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Dieta low FODMAP

Tem sintomatologia de barriga inchada? Flatulência? Cólicas abdominais? Diarreias? O alívio desses sintomas pode passar por uma terapêutica alimentar.
6 de Setembro de 2019 às 06:53


Redigido por Dr.ª Susana Barros (0855N), nutricionista no Trofa Saúde Hospital em Loures e na Amadora
Cada vez mais frequentes no mundo ocidental, as doenças do intestino conseguem, muitas vezes, ser limitadoras para o dia a dia e a vida do doente. A doença de Crohn, colite ulcerosa, síndrome do intestino irritável, são algumas das patologias que têm vindo a aumentar ao longo dos anos, e sabe-se, também, que são um dos principais motivos para as consultas de gastrenterologia. A sintomatologia médica destas doenças inclui flatulência, distensão abdominal acompanhada de dor, diarreia e/ou obstipação, o que pode perturbar muito o dia-a-dia dos indivíduos. O grau de gravidade dos sintomas pode variar com a fase da doença, que é potenciada por fatores endógenos e exógenos (genética, stress, álcool, medicação, exercício físico, sono e alimentação). A dieta com restrição de FODMAP, conhecida como dieta low FODMAP, é realizada, com diferentes graus de êxito, no tratamento de sintomas gastrointestinais, sendo atualmente aceite como uma das principais estratégias terapêuticas. Os indivíduos que aderem à dieta verificam uma melhoria progressiva dos sintomas nas primeiras seis semanas de realização da dieta.

O que são FODMAP?
Os FODMAP foram identificados para criar uma dieta que conseguisse ajudar a controlar estes sintomas e minimizar os efeitos nocivos da doença. FODMAP é um acrónimo inglês de “Fermentable Oligo-, Di-, Mono-saccharides And Poly-ols”, que em português significa “oligossacáridos, dissacáridos, monossacáridos e polióis fermentáveis”, referindo-se a um conjunto de hidratos de carbono de cadeia curta, existentes numa grande variedade de alimentos, que são frequentemente mal absorvidos no intestino delgado e seguem para o intestino grosso onde alimentam a flora bacteriana intestinal, sendo extensamente fermentáveis. Como resultado deste processo, as bactérias produzem gases, desencadeando sintomatologia específica como flatulência, distensão abdominal, alterações de motilidade e/ou dor, em indivíduos suscetíveis. A presença destes hidratos de carbono no intestino grosso também aumenta a retenção de água no intestino que, combinada com água, provoca cólicas e
alterações nos movimentos intestinais (prisão de ventre ou diarreia).

Sabia que a maçã, a couve-de-bruxelas, a cebola, o trigo são alimentos ricos em FODMAP? Curioso para descobrir mais alimentos?