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Correio da Manhã

Cultura
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Atrizes nos Césares viram costas a Polanski

Atriz abandonou a sala, o júri da Academia Francesa de Cinema demitiu-se e houve violência na rua.
João Bénard Garcia 1 de Março de 2020 às 09:34
Roman Polanski, de 86 anos, voltou a não participar na entrega dos prémios
Adèle Haenel foi a atriz que liderou o protesto dentro da sala, abandonando-a, sendo seguida por dezenas de pessoas
Mulheres do movimento #NousToutes protestaram contra nomeação e vitória de Polanski nos Césares
A polícia teve de lançar gás lacrimogéneo para afastar os manifestantes
Roman Polanski, de 86 anos, voltou a não participar na entrega dos prémios
Adèle Haenel foi a atriz que liderou o protesto dentro da sala, abandonando-a, sendo seguida por dezenas de pessoas
Mulheres do movimento #NousToutes protestaram contra nomeação e vitória de Polanski nos Césares
A polícia teve de lançar gás lacrimogéneo para afastar os manifestantes
Roman Polanski, de 86 anos, voltou a não participar na entrega dos prémios
Adèle Haenel foi a atriz que liderou o protesto dentro da sala, abandonando-a, sendo seguida por dezenas de pessoas
Mulheres do movimento #NousToutes protestaram contra nomeação e vitória de Polanski nos Césares
A polícia teve de lançar gás lacrimogéneo para afastar os manifestantes
A edição de 2020 dos prémios César, os ‘Óscares do cinema francês’, que se realizou sexta-feira à noite em Paris, ficou marcada por várias polémicas. O grande vencedor da noite foi o cineasta Roman Polanski, de 86 anos, que é acusado de vários crimes de violência sexual, nos EUA, desde 1977. Só a menção do seu nome, antes mesmo de ser anunciado como vencedor do prémio de Melhor Realizador, gerou uma onda de protestos que levou várias atrizes, e algum público, a abandonar a sala Pleyel, onde decorria a gala.

Na rua fronteira ao teatro, a polícia usou gás lacrimogéneo para afastar os manifestantes que protestavam contra a decisão da Academia Francesa de Filmes de reconhecer o trabalho do cineasta franco-polaco. O filme ‘J’accuse’ (‘O oficial e o Espião’) concorria em 12 categorias e arrecadou 3 estatuetas.

A atriz Adèle Haenel, que acusa o diretor Christophe Ruggia de a ter molestado na pré-adolescência, retirou-se do evento em sinal de protesto. Dezenas de pessoas seguiram-na. Foi tudo filmado pela TV.

Também o ministro da Cultura, Franck Riester, mostrou o seu embaraço e assumiu que "celebrar Roman Polanski no César foi um mau sinal". O coletivo #NousToutes (Todas Nós) emitiu um comunicado a defender que a Academia "cuspiu nos rostos das vítimas de violência de pedofilia e de violência sexual". Dias antes, todo o conselho da Academia dos Césares anunciou a demissão por estar contra a indicação de Polanski.
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