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Correio da Manhã

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A marcha mais bonita que enternece a avenida

A responsável pela marcha Santa Casa explica em que ponto ficaram os preparativos e como reagiram os marchantes ao cancelamento da marcha este ano.
11 de Junho de 2020 às 09:04
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019), com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Edmundo Martinho, provedor da SCML, e Fernando Medina, presidente da CML, com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Luna Marques, diretora da Unidade de Animação Socioeducativa da SCML e responsável pela marcha Santa Casa
Luna Marques ao lado de Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML, com a Marcha da Santa Casa no Altice Arena
Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019), com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Edmundo Martinho, provedor da SCML, e Fernando Medina, presidente da CML, com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Luna Marques, diretora da Unidade de Animação Socioeducativa da SCML e responsável pela marcha Santa Casa
Luna Marques ao lado de Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML, com a Marcha da Santa Casa no Altice Arena
Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019), com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Edmundo Martinho, provedor da SCML, e Fernando Medina, presidente da CML, com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Luna Marques, diretora da Unidade de Animação Socioeducativa da SCML e responsável pela marcha Santa Casa
Luna Marques ao lado de Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML, com a Marcha da Santa Casa no Altice Arena
Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML com os padrinhos da Marcha da Santa Casa, Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)
Marcha da Santa Casa na Avenida da Liberdade (2019)

Para instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que lidam de perto com a população mais frágil e vulnerável perante a ameaça do novo coronavírus, a pandemia obrigou a planos de contingência pensados ao mais ínfimo pormenor, respostas rápidas e soluções excecionais para proteger aqueles que, muitas vezes, não têm mais ninguém que os defenda. Mas não só. Os perigos que o vírus representa obrigaram a SCML a adiar também abraços, encontros e celebrações.

Um desses momentos seria a quarta edição da Marcha da Santa Casa, que em circunstâncias ‘normais’ deveria estar quase a desfilar pela Avenida da Liberdade em honra de Santo António.

Luna Marques, Diretora da Unidade de Animação Socioeducativa da SCML e responsável pela marcha Santa Casa explica em que ponto ficaram os preparativos e como reagiram os marchantes ao cancelamento da marcha este ano.

Este ano, os preparativos para a Marcha Santa Casa já iam muito adiantados?

À semelhança dos anos anteriores, nós já estávamos a preparar a marcha Santa Casa desde do final de dezembro de 2019. É um processo longo, de criação e muito envolvimento. É necessário criar um tema, para que todos os envolvidos - figurinistas, músicos, letrista, coreógrafo - possam trabalhar esse tema. Os ensaios tinham início a 1 de abril e nós cancelámos a 13 de março.

Como reagiram os marchantes?

A reação dos marchantes foi de grande tristeza, mas de compreensão, percebendo muito bem que tínhamos de os proteger. Estas pessoas vivem com grande intensidade e entrega esta atividade. Eles acabam a marcha e só pensam na participação do ano seguinte. O sentimento que invade estes marchantes é aquele que todos nós sentimos: é ver as nossas vidas suspensas e sem certezas nenhumas de quando podemos retomar.

Ver a vida suspensa aos 20 ou aos 30 anos é diferente de quando temos um pouco de mais idade, ainda por cima, associado à privação de uma atividade tão importante para eles e ao confinamento, que trouxe a muitos que vivem sozinhos momentos de grande tristeza e angústia. No entanto, a Santa Casa esteve sempre presente através dos contatos telefónicos levando um pouco de alegria e companhia, e mesmo outro tipo de apoio consoante as necessidades.

Quantas pessoas integram a Marcha Santa Casa?

A marcha é composta por 24 pares efetivos, dois pares suplentes, o porta estandarte e dois mascotes, num total de 55 marchantes. O mais velho tem 82 anos e o mais novo sete. É constituída por utentes de varias respostas sociais da SCML, como centros de dia, centros de acompanhamento terapêutico e da Academia Santa Casa. Participam ainda seis colaboradores, sendo estes uma referência e um apoio para os nossos utentes. –

Onde costumam ensaiar?

Os ensaios dividem-se em dois espaços: o Pavilhão Polidesportivo de Campolide e o pavilhão desportivo de Vale Fundão. É importante que os ensaios ocorram em espaços diferentes para que os marchantes não criem vícios em termos espaciais.

Noite de folia, manjericos

A marcha da Santa Casa nasceu por vontade dos utentes e estreou-se a desfilar pela Avenida da Liberdade em 2017. Desde então, a festa da cidade de Lisboa tornou-se ainda mais democrática.

Em circunstâncias normais, a Marcha da Santa Casa estaria por esta altura a realizar os preparativos finais para a sua apresentação. "Eram dias de muitos nervos. Estávamos quase a pisar o Altice Arena, faziam-se os últimos ajustes nos figurinos, mas também se vivia uma grande alegria, um grande espirito de grupo e solidariedade.

Afinavam-se as gargantas e gritava-se bem alto: "Santa Casa, Santa Casa". Mas nada está perdido. Para o ano, com a ajuda e a bênção de Santo António, haverá mais.

Por isso, há segredos preciosos que precisam de ficar bem guardados: "O tema não vou revelar, pois como sabem toda esta dinâmica das marchas vive de um secretismo muito respeitado por todos até ao dia da primeira apresentação".

 Já em relação aos padrinhos da marcha Santa Casa não há surpresas: "desde o primeiro ano que temos connosco muito generosamente e já fazendo parte da família Santa Casa a Maria Botelho Moniz e o Ricardo Carriço".

Emoção ao descer a avenida

Otávia Costa tem 71 anos e é da Mouraria, mas nunca integrou a marcha do seu bairro. "Os meus pais não estavam de acordo...", lembra.

Em 2017, esta utente do Centro dos Anjos da Santa Casa, que gosta de música e de dançar, teve a oportunidade de integrar uma marcha. Foi uma dupla estreia: a sua e a da Marcha da Santa Casa.

"Senti muito nervosismo, mas foi maravilhoso", conta. "Descer a Avenida é uma sensação única; é emocionante. É a alma da marcha; estamos perto do público", diz Otávia, que repetiu a experiência em 2018 e no ano passado.

Este ano sente a falta da marcha, mas se a saúde o permitir em 2021 lá estará. "Não sou de estar sossegada; viver é participar, sublinha, elogiando esta iniciativa da Santa Casa. "Aqui, somos todos por um; somos um conjunto."

Marchar para combater Preconceito da cidade

Não é difícil prever que durante a noite mais castiça e longa da cidade de Lisboa, o reumatismo e, sobretudo, a solidão, ficam por algumas horas esquecidos." As dores físicas e da alma que os afetam ao longo do ano desaparecem, dando lugar a uma energia e uma alegria contagiantes.

Durante dois meses e meio, os nossos marchantes ensaiam diariamente das 10h00 e às 12h00, criando-se laços e fazendo-se amizades fortes. Mas, muito mais importante que isso, era sentirem todos os dias que conseguiram superar-se", recorda.

Luna Marques, diretora da Unidade de Animação Socioeducativa da SCML e responsável pela marcha Santa Casa, lembra, no entanto, o intuito maior da iniciativa: "A marcha nasceu da vontade dos nossos utentes, sendo um projeto que se enquadra nos princípios que a instituição defende: a promoção do envelhecimento positivo. A participação nas marchas da cidade constitui um momento para garantir uma participação efetiva de todas as pessoas, independentemente da idade."

"Podemos fazer o que amamos"

Para Luna Marques, a participação da SCML num evento tão marcante como as Marchas de Lisboa tem um papel muito importante para os utentes e para a instituição.

"Esta participação dá-nos a oportunidade de passar a todo o país uma mensagem de que todos, independentemente da idade, podemos fazer o que amamos. É só querermos muito! O ritmo pode ser diferente, até um pouco mais lento, mas o resultado final é fabuloso", garante.

Neste contexto, os jovens que se cuidem: "Acho que também as festas populares de Lisboa ficaram a ganhar com a participação Marcha Santa Casa! Esta é um exemplo de motivação, empenho, animo, carinho e afeto e é uma marcha de toda a cidade, que desfila desde 2017 com alma e coração. E para o ano contem connosco a desfilar na nossa bonita Avenida da Liberdade surpreendendo sempre os milhares de portugueses que assistem a este espetacular evento", prometeu Luna Marques.