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'Jihadista' belga coordenou atentados de Bruxelas e Paris

Usama Ahmad Atar é primo dos irmãos Ibrahim e Khalid El Bakraoui.
Lusa 8 de Novembro de 2016 às 13:02
Investigadores belgas identificaram 'jihadista'
Investigadores belgas identificaram 'jihadista' FOTO: EPA

Investigadores belgas identificaram um 'jihadista' belga de origem marroquina a residir na Síria como o ou um dos presumíveis coordenadores dos atentados de Paris e de Bruxelas, segundo fontes próximas do processo citadas pela imprensa francesa.

As autoridades admitiram há vários meses haver "muito fortes indícios" do envolvimento Usama Ahmad Atar, 32 anos, nos atentados de 22 de março em Bruxelas, mas esta é a primeira vez que o relacionam com os de 13 de novembro em Paris.

Por outro lado, os investigadores sempre suspeitaram de que os ataques de Paris tinham sido coordenados por uma ou várias pessoas a partir da Síria e, agora, segundo uma das fontes, Atar "é o único coordenador identificado na Síria durante as investigações".

Outra fonte disse ao jornal Le Monde que Atar, conhecido como Abu Ahmad, recrutou, a partir da Síria, os dois iraquianos que detonaram coletes de explosivos junto a o Stade de França.

A alcunha ("kounya") Abu Ahmad, apareceu na investigação pouco tempo após os atentados de Paris, depois da detenção na Áustria do argelino Adel Haddadi e do paquistanês Mohamed Usman.

Os dois tinham desembarcado a 3 de outubro de 2015, um mês e dez dias antes dos ataques, na ilha grega de Leros, entre migrantes, juntamente com os dois iraquianos que se fizeram explodir no Stade de France.

Haddadi começou por negar, mas acabou por confessar que tinham sido incumbidos de perpetrar atentados em Paris e que um tal Abu Ahmad organizou a viagem da Síria para a Europa.

Em fotos mostradas pelos interrogadores, Haddadi considerou provável que Usama Atar seja Abu Ahmad, segundo uma das fontes.

Usama Ahmad Atar é primo dos irmãos Ibrahim e Khalid El Bakraoui, que se fizeram explodir no aeroporto e na estação de metro da capital belga.

O 'jihadista' é também irmão de Yassine Atar, detido cinco dias depois como suspeito de preparar um atentado contra a "Marcha contra o medo", anulada por essa razão, e primo de Jawad Benhattal e sobrinho de Moustapha Benhattal, detidos a 18 de junho por suspeita de prepararem um ataque durante o jogo Bélgica-Irlanda do campeonato europeu de futebol.

Era conhecido da polícia desde 2012, quando regressou à Bélgica depois de quase nove anos de prisão no Iraque, onde passou nomeadamente por Camp Bucca, a prisão norte-americana considerada o "berço" do grupo extremista Estado Islâmico, onde conheceu Abu Bakr al-Baghdadi, o líder do grupo 'jihadista'.

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