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Ativistas angolanos protestam no sábado contra falta de água e cestas básicas

"Marcha Contra a Atuação do Governo de Angola em tempo da covid-19" vai decorrer igualmente nas províncias de Benguela e Uíge.
Lusa 2 de Julho de 2020 às 12:29
Bandeira Angola
Bandeira Angola FOTO: Getty Images
Ativistas e membros da sociedade civil angolana agendaram para sábado, em Luanda, uma marcha de protesto contra o "débil programa" de distribuição de água potável, de cestas básicas e a atuação policial no período da covid-19, anunciaram hoje.

Segundo Salomão Mpanzu, membro da coordenação da marcha, a denominada "Marcha Contra a Atuação do Governo de Angola em tempo da covid-19" vai decorrer igualmente nas províncias de Benguela e Uíge.

De acordo com o ativista, durante o estado de emergência que o país vive, entre 27 de março e 25 de maio, as autoridades angolanas "tiveram uma atuação negativa, particularmente nas ações de distribuição de água e de cestas básicas às populações mais vulneráveis".

"Então, vamos protestar contra a atuação do Ministério da Energia e Águas, que foi totalmente negativa, que não está a conseguir até hoje cumprir a promessa de fornecer água a toda a população carenciada neste período", afirmou.

A falta de água nos bairros, observa o ativista, "condiciona a lavagem frequente das mãos como medida de combate à covid-19".

Angola, que vive desde 26 de maio situação de calamidade pública, conta com 291 casos da covid-19, sendo 179 ativos, 97 recuperados e 15 óbitos.

O "débil programa" de distribuição de cestas básicas às populações mais carenciadas é igualmente um dos motes da manifestação, que em Luanda terá início as 12:00, defronte ao cemitério da Santa Ana e deve decorrer até ao Largo das Heroínas.

Para Salomão Mpanzu, o Ministério da Ação Social, Família e Promoção da Mulher angolano, "responsável pela distribuição de cesta básica, não conseguiu atingir todas as populações carenciadas".

"O seu programa para fornecer bens de primeira necessidade às pessoas em quarentena fracassou", argumentou, adiantando que o protesto será igualmente contra a atuação policial durante o período da covid-19.

A falta de salários, "há quatro meses", de professores do ensino privado e a aprovação do decreto presidencial que determina cobrança de propinas e emolumentos no ensino superior público constituem ainda outras razões para o protesto.

De acordo com o ativista, o trajeto e as medidas de biossegurança para os participantes da marcha foram definidas na quarta-feira durante uma reunião que a organização manteve com o comando provincial de Luanda da Polícia Nacional.

"Os manifestantes estarão acompanhados por um contingente policial, devem usar máscaras e pautar pelo distanciamento social de dois metros durante o percurso", rematou.

DYAS // VM

Lusa/Fim

Luanda Salomão Mpanzu questões sociais política
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