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Correio da Manhã

Cultura
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Celeste Rodrigues cantou mesmo até ao fim

A fadista Celeste Rodrigues deixou-nos aos 95 ano. Irmã mais nova de Amália era uma referência do fado castiço.
Ana Maria Ribeiro 2 de Agosto de 2018 às 00:09
Morreu a fadista Celeste Rodrigues aos 95 anos
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Morreu a fadista Celeste Rodrigues aos 95 anos
Em maio, para celebrar os seus 95 anos de vida – e 73 de carreira artística – Celeste Rodrigues fez uma festa no Teatro Tivoli, em Lisboa, em que cantou com amigos e familiares. Na altura, ironizou, com a frontalidade que lhe conhecíamos: "É melhor festejar agora. Sabe-se lá se terei outra oportunidade para cantar..."

A fadista, irmã mais nova de Amália Rodrigues e que começou a cantar ‘por brincadeira’, morreu ontem, em Lisboa, e a notícia foi dada, com emoção, pelo neto, o realizador Diogo Varela Silva, que, nas redes sociais, escreveu: "A Celestinha foi a pedra basilar da nossa família. Somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi."

Nascida em Alpedrinha, concelho do Fundão (distrito de Castelo Branco), a 14 de março de 1923, Celeste cantou desde a infância – tal como a irmã três anos mais velha –, mas já Amália era uma estrela na Adega Mesquita quando Celeste se profissionalizou, aos 22 anos, por convite do empresário José Miguel, que depois de a ouvir cantar, insistiu com ela para se tornar fadista. Ao contrário de Amália, porém, não se dedicou ao fado moderno, mas ao castiço, tornando-se uma grande referência na área.

Aos 30 anos, já uma figura destacada no fado, casou com o ator Varela Silva, de quem teria duas filhas e se divorciaria depois do 25 de Abril. Muito direta a falar, confessou várias vezes que nunca pensou ser cantora porque estar perante o público não lhe era fácil. Mas aconteceu. E o sucesso perseguiu-a. "O público foi muito bom para mim, não me posso queixar", disse em entrevista à Lusa, em maio passado. "Só tenho tido coisas boas na minha carreira. Fui-me mantendo. Não levantei, nem desci", acrescentou.

Velório no Terreiro no Paço
O corpo de Celeste Rodrigues – de quem a fadista Argentina Santos disse ter "uma caixinha de música na garganta" – vai ser velado esta quinta-feira, no Pátio da Galé, na Praça do Comércio, em Lisboa, disse à agência Lusa o neto, Diogo Varela Silva. O funeral da fadista realiza-se na sexta-feira, a partir das 14.30, em direção ao cemitério dos Prazeres, onde será sepultada no panteão dos artistas, segundo a mesma fonte.

Condecorada pelo Presidente Cavaco
A 8 de junho de 2012, o então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, condecorou Celeste Rodrigues com a Ordem do Infante D. Henrique, grau de comendador.

Discos gravados e um filme homónimo
A voz de Celeste Rodrigues está registada em dezenas de discos. O nome da fadista foi também imortalizado pelo documentário ‘Fado Celeste’ (2010), do neto Diogo Varela Silva.

A noite em que a cantora lusa juntou a sua voz à de Madonna
Foi entre o espanto e a incredulidade que Portugal soube, em dezembro do ano passado, que Celeste Rodrigues tinha cantado uma canção de Elvis Presley com a norte-americana Madonna, numa noite lisboeta. A vedeta norte-americana confirmou-o na sua página da rede social Instagram e o pasmo deu lugar ao orgulho nacional.
Madonna trazia a lição estudada e tratou Celeste como "lenda viva", e até foi mais longe: convidou a artista portuguesa a estar na sua festa de fim de ano em Nova Iorque.

Esta quarta-feira, chegou a circular a notícia – falsa – de que a diva se tinha despedido de Celeste Rodrigues nas redes sociais. Mas Madonna ainda não fez qualquer publicação sobre a perda da amiga. Em Portugal, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lembrou a sua "voz única, distinta na sua independência, autonomia e sobretudo alegria", e o primeiro- -ministro, António Costa, desejou nas redes sociais que a sua "querida amiga", tão influente enquanto viva, continue a inspirar gerações de fadistas.






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