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Exército transporta material vindo da China para a Reserva Estratégica de Medicamentos

Este foi o segundo avião fretado pelo Estado português para transporte de equipamento médico proveniente da China.
Lusa 12 de Abril de 2020 às 23:32
Coronavírus
Coronavírus FOTO: Reuters
O Exército português transportou este domingo para a Reserva Estratégica de Medicamentos do Ministério da Saúde 15 toneladas de equipamentos de proteção individual, oriundos da China, destinados ao combate à pandemia de covid-19, anunciou aquele ramo das Forças Armadas.

"O Exército transportou hoje, do Aeroporto de Lisboa para a Reserva Estratégica de Medicamentos do Ministério da Saúde, 15 toneladas de equipamentos de proteção individual vindos de Pequim", num avião fretado pelo Estado português, para serem usados no combate à pandemia de covid-19, refere uma nota divulgada à comunicação social.

De acordo com o comunicado, "o transporte deste material foi realizado pelo Regimento de Transportes" e o material recebido "ficará armazenado" na reserva, sediada no Laboratório Militar, e ali ficará "até à sua distribuição".

Este foi o segundo avião fretado pelo Estado português para transporte de equipamento médico proveniente da China, tendo chegado hoje a Lisboa, com 700 mil máscaras de proteção respiratória, viseiras e luvas, destinados ao Sistema Nacional de Saúde, anunciou a embaixada portuguesa.

Segundo a representação diplomática portuguesa na China, o Airbus A330-941, fretado à TAP, transportou um total de 16 toneladas de carga médica, que inclui ainda fatos de proteção, entre doações e compras do Estado português, que se destinam a equipar os hospitais para o combate contra a pandemia do novo coronavírus.

O avião partiu de madrugada de Pequim e aterrou em Lisboa esta manhã.

Na semana passada, um avião da TAP transportou 144 ventiladores, máscaras de proteção respiratória, viseiras e fatos de proteção, também destinados ao Sistema Nacional de Saúde.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 112 mil mortos e infetou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, quase 375 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 504 mortos, mais 34 do que no sábado (+7,2%), e 16.585 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 598 (+3,7%).

Dos infetados, 1.177 estão internados, 228 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 277 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril.

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