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Dia de eleições presidenciais marcado por algumas filas, segurança sanitária e repetidos apelos ao voto

Candidatos presidenciais e líderes dos vários partidos políticos defenderam o combate à abstenção nestas eleições.
Lusa 24 de Janeiro de 2021 às 14:36
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Todos, sem exceção, apelaram a que os portugueses se dirijam às urnas.
A eleição para Presidente da República, que decorre este domingo em Portugal, está a ser marcada por filas em algumas secções de voto, inclusive para cumprir distância de segurança devido à covid-19, e por repetidos apelos à participação dos cidadãos.

Ao longo da manhã, candidatos presidenciais e líderes dos vários partidos políticos defenderam o combate à abstenção nestas eleições, num apelo ao voto, assegurando que estão reunidas as condições sanitárias para exercer esse direito em segurança no contexto da pandemia.

Após a abertura das mesas de voto - às 08h00 em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária -, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) verificou que em algumas zonas a descarga dos votos antecipados atrasou o início da votação, levando à formação de filas, mas sem problemas de maior e sem qualquer caso reportado de boicote, apenas algumas perturbações.

"Votar é um direito fundamental e um exercício de cidadania. Não o fazer é deixar que outros decidam o nosso futuro", disse o primeiro-ministro, António Costa, numa publicação pelas 08h15 na rede social Twitter, defendendo que a participação dos cidadãos é essencial para reforçar a democracia em Portugal.

Após ter votado, em Lisboa, António Costa reiterou o apelo ao voto, apesar de "demorar um bocadinho mais" por causa da pandemia, e agradeceu às pessoas que "estão a sacrificar o seu domingo" para assegurar o funcionamento do ato eleitoral.

Em Celorico de Basto, distrito de Braga, o Presidente da República e recandidato ao cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, votou e saudou o facto de as eleições estarem a decorrer cumprindo as regras sanitárias exigidas pela pandemia, inclusive "com paciência das pessoas onde há filas".

Entre os restantes sete candidatos presidenciais, Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda, votou em Coimbra, após 40 minutos de espera na fila, constatando que "a muita afluência e a boa organização" no processo "são dois excelentes sinais", mas aproveitou para reforçar o apelo ao voto para mostrarem "orgulho na democracia e na liberdade".

No Porto, o candidato Tiago Mayan Gonçalves, apoiado pela Iniciativa Liberal, afirmou que as escolhas que estão perante os portugueses "são importantes", apelou à participação nestas eleições presidenciais e garantiu que "votar é seguro".

Em Lisboa, o candidato João Ferreira, apoiado pelo PCP e PEV, que esperou cerca de 30 minutos na fila para votar, apelou à participação dos eleitores e considerou que o ato eleitoral está a decorrer com "segurança e tranquilidade".

O candidato Vitorino Silva votou na Junta de Freguesia de Rans, em Penafiel, distrito do Porto, mostrou-se confiante de que os portugueses vão "maciçamente" às urnas e depois se protegerão "a si e aos outros, ficando em casa".

Votando em Lisboa, o candidato André Ventura, líder do partido Chega, apelou à participação dos cidadãos nas eleições, defendendo que "a arma" a "usar é o voto" em tempos de pandemia e crise, porque "o futuro está em causa".

Dos sete candidatos presidenciais, Ana Gomes é a última a exercer o direito de voto, contando fazê-lo pelas 14h30, na Escola Secundária de Cascais.

Até às 12h00, a afluência às urnas situava-se nos 17,07%, segundo dados da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SG-MAI), que incluem a votação antecipada, este ano com mais participação do que em eleições anteriores.

Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2016, e à mesma hora, a afluência às urnas foi de 15,82%. Nessas presidenciais, a taxa de abstenção atingiu os 51,3%.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que nas eleições presidenciais de 2016, que são chamados a escolher o próximo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, existindo sete candidatos ao cargo.

Se um dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos será eleito já hoje chefe de Estado, mas caso contrário haverá uma segunda volta, a 14 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

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