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Reabilitação também ajuda a salvar vidas

Muitos dos jovens que sofrem lesões medulares ao mergulhar, encontram no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão o apoio necessário para recuperar e abraçar uma nova vida
29 de Julho de 2021 às 11:42
O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão pertence à Santa Casa
O utente é recuperado do ponto de vista físico, social e psicológico
Filipa Faria, diretora do serviço de reabilitação do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão
Dariane João ficou tetraplégica aos 31 anos
O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão pertence à Santa Casa
O utente é recuperado do ponto de vista físico, social e psicológico
Filipa Faria, diretora do serviço de reabilitação do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão
Dariane João ficou tetraplégica aos 31 anos
O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão pertence à Santa Casa
O utente é recuperado do ponto de vista físico, social e psicológico
Filipa Faria, diretora do serviço de reabilitação do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão
Dariane João ficou tetraplégica aos 31 anos

Em Portugal, à semelhança de outros países, os acidentes de mergulho são uma importante causa de lesão medular, que ocorre sobretudo em jovens saudáveis, entre os 15 e os 30 anos, sendo geralmente causa de tetraplegia irreversível.

A falta de conhecimento "sobre as possíveis consequências de um mergulho leva por vezes a comportamentos arriscados", avisa a médica Filipa Faria, diretora do serviço de reabilitação do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Mas para que isso não aconteça, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa voltou a lançar a campanha ‘Mergulho Seguro’.

- De que forma a reabilitação ajuda a recuperar quem sofreu uma lesão medular?
- A reabilitação tem como objetivo potenciar as capacidades funcionais e ajudar o indivíduo a adquirir a máxima autonomia possível, condicionada pelas sequelas neurológicas. Quase sempre as lesões resultantes de acidentes de mergulho são lesões cervicais completas, irreversíveis. Afetam todo o corpo abaixo do nível de lesão, com graves repercussões na função motora, sensitiva e também no controlo de esfíncteres. O programa de reabilitação é estabelecido de forma individual, tendo em conta o tipo de lesão e as características e necessidades daquela pessoa.

- Integra várias especialidades?
- A abordagem da reabilitação é holística, não exclusivamente física, mas também psicológica e social. A equipa de reabilitação, coordenada pelo médico fisiatra e com a participação de uma vasta equipa, que inclui enfermeiros de reabilitação, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, estabelecem objetivos específicos, realistas e definidos no tempo. Esses objetivos são equacionados com o doente e sua família, para que sejam adequados àquela pessoa e às suas circunstâncias. Para facilitar a autonomia e diminuir o grau de dependência são estudados e prescritos produtos de apoio. São também aconselhadas as alterações necessárias no domicílio ou no ambiente de trabalho para eliminação de barreiras arquitetónicas. Os técnicos de serviço social aconselham e informam sobre os apoios sociais que podem beneficiar ajudando o doente e a sua família nesse processo.

- E as famílias? Também precisam de ajuda?
- É essencial. A família que vai acompanhar e prestar cuidados após a alta do centro. Para além de um manual sobre "Como viver com uma lesão medular e manter-se saudável" elaborado pelo serviço de Lesões Medulares do Alcoitão, que aborda vários tópicos sobre a problemática da lesão medular e os comportamentos e atitudes preventivas de eventuais complicações, é também realizado um ensino mais prático, com os técnicos que tratam o doente.

- E do ponto de vista social?
Dado que se trata de indivíduos jovens, sensibilizamos para a importância da prática de desporto adaptado, como meio de socialização, integração social social e manutenção do bem-estar. A existência de uma incapacidade permanente grave, resultante do acidente de mergulho, implica quase sempre a necessidade de reconversão profissional ou de orientação vocacional e académica. Colaboramos neste processo, em articulação com a universidade ou a entidade empregadora, de forma a eliminar barreiras e a facilitar a integração do indivíduo. 

Tome nota

A mobilidade é "uma das condicionantes da reintegração pelo que a possibilidade de se deslocar de forma autónoma é muitas vezes um desejo e um objetivo dos doentes", explica Filipa Faria. Por isso, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão dispõe de um Centro de Mobilidade, destinado a avaliar através de um simulador a capacidade de condução de veículo automóvel de cada indivíduo e testando os produtos de apoio necessários à condução adaptada. 

Acidente mudou-lhe a vida

Dariane João, de 32 anos, ficou tetraplégica há um ano, após um mergulho no mar. Desde então, esta mãe de três filhos, agarrou com coragem o maior desafio da sua vida.

"Eu apercebi-me logo da gravidade. Perdi imediatamente os movimentos as pernas", recorda. Em abril de 2021, chegou ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, onde iniciou um processo de reabilitação e reaprendeu a viver. "Já consigo sentar-me melhor, mexer os braços e assinar. Será uma vida diferente, mas não desisto, por mim e pelos meus filhos, não posso desistir!", diz. E assim vai seguindo com a vida.

Por Boas Causas