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Fundo da Santa Casa é motor de mudança

Este mecanismo já apoiou 154 projetos, num investimento superior a 23 milhões de euros.
7 de Maio de 2020 às 10:11
Lar da Misericórdia de Santo Tirso
Antigo hospital de Almeirim antes da intervenção
Hospital de Almeirim depois da intervenção
Junção das tábuas do retábulo primitivo (séc. XVI) que estavam separadas há 250 anos na Igreja de Abrantes
Definitório em Abrantes, depois de recuperado
A vida de S. José do Egipto em frescos em Cabeção
Estava assim um retábulo em Palmela
Lar da Misericórdia de Santo Tirso
Antigo hospital de Almeirim antes da intervenção
Hospital de Almeirim depois da intervenção
Junção das tábuas do retábulo primitivo (séc. XVI) que estavam separadas há 250 anos na Igreja de Abrantes
Definitório em Abrantes, depois de recuperado
A vida de S. José do Egipto em frescos em Cabeção
Estava assim um retábulo em Palmela
Lar da Misericórdia de Santo Tirso
Antigo hospital de Almeirim antes da intervenção
Hospital de Almeirim depois da intervenção
Junção das tábuas do retábulo primitivo (séc. XVI) que estavam separadas há 250 anos na Igreja de Abrantes
Definitório em Abrantes, depois de recuperado
A vida de S. José do Egipto em frescos em Cabeção
Estava assim um retábulo em Palmela

O Fundo Rainha Dona Leonor foi criado em 2014, no período da Troika e assume, nos tempos da pandemia, renovada importância. Nasceu da convicção de que as Boas causas devem sair das fronteiras da capital e firmou-se numa parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar projetos sociais prioritários e inovadores.

Desde 2017, afeta também 25% do orçamento à recuperação do Património histórico das Misericórdias. Desde 2015, o Fundo já apoiou 154 projetos em todo o País, num investimento superior a 23 milhões de euros.

"O Fundo surgiu numa altura de crise, fez nascer projetos inovadores na área social e nesta época que atravessamos volta a ter uma dimensão fundamental para as instituições", faz notar Inez Dentinho, membro do Conselho de Gestão do Fundo.

Um dos princípios do Fundo é contribuir para a coesão territorial do País. "Os nossos critérios passam pela urgência social da obra, a sua inovação, a capacidade de repercussão dos resultados. Discriminamos positivamente a interioridade e as condições financeiras das Misericórdias candidatas", explica Inez Dentinho.

Assim, os projetos apoiados vão desde Melgaço a Castro Marim, passando pelo interior e chegando às Ilhas. Nos Açores, por exemplo, apoiou a reabilitação da Unidade de Medicina Física da Santa Casa de Angra do Heroísmo entre outras obras como a recuperação da residência para portadores de deficiência na Madalena, no Pico, o projeto ‘Horta + Solidária’, no Faial, ou a reabilitação do Centro de Dia de Ribeira Grande, em São Miguel.

Estes apoios não se resumem à necessidade da obra. "A intenção da Santa Casa passa por renovar as instituições e dotá-las de condições para acolherem a próxima geração de idosos", frisa. Nesse sentido, os lares passam a ter, por exemplo, ginásio, circuitos seguros no jardim, wi-fi em todos os quartos e locais para receber visitas com privacidade.

"Importa contrariar a rotina da sala grande com a televisão ligada e atividades pueris. Propomos a criação de maior autonomia aos idosos, possibilidades de contacto entre gerações e, sobretudo, a ‘descoletivização’ da vida no lar. Os utentes devem poder escolher estar em espaços diferentes e dar largas a atividades mais personalizadas", expõe Inez Dentinho.

A título de exemplo, refere o lar da Misericórdia de Santo Tirso, onde a recuperação do espaço exterior com rampas, barras de apoio e bancos, bem como dos acessos à capela, imprimiram uma nova vivência no lar: " O jardim passou também a receber a visita de netos com crianças que, em vez de irem brincar para o jardim público, vão para aquele espaço privado onde estão com os avós. Quando faz bom tempo, há idosos que depois do pequeno-almoço vão pelo jardim rezar o seu terço à igreja vizinha e depois voltam, revigorados, com o seu exercício físico e espiritual feito, em vez de ficarem simplesmente numa sala comum à espera da refeição seguinte".

11 Projetos apoiados em ano de epidemia

O Fundo Rainha D. Leonor está este ano a apoiar onze projetos na área dos equipamentos sociais, num investimento total de 2.47 milhões de euros. Alguns destes projetos já tinham sido selecionados em 2019 mas, por falta de enquadramento orçamental, transitaram para 2020 por ordem de pontuação. Os contemplados são:

  1. Alcácer do Sal – Reabilitação para criação de Lar de Idosos.
  2. Barcelos – Reabilitação e ampliação de Centro Social de Silveiros.
  3. Carregal do Sal – Ampliação de Lar de Idosos.
  4. Murtosa – Criação de Fisioterapia, Capela e Jardim multi-geracional.
  5. Ovar – Piscina Interior.
  6. Penela da Beira – Reabilitação de Lar, CD e SAD.
  7. Pinhel – Requalificação de Lar de Idosos.
  8. São Brás de Alportel – Remodelação do edifício da Misericórdia com várias valências.
  9. Vila Nova de Gaia – Reabilitação de Lar de Idosos.
  10. Vila Nova de Poiares – Requalificação de Lar de Idosos.
  11. Vizela – Arranjos exteriores do Campus da Misericórdia.

Achados à ‘Indiana Jones’

Muitas das obras permitiram descobrir relíquias religiosas perdidas e devolvê-las à comunidade. Intervir no antigo património religioso e arquitetónico de Portugal é também correr o risco de viver "uma aventura à medida de Indiana Jones". Quem o diz é Inez Dentinho, que teve a oportunidade de vivenciar as surpresas que algumas destas obras acabaram por revelar.

"Todas acabaram por ser obras surpreendentes, porque recuperámos muitos edifícios que já estavam severamente deteriorados e, por isso, o resultado é sempre extraordinário. Mas algumas têm tido uma dimensão de Indiana Jones. Em Tomar, por exemplo, no decurso das obras na antiga Igreja da Misericórdia, foram descobertas quatros janelas do século XVI que estavam tapadas por uma parede e cuja recuperação favoreceu muito a conservação do edifício", conta.

Outro "assombro" deu-se em Abrantes: "conseguimos reunir as pinturas que formavam o antigo retábulo quinhentista. "Estavam todas dispersas desde que, há mais de 250 anos, o Altar Mor foi coberto por talha dourada típica do período Barroco", explica a mesma responsável.