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Correio da Manhã

Cultura
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2017 foi bom para a venda de livros "mas crise ainda não foi superada”

Publicação da obra de Saramago ficará completa neste ano.
Ana Maria Ribeiro 11 de Janeiro de 2018 às 01:30
José Saramago
Livros
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"O ano de 2017 foi bom para o grupo, mas ainda não se nota uma subida acentuada nas vendas", disse esta quarta-feira o editor Manuel Valente, da Porto Editora, na apresentação das novidades do grupo para o primeiro semestre de 2018. "A economia e o consumo estão a crescer, mas no setor do livro essa recuperação não é tão nítida e a crise ainda não foi superada", revelou.

No ano em que se assinala o 20º aniversário da atribuição do Prémio Nobel a José Saramago, a editora vai terminar a publicação da obra completa do escritor, mas também vai lançar a poesia completa de Luís Filipe Castro Mendes, atual ministro da Cultura, e juntar mais três nomes ao seu catálogo. Inês Pedrosa, Jacinto Lucas Pires e Julieta Monginho passam a publicar na Porto.

A publicação do ‘Diário Russo’, de John Steinbeck, com fotografias de Robert Capa, inédito em Portugal, é outra das novidades da Porto Editora para os próximos seis meses.

E se para um grande grupo as coisas não estão fáceis, Manuel S. Fonseca, da Guerra & Paz, diz que para as pequenas editoras também não. Embora esteja otimista. "Temos uma grande coleção de clássicos, que têm bastante retorno porque todas as pessoas a querem ter em casa", disse ao CM.

"Em termos de negócio, estes dois últimos anos têm sido bons, no sentido em que a empresa se equilibra. Claro que queremos crescer, mas temos um grande inimigo: é o tempo. As pessoas já não têm tempo para ler", conclui.
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