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Prisão preventiva para detidos de rede internacional de falsificação de documentos

Entre os documentos falsos apreendidos estão passaportes, cartas de condução, títulos de residência e cartões do cidadão.
Lusa 29 de Setembro de 2020 às 18:21
SEF
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As duas pessoas detidas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na operação que desmantelou em Lisboa uma rede internacional de falsificação de documentos ficaram em prisão preventiva, disse esta terça-feira à Lusa fonte daquele serviço de segurança.

Segundo o SEF, os dois detidos, um homem e uma mulher, são suspeitos dos crimes de falsificação e contrafação de milhares de documentos e outros crimes informáticos.

Em conferência de imprensa, a diretora nacional do SEF, Cristina Gatões, disse que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras realizou, na segunda-feira na zona de Lisboa, uma operação que permitiu o desmantelamento de uma rede internacional de falsificação de documentos e apreensão, na residência dos detidos, de centenas de documentos falsos, computadores da "mais moderna tecnologia que permitia uma produção contínua" e impressoras de alta qualidade.

Entre os documentos falsos apreendidos estão passaportes, cartas de condução, títulos de residência e cartões do cidadão.

Cristina Gatões avançou que os documentos falsificados por esta rede são "de elevada qualidade" e que "passam facilmente por qualquer entidade privada ou pública".

A mesma responsável explicou que esta operação decorreu de uma investigação que dura há dois anos e foi iniciada no Reino Unido pela Europol "a uma complexa e furtiva rede internacional que recorria à darkweb para vender diversos tipos de documentos de identificação, incluindo passaportes portugueses e de vários países europeus, americanos e árabes".

Segundo a diretora nacional do SEF, esta rede atuava em diversos países europeus e da América do Sul, movimentava "significativas quantias de dinheiro sob a forma de criptomoedas", o que permitia obter "avultado lucro" e "tecnologia de ponta para a elaboração de milhares de documentos falsos de elevada qualidade".

Durante a investigação, os inspetores do SEF conseguiram apurar que a documentação fraudulenta era comercializada online e era remetida via postal para países como o Reino Unido, França, Irlanda, Luxemburgo, Portugal, Holanda, Brasil e Estados Unidos, frisou.

Cristina Gatões disse também que os documentos são maioritariamente constituídos por passaportes portugueses, cartas de condução e outros documentos de identificação europeus que eram transacionados em 'bitcoins' no valor de 10 mil euros.

Segundo o SEF, a rede atuava em vários países, mas tinha o laboratório em Portugal.

Os dois detidos, residiam entre Portugal e o Reino Unido, estando o homem no país desde novembro de 2019 e a mulher desde agosto.

A diretora nacional do SEF disse ainda que a investigação vai continuar.

A operação decorreu em colaboração com as autoridades inglesas, Europol e polícia brasileira.

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