Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais C-Studio
8
Especiais C-Studio
i
C- Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do Universo
É o local onde as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Apoio à infância e juventude será prioridade em 2022

O provedor da SCML, Edmundo Martinho, acredita que o novo ano trará a retoma das atividades habituais nos lares e centros de dia.
27 de Janeiro de 2022 às 16:25
Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Pandemia colocou desafios adicionais a uma instituição que há mais de 500 anos se dedica à ação social
Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Pandemia colocou desafios adicionais a uma instituição que há mais de 500 anos se dedica à ação social
Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Pandemia colocou desafios adicionais a uma instituição que há mais de 500 anos se dedica à ação social
Num cenário que tem sido particularmente desafiante para as organizações sociais, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), faz um balanço da atividade da instituição neste período de crise e fala sobre as prioridades da Santa Casa para o ano de 2022, que passam pelo reforço do apoio à infância e juventude, em áreas tão distintas como a educação, formação profissional, a promoção de autonomia, passando inclusivamente pela da saúde oral das crianças, algo que considera "essencial".

Como está a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a gerir esta fase da crise pandémica?
Ao longo da sua história centenária, a Santa Casa assumiu sempre o seu papel nos momentos difíceis que o País atravessou. E este em que vivemos não é exceção. Com uma responsabilidade tão vincada nas áreas mais afetadas por esta pandemia, como a Saúde e o Setor Social, de forma natural e automática, a Misericórdia de Lisboa adaptou e reforçou os seus serviços para dar as melhores respostas possíveis aos seus utentes e a todos os cidadãos que careçam de apoio a vários níveis. Deste modo, entre outras medidas no âmbito da gestão da pandemia, houve um reforço no apoio domiciliário e no fornecimento de refeições aos mais desfavorecidos, criaram-se unidades de retaguarda para doentes Covid-19, proporcionaram-se condições para permitir que os hospitais dessem altas sociais, libertando, assim, camas para outros doentes com baixas médicas e procedeu-se a um processo de vacinação massiva a centenas de utentes mais idosos.

Que iniciativas ficaram paradas devido à pandemia?
Alguns projetos foram, naturalmente, adaptados à realidade, mas no essencial nenhuma das principais iniciativas da Santa Casa deixaram de se realizar. Gostaria de assinalar a extraordinária capacidade de reinvenção dos nossos colaboradores, especialmente aqueles que estiveram sempre na linha da frente nas mais diversas áreas de intervenção da instituição, para que a vida dos utentes que acompanhamos e apoiamos pudessem prosseguir com a normalidade possível.

Acreditam que 2022 vai ser o ano em que vão poder retomar todas as vossas atividades com normalidade?
Apesar de estarmos a atravessar uma nova onda de contágios, todas as previsões dos especialistas nacionais e internacionais apontam para uma acalmia da situação na Europa ao longo deste ano. Acreditamos que, caso se venha verificar esse cenário, as atividades mais afetadas possam ser retomadas progressivamente, sobretudo aquelas que são desenvolvidos junto dos mais idosos em lares ou centros de dia.

Quais as áreas mais sensíveis e afetadas pelo período pandémico que vão precisaram de maior atenção, maior investimento?
Ao longo destes quase dois anos, tivemos que reorganizar a intervenção social que fazemos na população que apoiamos, nomeadamente junto de idosos com autonomia, que deixaram de estar em centros de dia e passaram a ser acompanhados em apoio domiciliário por parte dos profissionais da Santa Casa ou por cuidadores informais. Esta foi a realidade mais exigente e que impôs esforços adicionais, quer aos técnicos da Santa Casa, quer os cuidadores informais, que precisaram de apoios reforçados da Santa Casa, porque também tiveram alterações das suas vidas profissionais e pessoais. A nossa expectativa é que, com o reforço da vacinação e a melhoria da situação pandémica, estas situações de esforço adicional possam, paulatinamente, ser atenuadas, num processo gradual de regresso à normalidade. Mas há outro aspeto muito importante, onde identificámos um acréscimo substancial de pedidos de apoio, que teve a ver com a ajuda alimentar que, por inúmeros fatores, se traduziu num aumento significativo. Acreditamos que muitos destes novos casos se tratam de uma necessidade transitória, motivada pela quebra nalgumas atividades profissionais informais, no entanto, é uma área sensível para a qual estamos muito atentos e empenhados.

Houve alguma iniciativa que não viu a luz do dia por causa da pandemia e que estejam a pensar lançar em 2022?
Mais do que assinalar uma ou outra iniciativa que tenha sofrido algum atraso, importa destacar que, mesmo num período particularmente desafiador, não deixámos de lançar um projeto que nos é muito querido, a Valor T, uma plataforma que promove a empregabilidade da população com deficiência, ou ainda na área da Saúde, o reforço da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados através da inauguração da UCCI Rainha Dona Leonor no edifício do antigo Hospital da Estrela, bem como a entrada na sociedade gestora do Hospital da Cruz Vermelha. Importa também realçar que a intervenção da SCML permitiu que cerca de mil pessoas tivessem alta social dos hospitais, entre regresso às suas casas ou integração em equipamentos da Santa Casa, um número que atesta bem a capacidade de resposta e reinvenção que a instituição foi capaz de dar no ano transato.

Quais as prioridades da SCML para 2022?
Há uma prioridade que está sempre presente na missão da Santa Casa desde que assumi as funções de provedor, e que tem particular relevo no ano que estamos a iniciar: infância e juventude. Além das responsabilidades acrescidas que a Santa Casa assumiu em termos de adoção, promoção e proteção de crianças em risco, temos vindo a reforçar o compromisso de apoio aos mais jovens, desde a educação, formação profissional, a promoção de autonomia, entre muitas outras vertentes da intervenção com os mais novos. Temos também apostado cada vez mais  numa área que consideramos essencial, a da saúde oral das crianças, e esse é um dos grandes objetivos para 2022.

Por Boas Causas