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Carla Pires apresenta álbum "Aqui" no Museu do Fado

Fadista definiu trabalho como "uma aventura pela cidade".
Lusa 20 de Junho de 2016 às 17:41
A cantora durante o concerto no espetáculo de Fado Ritual e Sombra, Holanda, em 2014
A cantora durante o concerto no espetáculo de Fado Ritual e Sombra, Holanda, em 2014 FOTO: Direitos Reservados

A fadista Carla Pires apresenta, terça-feira, no Museu do Fado, em Lisboa, o seu novo álbum, "Aqui", trabalho que definiu como "uma aventura pela cidade, que ultrapassou fronteiras e se misturou com outras sonoridades".

"Este álbum teve como ponto de partida a cidade de Lisboa, mas muito rapidamente saiu além-fronteiras e misturou-se com outras sonoridades", disse a intérprete à Lusa, acrescentando que começou por fazer vários convites a amigos seus, compositores e poetas.

Entre os autores convidados contam-se Paulo Abreu Lima e António Zambujo, que assinam "Nos rios de Lisboa", Mário Pacheco, que compôs para o poema de David Mourão-Ferreira "Cidade bela do fado" e para o de Rosa Lobato de Faria "Tango quase fado", José Manuel Coelho, que assina a letra e a música de "Se Lisboa sonhasse", ou Eduardo Paes Mamede, autor da letra e música de "O povo canta na rua", entre outros, como a própria Carla Pires, que assina a letra de "Noites Perdidas", com Carlos Leitão, sendo a música de Pedro Pinhal, e o poema de "Aqui", que interpreta no Fado Versículo, de Alfredo Marceneiro.

Carla Pires afirma que, interpretar letras suas, "faz todo o sentido fazê-lo".

"O que é que podia espelhar melhor aquilo que faz de mim uma cantora senão as cosias que eu escrevo, as coisas que eu sinto?", sublinhou.

Neste CD, a cantora recupera, do repertório de José Afonso, "Utopia", com que abre o álbum, editado pela Ocarina, e ainda "Cavalo à solta", de Fernando Tordo e José Carlos Ary dos Santos.

"Aqui" é o terceiro álbum da cantora, e sucede a "Rota das paixões" (2011), no qual já tinha gravado Paulo Abreu Lima, Rosa Lobato de Faria e Mário Pacheco, tendo-se estreado discograficamente, a solo, em 2005, com "A ilha do meu fado".

O novo CD inclui ainda "Voltar a ser criança", de Tiago Torres da Silva e Samuel Quedas, "Há samba nas colinas de Lisboa", de Abreu Lima e Mingo Rangel.

"Aqui" é produzido pelo músico Marino de Freitas, e contou com a participação de Luis Guerreiro (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (guitarra clássica), André Moreira (baixo), Edu Miranda (bandolim, cavaquinho, violão de sete cordas), Filipe Raposo (piano) e Marcelo Mercadante (bandoneon).

A estes juntaram-se Rui Vaz e Pedro Casaes, dos Gaiteiros de Lisboa e de Margarida Antunes, das Cramol, em participações especiais.

Para a cantora "este CD representa o faz sentido cantar neste momento".

"É aquilo que me traduz enquanto cantora e também enquanto mulher. É a música que eu gosto de cantar", disse Carla Pires à Lusa, acrescentando que ainda luta por "um reconhecimento pelo público português", que ainda não a "conhece tão bem".

"Gostava de conseguir mostrar às pessoas, principalmente ao público do meu país, ao público português, que não me conhece tão bem, mostrar a Carla Pires na sua verdadeira essência. Espero um dia vir a ter o reconhecimento do público português. E digo isto porque a minha carreira é feita com um muito maior número de espetáculos lá fora. Gostava de mudar um pouco isso e ter mais notoriedade cá em Portugal", afirmou.

No Museu do Fado, na apresentação do CD, Carla Pires será acompanhada por Luis Guerreiro, Pedro Pinhal e Marino de Freitas (baixo acústico).

Carla Pires Museu do Fado Lisboa música
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