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Correio da Manhã

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“Abraços via tablet é uma coisa terrível”, diz Pedro Abrunhosa

Músico está de regresso com canção feita em quarentena e inspirada no pai.
Miguel Azevedo 11 de Maio de 2020 às 08:29
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
"Quando eu voltar abraça-me por dentro/ aperta-me de tempo/ é tão tarde o amor/ O primeiro dia há-de ser mais que primeiro/ vem salvar-me por inteiro/ do futuro ninguém quer só metade". Os versos fazem o refrão do novo tema de Pedro Abrunhosa, ‘Tempestade’, uma canção cem por cento feita em quarentena, que não é mais do que uma "metáfora desta anormal normalidade" e que foi inspirada numa pessoa especial.

"É uma canção em que falo do meu pai, mas que podia ser sobre o pai de qualquer um de nós" começa por explicar o cantor, também ele vítima do isolamento e do distanciamento em relação às pessoas que amamos.

"Esta coisa de dar abraços via tablet ou telemóvel é algo que para nós, dos países do sul, é uma coisa terrível. Por isso, esta é uma canção que eu não queria deixar de fazer para dizer que também passei por aqui".

A canção foi "toda ela produzida em teletrabalho, uma realidade nova para muitos portugueses", sublinha Pedro Abrunhosa, e conta com a participação de Carolina Deslandes (voz), Diogo Piçarra, João Bessa e Rui Paiva (os três na produção), sendo que o vídeo já disponível, teve edição do filho do cantor, Hugo Abrunhosa.

"Foi tudo feito à distância. Eu gravei a música sozinho, enviei-a para Faro para o Diogo, para Miramar para o João Bessa, para Lisboa para a Carolina e para o Porto para o meu filho". A prova de que, pese o distanciamento, afinal é possível estarmos "juntos na tempestade".
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