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Correio da Manhã

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Município da Sertã produz Viseiras

Economia local no combate pandemia
23 de Abril de 2020 às 14:46

No esforço de combate ao novo coronavírus, o Centro de Inovação e Competências da Floresta da Sertã começo a produzir material médico de proteção pessoal.

Em menos de um mês produzimos aproximadamente 300 viseiras que serão  entregues aos profissionais da linha da frente, ou seja "ao centro de saúde, bombeiros da Sertã e de Cernache do Bonjardim e também para o Destacamento Territorial da Sertã da GNR", disse à Rádio Condestável Paulo Farinha Luís, presidente do SerQ.

No caso da GNR "falta só o elástico para as podermos entregar, as outras já foram entregues", acrescentou. Estas foram assim as primeiras instituições a receber as viseiras, "provavelmente os próximos lotes serão para entregar a IPSSs do concelho", informou. "Quem nos pedir e fizer sentido, nós produzimos e oferecemos", garantiu ainda Paulo Luís, deixando presente que esta é "uma contribuição pequena, mas é a possível, tendo em conta o que está ao nosso alcance e os equipamentos que temos".

Estas viseiras "protegem a pessoa que está a prestar o auxílio, mas também protege todos os outros", descreveu, e estão a ser produzidas no FabLab do centro, vocacionado para a produção de protótipos para a indústria, mas que nestes novos tempos de combate à pandemia também se adaptou.

Este trabalho não se esgota e enquanto a sociedade precisar destes materiais de proteção individual o SerQ está disponível para produzir, olhando até para outras áreas da sociedade onde este tipo de material poderá ser necessário, nomeadamente a comunicação social ou os professores. Trata-se "de ajudarmos quem nos ajuda porque todas estas pessoas contribuem para que as instituições funcionem. Queremos ajudar", vincou.

Este não tem sido um trabalho isolado. O Serq tem contado com outros parceiros que se disponibilizaram para colaborar, como por exemplo a cedência do elástico. "A Textilar não autorizou que pagássemos o elástico. Os primeiros PVCs que utilizámos para produzir as primeiras viseiras foram oferta da Carbus e do Nuno Melo", desvendou ainda Paulo Farinha Luís, ciente de que "quando percebem que estamos a ajudar, os sertaginenses ajudam-nos a ajudar. A maior parte dos materiais chegam-nos a custo zero", reforçou.

Este esforço estende-se ainda aos colaboradores do SerQ, os quais conseguem manter as máquinas a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, seja "fins-de-semana, feriados e até no domingo de Páscoa, dia em que a máquina esteve a imprimir", sublinhou.

SOBRE A SERTÃ
O concelho de Sertã, do distrito de Castelo Branco, em Portugal, ocupa uma área de 446,6 km2 e abrange 14 freguesias: Cabeçudo, Carvalhal, Castelo, Cernache do Bonjardim, Cumeada, Ermida, Figueiredo, Marmeleiro, Nesperal, Palhais, Pedrógão Pequeno, Sertã, Troviscal e Várzea dos Cavaleiros.

Os recursos hídricos de maior importância são o rio Zêzere, que nasce na serra da Estrela e é considerado o segundo maior rio que nasce em território português (200 km de percurso), a ribeira de Sertã e a barragem do Cabril, com 136 m de altura, em funcionamento desde 1954.
O edificado estende-se pelas vertentes da serra de Alvéolos (1084 m), ficando bem no alto da referida serra a freguesia de Pedrógão Pequeno.

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