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Confrontos em Moçambique sem danos na economia

João Macaringue diz que atividade manteve o seu ritmo.
16 de Agosto de 2014 às 11:25

O presidente do Instituto para a Promoção das Exportações de Moçambique (IPEX), João Macaringue, considerou que os confrontos entre Governo e oposição no último ano e meio não afetaram a economia moçambicana nem a imagem do país no exterior.

Em entrevista à Lusa, em vésperas da inauguração da Feira Internacional de Maputo (Facim), organizada pelo IPEX e que este ano terá um número recorde de pelo menos 2700 participantes, João Macaringue disse que a convicção dos moçambicanos foi sempre de uma crise "passageira e localizada" e que a atividade económica manteve o seu ritmo em quase todas as zonas do país, "apesar dessas adversidades aqui e ali".

O presidente do IPEX deu o exemplo na estrada N1, a única que liga o sul e o centro do país, e onde há mais de um ano, num troço de cem quilómetros, só se circula em colunas de veículos escoltadas pelo exército, frequentemente atacadas pelo braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

"Apesar de um ataque ou outro, as pessoas fizeram-se sempre à estrada, como um sinal de determinação, de que querem paz e desenvolver o país, não querem mais guerra", afirmou.

O aumento substancial da procura por um lugar de exposição na 50.ª edição da Facim sugere que a feira também não se ressentiu desta crise, segundo João Macaringue, embora existisse inquietação em relação ao transporte de grandes quantidades de produtos para exibir no evento, a partir de 25 de agosto, e que entretanto se começou a diluir quando os ataques cessaram e foi anunciado um acordo para o fim das hostilidades.

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