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Correio da Manhã

Cultura
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O adeus emocionado à atriz Carmen Dolores

Medidas restritivas devido à Covid-19 acabaram por ditar um velório muito discreto e reservado.
Miguel Azevedo 20 de Fevereiro de 2021 às 09:26
O corpo de Carmen Dolores no momento em que deixou a igreja em direção ao Cemitério do Lumiar
Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente
Diogo Infante (ator)
João Lourenço (encenador)
Manuela Maria (atriz) 6 Rui Veres (filho de Carmen Dolores)
 A homenagem da Presidência
Adeus emocionado a Carmen Dolores
O corpo de Carmen Dolores no momento em que deixou a igreja em direção ao Cemitério do Lumiar
Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente
Diogo Infante (ator)
João Lourenço (encenador)
Manuela Maria (atriz) 6 Rui Veres (filho de Carmen Dolores)
 A homenagem da Presidência
Adeus emocionado a Carmen Dolores
O corpo de Carmen Dolores no momento em que deixou a igreja em direção ao Cemitério do Lumiar
Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente
Diogo Infante (ator)
João Lourenço (encenador)
Manuela Maria (atriz) 6 Rui Veres (filho de Carmen Dolores)
 A homenagem da Presidência
Adeus emocionado a Carmen Dolores
Uma mulher feliz, sempre nova, solidária e livre.” Foi com estas palavras que Marcelo Rebelo de Sousa se referiu ontem a Carmen Dolores, quatro dias depois da morte da atriz, aos 96 anos. O Presidente da Republica passou pelo velório da artista, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, para prestar a sua última homenagem e até acabou a recordar-se da sua própria infância. “Lembro-me muito bem do meu tempo de criança nos anos 60 e daquela voz linda que ouvia na rádio”, disse o chefe de Estado, referindo-se ao início da carreira de Carmen Dolores, que arrancou no Rádio Clube Português (RCP) em teatro radiofónico. Marcelo recordou ainda uma mulher que “na viragem da ditadura para a democracia foi serenamente livre e solidária”. E também “uma mulher feliz”, quando a condecorou em 2018 com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

O corpo de Carmen Dolores esteve durante a manhã em câmara ardente. Ao início da tarde teve lugar uma missa em sua memória. Daí, o corpo foi transportado para o Cemitério do Lumiar, também na capital.

O último adeus àquela que é um dos maiores ícones do teatro nacional acabou, no entanto, por decorrer de forma muito discreta e reservada (só amigos próximos e familiares, entre eles o filho Rui Veres), tendo em conta as restrições impostas a cerimónias fúnebres pelo atual estado de emergência.

Entre os poucos amigos que marcaram presença no derradeiro adeus estiveram o encenador João Lourenço e os também atores Diogo Infante e Manuela Maria. “Era uma pessoa extraordinária, daquelas que fazia tudo bem”, começou por recordar a amiga, destacando o trabalho “incansável” que Carmen teve na construção da Casa do Artista, Lisboa. Já João Lourenço, que encenou a última peça de Carmen, em 2005, sublinhou “uma pessoa que gostava de estar ao pé de quem precisava” e “que era na vida aquilo que era no palco”.
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