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Ponte D. Luís I no Porto encerrada e lojas de conveniência fechadas mais cedo no São João para "que todos festejem em casa"

Autarcas do Porto e Gaia unem-se para consolidar estratégia.
Lusa 17 de Junho de 2020 às 17:58
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
Festas de São João no Porto em 2019
O encerramento na noite de São João da ponte D. Luís I é uma das medidas tomadas pelas câmaras do Porto e de Vila Nova de Gaia para uma noite que habitualmente leva milhares à rua, foi hoje anunciado.

Em nota publicada no seu 'site' oficial, a câmara do Porto indica que ficou decidida "a interdição da ponte Luís I [que faz a travessia sobre o rio Douro], tanto para circulação automóvel como pedonal em ambos os tabuleiros".

Na noite do dia 23 de junho, terça-feira da próxima semana, também as lojas de conveniência e dos serviços de transportes encerrarão mais cedo.

Estas são medidas anunciadas esta tarde, após uma reunião que serviu para "consolidar os procedimentos a assumir quanto à noite de São João" que juntou os presidentes da câmara do Porto e de Vila Nova de Gaia, e os responsáveis pela PSP, Polícia Municipal, Proteção Civil Municipal, Comboios de Portugal (CP), Metro do Porto e Sociedade Transportes Coletivos do Porto (STCP).

"As cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia têm tido notificações residuais de casos de covid-19, desde o início do mês de junho, estando o município do Porto há 12 dias sem qualquer caso reportado nos boletins da DGS [Direção-Geral da Saúde]", lê-se na publicação da autarquia liderada pelo independente Rui Moreira.

O anúncio de medidas concretas para a noite de São João, que habitualmente leva milhares às ruas do Porto e de Vila Nova de Gaia, concelhos que tradicionalmente dividem a sua organização, surge depois de a 04 de abril, no mesmo dia em que Lisboa avançou com o cancelamento das festas de Santo António, ter sido tornado público que também os festejos são-joaninos estavam cancelados.

No anúncio de hoje, as câmaras do Porto e de Gaia reafirmam que "todas as festividades oficiais do São João" estão canceladas, nomeadamente concertos e o fogo-de-artifício tradicional no rio Douro.

Ainda de acordo com a nota publicada na página camarária, a empresa Metro do Porto "concordou também em terminar a sua operação mais cedo do que o normal na noite do dia 23", enquanto a CP está "a estudar a supressão de serviço entre as estações de Campanhã e São Bento no período noturno" e a STCP "a avaliar a supressão das linhas da rede de madrugada para desincentivar os movimentos pendulares".

Já a Câmara do Porto avança que determinou "o encerramento efetivo, sem permanência de clientes no seu interior", de estabelecimentos de restauração e bebidas a partir das 23:00 e de outros estabelecimentos de venda de bebidas para o exterior, medida na qual se incluem cafés, pastelarias, lojas de conveniência e outros estabelecimentos comerciais de atividade similar, essas a partir das 19:00.

"A Câmara do Porto já tem na rua, desde hoje, uma campanha publicitária apelando a comportamentos responsáveis na noite de São João, como aliás, os recentes Conselhos Municipais de Segurança e Economia tinham desafiado o município a fazer. Da realização dos Conselhos Municipais, realizados na passada semana no Teatro Rivoli, e da reunião de hoje, convocada por Rui Moreira, resultou também o reforço de ações de fiscalização, patrulhamento e gestão de limpeza urbana, por forma a eliminar precocemente quaisquer focos de potencial infeção", lê-se ainda na nota.

Na segunda-feira, também o autarca de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, em declarações aos jornalistas após uma reunião de vereação, fez um apelo a que "todos festejem em casa e quem vá a restaurantes ou esplanadas cumpra as regras".

O autarca contou, ainda, que a Câmara de Vila Nova de Gaia vai distribuir manjericos pelas escolas que estão abertas devido às aulas presenciais do 11.º e 12.º anos, bem como infantários e instituições particulares de solidariedade social, hospital e juntas de freguesia em jeito de "ação de sensibilização, mas também de simbolismo".

"É importante que se perceba que isto [pandemia] ainda não acabou, mas temos a noção de que as pessoas estão cansadas e vivem muito estas datas. Mas na noite [de São João] vamos exigir disciplina. A polícia andará na rua a fiscalizar", disse Eduardo Vítor Rodrigues.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 443 mil mortos, incluindo 1.523 em Portugal.
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