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Correio da Manhã

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"Não é patriótico" criticar dados da DGS, diz Graça Freitas

Diretora-geral da Saúde criticou no parlamento as informações que "não são 100% corretas".
SÁBADO 30 de Setembro de 2020 às 13:38
Graça Freitas
Graça Freitas FOTO: Manuel de Almeida / Lusa

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, mostrou-se esta quarta-feira desiludida com a informação divulgada sobre a Covid-19 por deputados, como informações erradas e números contraditórios. No parlamento, a responsável da DGS indicou mesmo que "até nem é patriótico" criticar o sistema usado para divulgar os números do novo coronavírus em Portugal.

A crítica de Graça Freitas surgiu após denúncias de números diferentes de casos, mortes e casos ativos consoante as entidades. "Fizemos um longo percurso em oito meses. Nenhum país estava preparado para uma catástrofe destas dimensões. É tudo aos milhões, só testes são mais de dois milhões", afirmou a diretora-geral de Saúde, acrescentando que uma coisa são os dados do boletim da DGS, e outra são dados de outras entidades, que "não são finos" e cuja informação "não é 100% correta".

A falar na Comissão Parlamentar de Saúde, numa audição em conjunto com a Comissão de Trabalho e Segurança Social, Graça Freitas diz que o resultado da informação prestada pela DGS é "robusto" e que não se deve dizer que esta não é boa.

"Creio que me deito todos os dias tranquila em relação à informação. Em cada momento, a DGS [conta com] as pessoas que alimentam o sistema de informação — sejam professores, médicos, laboratórios públicos, privados ou da academia, porque são eles que sabem em primeira mão e reportam. O que não é reportado e notificado não pode ser apanhado por nenhum radar ou sensor. É altura de deixarmos de pôr o país nas bocas do mundo, dizendo que a informação não é boa. Isso até nem é patriótico. Na defesa do nosso país temos de lutar por aquilo que é nosso, e estamos a informar bem", disse.

A responsável da DGS apontou mesmo que Portugal é, "se calhar, o único país" da Europa que não interrompeu a divulgação de dados diários a entidades europeias: "Vejo-os todos os dias e todos os dias falta um [país]. Nós mandamos todos os dias. Agora, o nosso radar é periférico, são as pessoas que reportam essa informação. Agradecia que de uma vez por todas não se dissesse constantemente que Portugal tem um péssimo sistema de informação. Não é verdade. É robusto, não é perfeito, mas é bom. É bastante bom mesmo."

A responsável foi ouvida no âmbito de um requerimento do CDS-PP sobre os vários surtos que, desde o início da pandemia, se vêm registando em lares, cujo caso mais grave ocorreu numa estrutura de Reguengos de Monsaraz.

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