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Correio da Manhã

Cultura

Assédio a voz dos UHF chega ao grande ecrã

Obra em que António Manuel Ribeiro recorda como foi perseguido por fã será adaptada por Jorge Paixão da Costa.
Ana Maria Ribeiro 1 de Abril de 2018 às 01:30
José Jorge Letria e o músico dos UHF António Manuel Ribeiro
António Manuel Ribeiro fundou os UHF em Almada em 1978
António Manuel Ribeiro
José Jorge Letria e o músico dos UHF António Manuel Ribeiro
António Manuel Ribeiro fundou os UHF em Almada em 1978
António Manuel Ribeiro
José Jorge Letria e o músico dos UHF António Manuel Ribeiro
António Manuel Ribeiro fundou os UHF em Almada em 1978
António Manuel Ribeiro
Durante dez anos, António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF, foi perseguido por uma fã. O caso de assédio, que acabou no tribunal, foi contado em livro e agora vai ser filme. José Jorge Letria pegou na obra ‘És Meu, Disse Ela’ (editado pela Guerra e Paz no início deste ano) e entregou-a a Jorge Paixão da Costa. Disse-lhe que tinha "potencial cinematográfico". O realizador concordou.

"Eu não conhecia o António Manuel Ribeiro, mas gostei muito do livro e considero que tem um tema muito atual. O assédio tem provocado muitas depressões e forçado mudanças dramáticas na vida de muita gente", diz o realizador, que estreia outro filme (‘Soldado Milhões’) no próximo dia 12. "Falei com o autor e com o editor, que concordaram com a adaptação, e vamos avançar", conta.

Jorge Paixão da Costa diz que o argumento – que vai escrever a quatro mãos com José Jorge Letria – só começará a ser preparado depois de ter encontrado "a alma do filme". "Quero que seja uma coisa forte", diz ao CM.

"Não quero fazer um filme elitista mas algo que seja abrangente em termos de público. E quero que os espectadores sintam, na pele, o que é, realmente, ser-se perseguido", explica.

Depois, admite concorrer aos apoios do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual. "Agora, felizmente, há outras formas de financiamento. Rodei ‘Jacinta’ com o apoio do Fundo de Televisão, por exemplo", explica.

"Se o filme tiver alma, acho que o dinheiro não vai faltar", conclui Jorge Paixão da Costa.
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