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Correio da Manhã

Cultura
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Câmara suspende cedência do Teatro Mário Viegas às Produções Fictícias

A Câmara de Lisboa suspendeu esta quarta-feira a atribuição do Teatro Estúdio Mário Viegas às Produções Fictícias, depois de os vereadores da oposição terem demonstrado a sua discordância quanto à atribuição do espaço sem concurso público.

10 de Abril de 2013 às 18:38
Juvenal Garcês é o atuar diretor artístico da Companhia Teatral do Chiado, sediada no Teatro Estúdio Mário Viegas
Juvenal Garcês é o atuar diretor artístico da Companhia Teatral do Chiado, sediada no Teatro Estúdio Mário Viegas FOTO: Tiago Sousa Dias

A proposta levantou a oposição dos vereadores do PSD, CDS-PP e PCP, que criticaram a atribuição do espaço à agência criativa Produções Fictícias sem concurso público e com um subsídio total de 60 mil euros, mas acabou por ser retirada da agenda e não foi votada.

"Vamos pensar como é que vamos fazer a coisa, qual é o procedimento para a gestão do espaço e quais as melhores soluções. Quanto à atribuição do espaço às Produções Fictícias, está suspenso e vamos ver alternativas", disse à agência Lusa a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

A atribuição do espaço à agência criativa surge depois de a câmara ter decidido quebrar o contrato com a Companhia Teatral do Chiado, que ocupa atualmente o estúdio teatro Mário Viegas.

"A companhia estava em incumprimento do protocolo há bastante tempo: sem planos de atividade, sem viabilidade financeira e a degradação do espaço é bastante grande. Não se tem apresentado a público nos últimos tempos e tem cedido a sala a outros por tempos superiores aos que estavam previstos no contrato. Tínhamos de resolver este assunto", explicou Catarina Vaz Pinto.

A Companhia Teatral do Chiado respondeu que "detém em seu poder o espólio artístico do ator Mário Viegas, cedido pelos herdeiros, com o intuito de o difundir" e acusou a autarquia de querer ficar com o espólio.

Catarina Vaz Pinto disse que a câmara está "disponível para encontrar soluções para conservar e promover o espólio" e que "não é sua intenção ficar com ele", mas "valorizá-lo e tirá-lo do ambiente de degradação de que tem sido alvo".

Confrontada com a possibilidade de a companhia recorrer a tribunal, admitida hoje, Catarina Vaz Pinto disse que a entidade "não tem fundamentos nenhuns, nem hipóteses de ganhar", uma vez que "todas as formalidades foram salvaguardadas".

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