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Voos provenientes de zonas afetadas por coronavírus suspensos no aeródromo de Tires

Aulas em todas as escolas de voo estão suspensas presencialmente.
Lusa 14 de Março de 2020 às 07:47
Aérodromo de Tires
Aérodromo de Tires FOTO: Tiago Petinga / LUSA
Os voos provenientes das zonas mais afetadas pelo novo coronavírus foram suspensos no aeródromo de Tires e todas as escolas desta infraestrutura aeroportuária deixaram de ter aulas presenciais, segundo a Câmara Municipal de Cascais.

Numa nota enviada à agência Lusa, a autarquia, que gere esta infraestrutura aeroportuária, adiantou que foram suspensos por instruções da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) na quarta-feira e até dia 24 todos os voos provenientes das zonas mais afetadas, independentemente de serem provenientes do espaço Schengen ou não.

"Nos restantes voos oriundos de países do espaço Schengen não há rastreio aos passageiros. Esta é uma medida da responsabilidade do Governo e da Direção-Geral da saúde", indica a autarquia.

No entanto, a Câmara de Cascais esclarece que o aeródromo faz o rastreio do voo, origem e destino, caso haja alguma irregularidade ou suspeita.

Na nota, a autarquia adianta também que as aulas em todas as escolas de voo estão suspensas presencialmente.

Os aviões de instrução, segundo a câmara, são desinfetados entre voos e diminuíram substancialmente.

A autarquia informa também que a "SevenAir, operadora responsável pela carreira regular regional, está a oferecer viagens gratuitas a todos os médicos e enfermeiros que prestem serviços nas regiões onde é necessária a sua presença no âmbito da pandemia (Bragança, Vila Real, Viseu, Portimão, etc)".

No âmbito da prevenção da Covid-19, foi também feito um reforço do acesso restrito e muito condicionado á sala de operações e torre de controlo aéreo.

A câmara salienta ainda que o Aeródromo Municipal de Cascais, também conhecido como Aeroporto de Cascais e Aeródromo de Tires, destina-se à aviação executiva e regional, ou seja, tem um número reduzido de passageiros.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.300 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 140 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou na sexta-feira o número de infetados, que registou o maior aumento num dia (34), ao passar de 78 para 112, dos quais 107 estão internados.

A região Norte continua a ter o maior número de casos confirmados (53), seguida da Grande Lisboa, cujo registo duplicou para 46, enquanto as regiões Centro e do Algarve têm cada uma seis casos confirmados. Além destas há um caso assinalado pela DGS no estrangeiro.

Na quinta-feira, o Governo anunciou que as escolas de todos os graus de ensino vão suspender todas as atividades letivas presenciais a partir de segunda-feira, devido ao surto de Covid-19.

Várias universidades e outras escolas já tinham decidido suspender as atividades letivas.

O Governo decidiu também declarar o estado de alerta em todo o país, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

A restrição de funcionamento de discotecas e similares, a proibição do desembarque de passageiros de navios de cruzeiro, exceto dos residentes em Portugal, a suspensão de visitas a lares em todo o território nacional e o estabelecimento de limitações de frequência nos centros comerciais e supermercados para assegurar possibilidade de manter distância de segurança foram outras das medidas aprovadas.

Já tinham sido tomadas outras medidas em Portugal para conter a pandemia, como a suspensão das ligações aéreas com a Itália.

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