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Correio da Manhã

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Sócrates pede respeito pelas medidas do Governo

O primeiro-ministro José Sócrates pediu aos agentes da justiça "respeito" pelas medidas do Governo mas optou por não comentar as declarações proferidas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Nunes da Cruz, na quinta-feira.
25 de Novembro de 2005 às 16:34
“Eu tenho muito respeito pelo Supremo Tribunal de Justiça e é por isso que não comento essas afirmações”, disse José Sócrates à margem da sessão pública de balanço sobre os programas INOVJovem e o INOVContacto.
Na sua intervenção durante o VII Congresso dos Juízes Portugueses, Nunes da Cruz teceu duras críticas ao Executivo pela sua actuação em relação ao sector da justiça. O presidente do STJ acusou o Governo de não falar verdade aos portugueses quando se pronuncia sobre os supostos privilégios dos juízes.
Confrontado com a posição de Nunes da Cruz, o primeiro-ministro frisou que o seu ponto der vista é aquele que está no programa do Governo. “Nós temos o dever de melhorar a justiça e o Governo não desistirá com esse compromisso que tem para com os portugueses”, disse. “Respeito quem discorda do Governo. O que peço aqueles que discordam do Governo é que respeitem a posição do Governo. (...) Ninguém precisa a de insultar ninguém apenas porque discorda”, concluiu.
BAPTISTA COELHO ACONSELHA SÓCRATES
O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) aconselhou hoje o primeiro-ministro a ler as afirmações do Presidente da República, no congresso dos juízes, antes de tecer comentários sobre a magistratura.
Confrontado com as afirmações de José Sócrates que hoje, em Lisboa, pediu aos agentes da justiça "respeito" pelas medidas do Governo, Alexandre Baptista Coelho escudou-se no discurso de Jorge Sampaio e aconselhou o primeiro-ministro a debruçar-se sobre as opiniões deste e só depois tecer comentários.
"As afirmações do primeiro-ministro [em que pede respeito ao poder judicial] são reversíveis. Este também pode exigir respeito ao poder político relativamente à magistratura", disse Baptista Coelho, questionando de onde partiram as hostilidades.
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