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Correio da Manhã

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Comércio na Baixa-Chiado deixa de ser sonho e volta a ser realidade

ADBP distribui kits de proteção às empresas da Baixa-Chiado incentivando os consumidores a regressar às lojas
22 de Maio de 2020 às 12:59

O que nos últimos dois meses foi um sonho, desde segunda-feira, voltou a ser a realidade. Descer do Chiado pela Rua do Carmo, ir até ao Rossio, ver as montras, beber um café e aproveitar a luz de Lisboa. Tudo isto é novamente possível, pois há uma nova fase de abertura do comércio e já se pode, desde que com todos os cuidados, voltar sem medo às lojas.

Está-se a falar de lojas que são um património vivo. Livrarias, drogarias, farmácias, retrosarias, antiquários. Lojas com História que merecem bem uma visita por causa dos seus inúmeros produtos e para quem tem saudades de ver, cheirar e sentir o que é bom e levar para casa.

Para proporcionar estas sensações aos consumidores e tê-los de volta, os lojistas tomaram todas as medidas necessárias com máscaras, gel desinfetante e produtos de limpeza. Foi feita a higienização dos espaços e está garantida a limpeza regular. É muito importante manter vivas as lojas e o comércio, mas sobretudo a segurança de todos, sejam funcionários ou clientes.

Neste contexto, a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP) organizou na segunda-feira, dia 18 de Maio, uma iniciativa de distribuição de kits de proteção compostos por máscaras, luvas e gel desinfetante aos lojistas da Baixa Pombalina e do Chiado. "O objetivo é o de incentivar e sensibilizar as empresas da Baixa-Chiado para as boas práticas de segurança e saúde pública que deveremos ter nestes tempos de covid-19", começa por explicar Manuel Lopes, presidente da ADBP.

Para a ADBP é fundamental minimizar os riscos. E o seu responsável acredita que quem tem negócios na área está consciente das questões de segurança e de saúde pública. "Estão preparados e adotaram os guias de boas práticas, nomeadamente, o estabelecido entre a DGS e a CCP – Confederação do Comércio de Portugal, pelo que será seguro para os consumidores comprar no comércio local e nos serviços da zona comercial." 80% das empresas estiveram encerradas O impacto na economia deste surto de covid-19 tem sido violento. No caso das atividades comerciais estabelecidas na Baixa e no Chiado, Manuel Lopes fala mesmo em "perdas brutais".

"De acordo com um inquérito por nós realizado no final de abril, 80% das empresas estiveram totalmente encerradas. Ora, à perda total de atividade em abril, alia-se o facto de em março ter havido uma redução muito acentuada, em virtude da crise do turismo que já então se vivia."

Assim, não surpreende que haja lojas que não voltem a abrir portas. "Infelizmente, cremos que isso venha a suceder. O tecido empresarial da Baixa e do Chiado tem uma densidade muito grande de PME e receamos que, por razões diferentes, muitas delas não tenham resistido a esta crise." O trabalho da autarquia Questionado sobre as medidas de apoio que a autarquia ativou para ajudar os comerciantes da capital, responde que, "apesar da boa vontade do executivo da CML, as medidas de apoio que foram publicamente apresentadas até agora são bastante escassas, face ao momento que se vive". "À semelhança de outras associações congéneres da Área Metropolitana de Lisboa, vamos propor à Assembleia Municipal de Lisboa e à Câmara a isenção de todas as taxas de ocupação do espaço público, reclamos luminosos e outras, durante os anos económicos de 2020 e 2021. Trata-se de uma medida simples e sem custos para o erário público e que irá ajudar um pouco as empresas", explica.

Registe-se que para quem vive longe da Baixa ou ainda não pode sair da sua casa, pode fazer compras online no site:

www.baixachiadonline.com

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