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Correio da Manhã

Cultura

"Ajudou a definir a cultura": As reações à morte de Jorge Salavisa, ex-diretor da CNB

Ministra da Cultura, Presidente da República, António Costa e Ferro Rodrigues recordam coreógrafo e bailarino.
Lusa 28 de Setembro de 2020 às 16:03
Jorge Salavisa
Jorge Salavisa FOTO: Direitos Reservados / Facebook
O bailarino e coreógrafo Jorge Salavisa, que dirigiu o Ballet Gulbenkian e a Companhia Nacional de Bailado (CNB), morreu hoje, aos 81 anos, confirmou à agência Lusa fonte oficial da CNB.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamentou esta segunda-feira a morte do bailarino, que classificou como um homem "que ajudou a definir a cultura em Portugal".

"A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta a morte do bailarino, professor e diretor artístico Jorge Salavisa, nome maior da dança contemporânea, tanto nacional como internacionalmente, e um homem que ajudou a definir a cultura em Portugal", pode ler-se numa mensagem publicada na rede social Twitter pelo Ministério da Cultura.

Numa nota de pesar posterior, o Governo salienta que "ao longo das décadas, Jorge Salavisa ajudou a escrever a história da dança em Portugal, seja como bailarino, seja como professor de gerações de bailarinos ou diretor artístico".

"O que a dança contemporânea é, hoje, em Portugal, tem o cunho muito particular deste artista e pedagogo exemplar. O seu papel à frente do Ballet Gulbenkian e da Companhia Nacional de Bailado fizeram de Portugal um país pioneiro na relação entre coreógrafos, bailarinos e público", acrescentou o Ministério da Cultura.

Para Graça Fonseca, deve-se a Jorge Salavisa "uma história muito completa da diversidade e, a partir daí, a atividade dos artistas portugueses que, pela sua mão, encontraram sempre as condições para se poderem afirmar".

Marcelo Rebelo de Sousa: "professor tão exigente quanto generoso"
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enalteceu a memória de Jorge Salavisa, recordando-o como um "professor tão exigente quanto generoso" cuja missão de formação nunca seria terminada.

"Despedimo-nos hoje, já com saudade, de um homem invulgar, um bailarino virtuoso, um professor tão exigente quanto generoso, que ajudou a formar e deu palco aos mais talentosos bailarinos portugueses. Elevar o ballet nacional a um nível superior, aberto, tangível, ao alcance de todos: foi este o seu maior propósito - 'um sonho', assim definia Jorge Salavisa a sua missão, nunca impossível, nunca terminada", pode ler-se na mensagem publicada na página da Presidência da República.

O chefe de Estado salienta que recebeu a notícia da morte de Salavisa, aos 81 anos, com "profunda tristeza" e envia condolências a família e amigos.

António Costa: "Figura de referência da dança em Portugal"
Numa mensagem publicada hoje no Twitter, António Costa fala numa "figura de referência da dança em Portugal. Bailarino", que "teve um papel renovador no Ballet Gulbenkian, abrindo caminho a muitos talentos".

"A nossa gratidão por uma vida inteira dedicada à cultura", lê-se na mensagem.




Ferro Rodrigues: "O nome mais importante da dança em Portugal"
O presidente da Assembleia da República afirmou hoje ter recebido "com muita tristeza" a notícia da morte do bailarino e coreógrafo Jorge Salavisa, considerando que é "consensualmente o nome mais importante da dança em Portugal".

"Recebo, com muita tristeza, a notícia do falecimento de Jorge Salavisa, aos 81 anos. Bailarino, coreógrafo, diretor, Jorge Salavisa foi (e será), consensualmente, o nome mais importante da dança em Portugal e uma das figuras maiores do bailado mundial", escreveu Ferro Rodrigues, numa mensagem enviada à agência Lusa. Na nota, o presidente da Assembleia da República salientou que "são inúmeras" as homenagens que Jorge Salavisa recebeu em vida, destacando-se a de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1996, o Prémio Bordalo da Imprensa para o Bailado, em 1999, ou a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro da Câmara Municipal de Lisboa, em 2007, pela sua notável carreira.

"Em todos os locais por onde passou, Jorge Salavisa deixou uma marca profunda, de dedicação e entrega, própria do génio discreto, tímido e reservado que sempre foi. O desaparecimento do Príncipe Salavisa - como foi bem retratado na peça XTRÒRDINÁRIO, pelo Teatro Praga, por ocasião dos 125 Anos dos São Luiz Teatro Municipal, de que foi Diretor Artístico entre 2002 e 2010 e que conseguiu colocar no roteiro internacional - constitui uma enorme perda para Portugal", acrescentou Ferro Rodrigues.
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