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Correio da Manhã

Cultura
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António Zambujo: "Nunca me descolo das minhas origens"

Cantor lança álbum mais longe do fado e mais próximo das suas influências anglo-saxónicas.
Miguel Azevedo 17 de Novembro de 2018 às 01:30
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo na festa Os Melhores Anos
António Zambujo na festa Os Melhores Anos
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo lançou, em 2016, o disco ‘Até pensei que fosse  minha’
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo na festa Os Melhores Anos
António Zambujo na festa Os Melhores Anos
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo lançou, em 2016, o disco ‘Até pensei que fosse  minha’
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo na festa Os Melhores Anos
António Zambujo na festa Os Melhores Anos
António Zambujo
António Zambujo
António Zambujo lançou, em 2016, o disco ‘Até pensei que fosse  minha’
E ao sétimo disco de originais, António Zambujo decidiu virar-se do avesso. O novo disco, assim mesmo intitulado 'Do Avesso', é o mais arriscado e ambicioso, mas também o mais belo do cantor. Há orquestra, há influências anglo-saxónicas de Tom Waits a Beatles, há amigos de longa data e amigos novos.

"Este é um disco que supera as minhas expectativas", começa por dizer o cantor que, embora mais afastado do fado tradicional, continua com as suas raízes à flor da pele. "Há aqui influências que se evidenciam mais, mas o resto está lá como o fado e a música tradicional quanto mais não seja pela maneira de eu cantar. A forma como os velhotes cantavam lá na taberna do Sintra está muito presente. Aí estão as minhas origens e daí eu nunca me descolo."

Com 14 novos temas, 'Do Avesso' é um disco quase cinematográfico, fruto da inquietação de um músico que faz questão de seguir o instinto e cumprir apenas a sua vontade. "Nunca faço nada a pensar no público", diz, entre risos. "Tudo o que faço é puro egoísmo. Claro que tenho sempre a esperança de que as pessoas gostem, mas na altura em que estou a fazer música é exclusivamente para mim." O novo trabalho, a editar sexta-feira, conta com canções da autoria de Miguel Araújo, Jorge Drexler, Luísa Sobral, João Monge, Márcia e Aldina Duarte, entre muitos outros.

PERFIL
António Zambujo nasceu em Beja, a 19 de Setembro de 1975. Cresceu a ouvir cante alentejano, Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Max. Aos oito anos, começou a estudar clarinete e, aos 16, ganhou um concurso para jovens fadistas. Já em Lisboa juntou-se ao Clube de Fado e fez parte do musical 'Amália', de Filipe La Féria. Editou o primeiro disco, 'O Meu Fado', em 2002. Há dois anos, gravou um álbum de tributo a Chico Buarque.
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