocráticos, ligados com o plano diretor municipal de Palmela, tinham impedido Leonor Freitas de construir a nova adega junto das primeiras instalações, de forma a ligar todo o processo, desde a vinificação, ao estágio, engarrafamento, armazenamento e expedição. De tal forma, que só no início de 2016, e após vários anos de esforços para resolver o problema, é que as instalações foram inauguradas, com a presença do anterior Presidente da República, Cavaco Silva, após a conclusão da última fase das obras. O custo total das duas fases de construção foi de oito milhões de euros.

Tal como em todo o mundo, também na Casa Ermelinda Freitas ninguém irá esquecer o ano de 2020. Não por aquilo que deveria ter acontecido, a programada comemoração dos 100 anos da empresa, com todos os eventos associados, adiados devido à pandemia de covid-19. Mais do que os seus efeitos no negócio, que sofreu quebras devido ao fecho da maioria dos estabelecimentos do canal Horeca, a grande preocupação de Leonor Freitas foi com a sua equipa.

Foi criado um plano de contingência para os trabalhos na empresa, alertada e informada a equipa para estar atenta e seguir as informações e aconselhamento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e o trabalho foi dividido em dois turnos. "Na Casa Ermelinda Freitas, embora se trabalhe muito em equipa, senti que esta pandemia veio unir ainda mais a entidade empregadora, os seus colaboradores e também muitos dos nossos consumidores", defende a presidente da empresa, que está otimista em relação a 2021. É no próximo ano que espera que a economia retome o seu rumo, para poder realizar as comemorações previstas para os 100 anos da empresa, adiadas devido à pandemia de covid-19. "Esperamos que seja o nosso ano de festejar a saúde de todos e os projetos adiados", diz ainda Leonor Freitas.

Setembro 2020